LIQUENS NO RIO GRANDE DO SUL
LIQUENS - O QUE S�O:
(de Putzke & Putzke, 1998)

Os l�quens correspondem, pelo que se acredita at� o momento, a uma simbiose entre um fungo (micobionte) e uma alga (ficobionte). Trata-se de uma defini��o um tanto ultrapassada ou at� pouco completa, visto que h� l�quens onde mais de uma alga encontram-se associadas ao fungo. � o caso de Placopsis contrortuplicata Lamb, citado por REDON (1985) como correspondendo ao fungo que se associa a uma alga cianof�cea (que, na verdade � uma bact�ria) e a outra clorof�cea. Uma defini��o ampla seria a citada por XAVIER-FILHO & RIZZINI (1976): s�o vegetais complexos oriundos da interpenetra��o de fungos superiores ou inferiores e algas quase sempre unicelulares, de modo a formarem ambos novas unidades morfol�gicas, na imensa maioria das vezes completamente diversas de seus dois componentes, quando isoladamente considerados. Desta forma, o l�quen ainda seria um fungo mais uma alga, contrariando a identidade de uma s�rie de esp�cies, tal como o que citamos. Ao mesmo tempo, conhecemos l�quens onde a parte f�ngica constitui-se de representante do filo Ascomycota ou Basidiomycota, al�m de alguns membros de Deuteromycota (estes em sua maioria anamorfos de Ascomycota), como demonstram HALE (1979) e ALEXOPOULOS & MIMS (1979). Assim sendo, n�o  h� l�quens onde o micobionte seja um fungo inferior (Chytridiomycota, Oomycota,  atualmente).
Sabemos tamb�m que os fungos s�o agora distribu�dos em pelo menos 3  reinos, n�o no vegetal; portanto, n�o podemos considerar os l�quens vegetais verdadeiros. Melhorando as descri��es j� existentes, definimos os l�quens como uma associa��o simbi�tica  (pelo que sabemos at� agora!) de uma esp�cie de fungo (Asco-, Basidio- ou Deuteromycotina) com uma ou duas esp�cies de alga ou bact�ria, resultando na forma��o de nova unidade morfol�gica. HAWKSWORTH et al. (1995) define os l�quens como um mutualismo est�vel, obrigat�ria ecologicamente, entre um parceiro f�ngico (micobionte), essencialmente externo ao talo, e uma popula��o interna (externamente localizados em rela��o �s c�lulas f�ngicas) de algas ou cianobact�rias (fotobionte ou ficobionte).
Os l�quens n�o correspondem a um grupo sistem�tico, mas sim a um biol�gico, visto que na maioria dos casos o talo resultante da uni�o � marcadamente diferente dos talos dos organimsos que lhe deram origem. O parceiro f�ngico n�o � de vida livre, exceto em alguns fungos que ocorrem l�quenizados facultativamente. A organiza��o estrutural e morfol�gica do talo � efeito da participa��o do fungo, o qual tamb�m forma as frutifica��es (ascoma ou basidioma) caracter�stico.  
O talo de um l�quen pode apresentar-se na forma de um arbusto em miniatura, com ou sem ramifica��es, mas sem diferencia��o dorsi-ventral, o que recebe o nome de forma fruticulosa (= fruticosa, arbustiva); em outros casos, h� uma n�tida diferencia��o dorsiventral, sendo o talo formado por uma fita ramificada ou n�o, facilmente separ�vel do ponto de fixa��o, quando temos a forma foliosa (=foli�cea); quando o lado ventral est� firmemente ligado ao substrato ou ao ponto de fixa��o, sendo imposs�vel separ�-los, temos a forma crustosa (=crust�cea). Existem ainda algumas formas intermedi�rias, e mesmo l�quens que apresentam duas das formas acima descritas no mesmo talo ou em diferentes est�gios de seu ciclo de vida. � o caso de muitas esp�cies do g�nero Cladonia, nas quais encontramos um prim�rdio foli�ceo e, posteriormente a forma��o de estruturas fruticulosas. Mais dados acerca dessas formas podem ser encontradas em HALE (1979) e REDON (1985).

LISTA PRELIMINAR DE LIQUENS CITADOS PARA O RIO GRANDE
VER LINK AO LADO

Nossa Arauc�ria � suporte para muitos liquens ep�fitos (foto de Adriano Afonso Spielmann)
Meus links favoritos:
LISTA MUNDIAL DE LIQUENS
LISTA COMPLETA DE LIQUENS DO RIO GRANDE DO SUL
CONTATO COM O AUTOR:
Nome: Jair Putzke
[email protected]
E-mail:
Hosted by www.Geocities.ws

1