| LISTA DE ANTÓCEROS REFERIDOS PARA O RIO GRANDE DO SUL | |||||||||||
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| CLASSE ÚNICA - ANTHOCEROTOPSIDA Constituem uma pequena divisão, cujo talo achatado dorsiventralmente (Figura 04), lembra o das hepáticas talosas, sendo freqüentemente organizado em roseta. O talo é formado por células de parede fina, sendo fixo ao substrato por rizóides de parede lisa. As cavidades internas, ao invés de servirem para a circulação de ar, tal como ocorre nas hepáticas, são preenchidas por mucilagem formada pela desintegração de grupos de células (Figura 07c). Estas cavidades com mucilagem são freqüentemente invadidas por algas, que vivem então em simbiose com o antócero. Normalmente algas dos gêneros Nostoc (cianofícea) e Coleochaete são encontradas. No lado ventral freqüentemente encontramos poros que lembram estômatos na forma (Figura 07a). As células do talo apresentam um único cloroplasto com pirenóide (Figura 07.2, o que logo diferencia o talo das Hepaticopsida sob o microscópio, onde o número geralmente é maior. Apresentam estômatos, o que leva a conclusão de que o grupo seja bem evoluído. O gametófito pode ser monóico ou dióico, com anterídios e arquegônios instalados na superfície dorsal, os primeiros em câmaras especiais. Mesmo sendo imersos, os anterídios são formados a partir de células superficiais, sendo às vezes formados em grande quantidade dentro de cada câmara. O esporófito consiste de um pé e de uma cápsula cilíndrica, longa e que termina em ponta, de crescimento indeterminado (exceto em Notothylas). Sua abertura ocorre da mesma forma como quando você descasca uma banana, mas originando apenas duas metades, tal como a Figura abaixo. Ao centro surge, quando da abertura da cápsula, uma coluna que constitui a columela. Dentro da cápsula encontramos, além dos esporos, pseudoelatérios, que correspondem a estruturas estéreis alongadas, capazes de alguns movimentos higroscópicos, sendo que provavelmente contribuem para a liberação e dispersão dos esporos. Os esporos são formados continuamente e amadurecem em tempos diferentes, sendo liberados os amadurecidos na parte mais apical, onde a cápsula já se encontra aberta. A abertura avança para que os demais esporos possam ser liberados, apesar do crescimento da cápsula continuar por um bom tempo a partir de um meristema intercalar. O esporângio tem parede multistratosa e normalmente possui numerosos estômatos. A camada de esporos em diferenciação envolve a columela. Os esporos podem ser unicelulares ou formados por até 3 células, apresentando ou não ornamentos de diversos tipos e com coloração amarelada até marrom-escura. A reprodução assexual pode ocorrer pela formação de gemas nos bordos talinos (grupos de células que são destacados) ou pela formação de “tubers” (tubos) internos que sobrevivem bem a condições adversas. Esta é a divisão com o menor número de espécies encontradas no estado, entre as usualmente chamadas de briófitas. LISTA DE ESPÉCIES: ANTHOCEROTOPHYTA ANTHOCEROTACEAE 1- Aspiromitus fissifrons Steph. (Stephani, 1916b) (Yano, 1984) 2- Aspiromitus multifidus Schidel (Stephani, 1897) (Lindman, 1906) (Yano, 1984) 3- Aspiromitus planus Steph. (Stephani, 1897) (Bauer, 1905a, b; 1929) (Yano, 1984) 4- Aspiromitus punctatus L. (Vianna, 1970) (Yano, 1984) 5- Phaeoceros laevis (L.) Prosk. (Proskauer, 1957) (Yano, 1984) |
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