|
<>Tiponomia dos solos e nossos Recursos Naturais |
|
|
Com respeito ao solo, do
ponto de vista orográfico, o território é essencialmente montanhoso com
relevos que atingem a cota dos 1011 metros, sendo o conjunto principal
constituído pela Serra de Leomil no sector SW do concelho. A simples observação da carta geológica da região, denota a existência de duas litologias dominantes: uma de composição xistenta localizada no canto NE e NW da carta e ainda pequenos retalhos de reduzidas dimensões; outra de composição granítica, ocupando a maior parte da área da carta. O tipo de rocha dominante em Leomil, são os Granitóides Hercínicos subdivididos em Granodioritos e Granitos. Em Leomil, predominam os granitos de "duas micas com foliação e estruturas" nomeadamente o granito biotítico-moscovítico de grão médio e outros mais pequenos como as rochas de composição tonalítica, granitos de grão médio. Existem também xistos metamorfizados indiferenciados nomeadamente na Serra, curiosamente num território onde existem vários monumentos megalíticos. |
|
|
No que toca aos depósitos de cobertura, predominam maioritáriamente Aluviões e minoritáriamente as cascalheiras de terraço. Junto à povoação de Leomil, a uma cota ligeiramente uperior ao depósito de Aluvionar aí cartografado pelos especialistas, foi identificado um pequeno depósito de terraço constituído por cascalheiras. É essencialmente formado por calhaus de quartzo, quartzito e granito, "bem rolados e medianamente calibrados, com um diâmetro que ronda os 20 cm mas podendo atingir dimensões de bloco (...) Estes calhaus apresentam uma práctica ferruginosa bastante característica..." |
|
|
Sendo um território bastante acidentado e cortado por rios ou regatos como acontece por todo o concelho, apresenta formações aluvionares muito restritas e com pouca extensão e espessura. Das manchas cartografadas, destaca-se a de Beira Valente que parece ocupar o fundo de um nível embutido na superfície fundamental. |
|
|
No que concerne a Leomil, são ainda de destacar o granito de Leomil-Vale Frade e o granito de Pedra Alta. O primeiro, é um granito homogéneo. Datações K-Ar efectuadas em moscovites e biotites deste granito, atribuem-lhe uma idade de instalação entre os 325 e os 330 M. a. O segundo, ocupa um mancha que se estende numa estreita faixa orientada N60º W desde o Rio Varosa, junto à povoação de S. João de Tarouca, até às imediações do v. g., Pedra Alta, já na Serra de Leomil. O granito é biotítico-moscovítico, de grão fino e tendência porfiróide. Contrastando com o relevo acidentado, em Leomil existem também alguns vales destacamdo-se a Ribeira de Leomil que apresenta amplo patamar, denunciando a sua passagem pela bacia do médio Távora, no sector Leomil-Sarzedo. |
|
|
É a Beira a nossa maior província, e com isso concorre o ser muito variada a sua constituição geológica. Existe aqui a maior mancha de terrenos graníticos de Portugal. Abrangem quase toda a metade Setentrional da província, e aparecem ainda com importantes afloramentos na Beira Baixa. Constituem a totalidade das Serras de Montemuro e Leomil. O contraste entre as areias provenientes da decomposição dos granitos, próprios para a cultura do centeio, e os barros que têm origem na alteração dos xistos, preferidos para a cultura do trigo, não escapou à atenção do povo. De facto, em Leomil as culturas dominantes são o milho, o centeio, a batata, a macieira e a vinha. |
|
|
Os terrenos marginais à linha de água, em situação de várzea ou em vales mais "encaixados" são uma excepção. É um solo consideravelmente mais rico e de extrema importância em terrenos de aptidão agrícola (aluviosolos). Contudo, os solos litólicos húmicos podem-se tornar em bons solos agrícolas devido ás suas boas propriedades físicas, desde que melhorados com adequadas prácticas culturais. |
|
|
O facto de haverem ainda mais ha de superfícies planas, deve-se ao facto do concelho se localizar numa região planáltica. O vértice geodésico mais alto do concelho localiza-se em Leomil , no sector SW da carta geológica chegando aos 1011 metros. |