Juventude Popular - Núcleo da Freguesia da Vila de Leomil


Informação retirada da Página pessoal de Jaime Ricardo

 

<>Fontes Manuscritas - Localização

<>"Memória do feito, memória do dito, memória do sentido, no presente do ontem que se projecta sobre o futuro do hoje"

<>Maria Helena da Cruz Coelho "Catálogo da exposição documental do legado do Prof. Doutor Isaías da Rocha Pereira"

A escrita como manifestação humana, é um organismo vivo, que reflecte o espírito de uma sociedade, a sua organização e o seu grau de desenvolvimento. Foi a resposta encontrada para uma série de necessidades e de dificuldades que se levantaram à sociedade. A escrita sobrepõs-se à oralidade, uma vez que, a palavra através do suporte material, adquiriu uma maior durabilidade e consequentemente uma força muito maior. O homem medieval, cedo começou a tomar consciência da precariedade, da fugacidade e da fraqueza do gesto e da fala. A palavra é, por natureza, individual, frágil, sem suporte material. Não pode, por isso, responsabilizar nem quem a diz nem quem a ouve.

Assim, a desvalorização da linguagem foi inevitável face à escrita. Escrita à qual se vai exigir o papel incomparável de criar e conservar as memórias individuais e colectivas, de legitimar contratos jurídicos, de estruturar, sistematizar e organizar a sociedade. Todas as sociedades se alicerçaram no fim útil e função cívica da escrita, e foi através dela que se preservou a memória dos feitos do homem de outrora. Ora, ela é sem dúvida um bom ponto de partida para o estudo dos nossos antepassados. Hoje, o acto de escrever é um requisito básico e o domínio da escrita e alfabetização das massas, uma preocupação constante dos governos e das organizações mundiais.

É portanto, através do estudo dos documentos escritos que os nossos avoengas trogloditas nos legaram, que podemos perscrutar nas diversas teias de relações a que as sociedades de tempos mais remotos, estavam imbricadamente ligadas.

A Vila de Leomil, rica de passado histórico, e quiséramos, de possibilidades quanto ao futuro, tem abundantes fontes históricas espalhadas por diversos arquivos do país, não tivesse sido ela séde de um dos mais célebres coutos medievais portugueses, e vastíssimo concelho extincto em 1855. Os núcleos documentais que aqui apresento apenas são fruto de uma inventariação pessoal, ou seja, uma pequena parte do que nos nossos arquivos existe, à espera que alguem apareça e os transforme em conhecimento histórico. Os locais em que incidiu a minha inventariação foram:



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