|
<>Fontes Manuscritas - Localização |
<>"Memória do feito, memória do dito, memória do sentido, no presente do ontem que se projecta sobre o futuro do hoje"
<>Maria
Helena da Cruz Coelho "Catálogo da exposição documental do legado do
Prof. Doutor Isaías da Rocha Pereira"
|
|
A escrita como manifestação
humana, é um organismo vivo, que reflecte o espírito de uma sociedade, a
sua organização e o seu grau de desenvolvimento. Foi a resposta encontrada
para uma série de necessidades e de dificuldades que se levantaram à
sociedade. A escrita sobrepõs-se à oralidade, uma vez que, a palavra através
do suporte material, adquiriu uma maior durabilidade e consequentemente uma
força muito maior. O homem medieval, cedo começou a tomar consciência da
precariedade, da fugacidade e da fraqueza do gesto e da fala. A palavra é,
por natureza, individual, frágil, sem suporte material. Não pode, por isso,
responsabilizar nem quem a diz nem quem a ouve. |
|
|
Assim, a desvalorização
da linguagem foi inevitável face à escrita. Escrita à qual se vai exigir o
papel incomparável de criar e conservar as memórias individuais e
colectivas, de legitimar contratos jurídicos, de estruturar, sistematizar e
organizar a sociedade. Todas as sociedades se alicerçaram no fim útil e função
cívica da escrita, e foi através dela que se preservou a memória dos
feitos do homem de outrora. Ora, ela é sem dúvida um bom ponto de partida
para o estudo dos nossos antepassados. Hoje, o acto de escrever é um
requisito básico e o domínio da escrita e alfabetização das massas, uma
preocupação constante dos governos e das organizações mundiais. |
|
|
É portanto, através do
estudo dos documentos escritos que os nossos avoengas trogloditas nos
legaram, que podemos perscrutar nas diversas teias de relações a que as
sociedades de tempos mais remotos, estavam imbricadamente ligadas. A Vila de Leomil, rica de passado histórico, e quiséramos, de possibilidades quanto ao futuro, tem abundantes fontes históricas espalhadas por diversos arquivos do país, não tivesse sido ela séde de um dos mais célebres coutos medievais portugueses, e vastíssimo concelho extincto em 1855. Os núcleos documentais que aqui apresento apenas são fruto de uma inventariação pessoal, ou seja, uma pequena parte do que nos nossos arquivos existe, à espera que alguem apareça e os transforme em conhecimento histórico. Os locais em que incidiu a minha inventariação foram: |