INTRODUÇÃO

 

Segundo Paiva (1998), o grande impulso na utilização dos filmes plásticos no Brasil ocorreu no inicio da década de 70, principalmente em função do desenvolvimento acelerado do nosso parque industrial, o que possibilitou investimentos em pesquisa e tecnologia para o incremento da produção e, consequentemente, da utilização deste material.

 

Paiva (1998) lembra que não resta dúvida que ainda temos que melhorar nosso desenvolvimento tecnológico, aplicando especificamente a ambientes protegidos: híbridos específicos, irrigação e fertilização mais direcionadas as fases de crescimento e desenvolvimento dos diferentes cultivos e, principalmente, à utilização racional dos insumos e recursos naturais para obtenção de hortaliças saudáveis e que atendam às exigências dos consumidores.

 

Todavia, a correta fixação dos filmes plásticos às estufas é um fator determinante, não apenas no aumento da vida útil pela sua correta fixação, mas também como um fator aliado à facilidade de manejo, proporcionando maior agilidade na operação de troca de plásticos nas estufas.

 

Portanto, o objetivo deste trabalho é a compilação de métodos de fixação de filmes plásticos em estufas através da pesquisa na literatura disponível e entre fabricantes de estufas agrícolas bem como a avaliação de suas vantagens e desvantagens no manejo dos filmes plásticos da estufa.

 

1 OBSERVAÇÕES GERAIS NA FIXAÇÃO DE FILMES PLÁSTICOS

 

Segundo Paiva (1998), tanto nas estufas caseiras quanto nas estufas com estruturas industriais, será necessário que o filme plástico seja trocado a cada dois anos. Sabe-se, no entanto, que esse custo ainda pesa no bolso do plasticultor, por isso recomenda-se:

·        Tomar todo o cuidado no manejo das estufas, principalmente no abrir e fechar das cortinas;

·        Escolher um local para sua construção que não tenha árvores nas proximidades, ou que não esteja muito exposta aos ventos;

·        Utilizar quebra-ventos ao redor da estufa;

·        Utilizar técnicas de cobertura da estrutura, que não danifiquem o plástico: fixá-lo com prego, enrolando-o em ripa de madeira ou fixando com grampos;

·         Fixar bem firme o plástico, para que não tenha qualquer atrito com a estrutura da estufa;

·         Cobrir a estufa em dias quentes para que o plástico dilate e não fique enrugado posteriormente;

·         Construir adequadamente o telhado para que não se formem bolhas de água sobre o plástico, após as chuvas;

·        Comprar bobinas de filme plástico de empresas idôneas.

 

Sganzerla (1997) lembra que quando o filme plástico é colocado em dias de temperatura baixa, que está contraído, ficará solto sobre a estrutura quando a temperatura for alta. Assim irá tremular e sua vida útil diminuirá consideravelmente. Isso acontece quando o agricultor aplica o plástico no inverno e quando chega o verão dilata ficando com folgas, permitindo a tremulação.

 

2 FORMAS DE FIXAÇÃO DE PLÁSTICOS

 

2.1 Fixação com madeira

 

É a forma mais rudimentar de fixação dos filmes plásticos à estrutura da estufa, pouco encontrada na literatura específica sobre o assunto e também muito pouco utilizada pelos fabricantes de estufa, porém a alternativa mais comumente associada à construção da estufa pelos próprios agricultores.

Como principais vantagens deste tipo de fixação podem ser destacadas:

·         O baixo custo na construção da estufa pelo agricultor, já que as ripas podem ser obtidas na propriedade;

·         Facilidade de montagem por parte do agricultor;

·         Baixo custo de manutenção, quando a madeira for encontrada na propriedade;

 

Como desvantagens do sistema podem ser observadas:

·         Reduzida vida útil da madeira quando exposta à condições de umidade;

·         A madeira deverá ter um bom acabamento estando livre de imperfeições que possam vir a perfurar o filme plástico;

·         A madeira deve estar seca para evitar deformações quando o plástico for tencionado.

·        Comprimento da ripa determinado em função das suas dimensões e resistência.

 

A FIGURA 1 demonstra o esquema de fixação do filme plástico à estufa por meio de madeira, ressaltando a forma correta de enrolar o plástico para que se obtenha maior tempo de vida útil da madeira.

FIGURA 1 Esquema de fixação de filmes plásticos por meio de ripas de madeira.

                Fonte: Capdeville (2004).

 

Algumas formas de fixação do plástico às madeiras podem ser visualizadas na FIGURA 2.

 

FIGURA 2 Formas de fixação de plásticos: a) através de grampos de luz; b) sobreposição de madeiras e c) visualização do esquema com duas madeiras.

Caixa de texto: A
Caixa de texto: B
Caixa de texto: C

 

Fonte: Dados do autor (2005).

 

2.2 Fixação com perfil de alumínio e “mola”

 

Segundo Sganzerla (1997) um dos métodos mais usados para fixar o plástico em todo o mundo, principalmente no Japão, é feito por meio de um perfil de aluminio em formato tipo “U” onde é colocada uma mola paralela para segurar o plástico. É um método simples de grande utilidade, com muitas vantagens sobre o método tradicional de fixar o plástico.

Sganzerla (1997) cita com principais vantagens do sistema:

·         O trabalho é bem mais rápido;

·         Quando o estiramento do material é mal feito, basta retirar a mola do perfil e refazer o trabalho sem qualquer dano e de forma rápida.

·         O perfil de alumínio e a mola são materiais que duram muito tempo e podem ser reaproveitados quando as estruturas de madeira não prestam mais.

·         É um método econômico. Mesmo que o desembolso inicial seja maior que comprar ripas de madeira, torna-se mais econômico pela sua maior durabilidade e rapidez na troca. As ripas ficam inutilizadas na grande parte a cada troca de plástico.

 

Como descrito por Sganzerla (1997), devem ser observados os seguintes passos para utilização desse sistema:

·         Fixar-se o perfil sobre a estrutura com pregos ou parafusos de fenda;

·         A borda do plástico é estirada passando sobre o perfil;

·         Segurando o plástico estirado, a mola é introduzida, juntamente com o plástico dentro do perfil;

·         Em alguns casos pode-se usar duas molas desde que desencontradas entre si, tanto para reforçar a fixação em regiões de muito vento ou para fixar outro plástico no mesmo perfil.

·         Este sistema pode ser usado para fixar telas de sombreamento.

 

A FIGURA 3 apresenta um exemplo de fixação do filme plástico pelo o sistema de “mola”.

 

FIGURA 3 Fixação do filme plástico no sistema de “mola”

      Fonte: Dynacs (2005).

Na FIGURA 4 são apresentadas as formas do perfil para fixação nas extremidades da estufa e também na calha da estufa.

 

FIGURA 4 Formas de fixação do filme plástico: A) na calha; B) no perfil.

              

Fonte: Tropical (2005).

 

Quanto a fixação do perfil na estrutura da estufa, podemos encontra as forma aplicadas conforme a FIGURA 5.

 

FIGURA 5 Formas de fixação do perfil à estufa: A) pregada à madeira; B) arrebitada em tubo, e C) Parafusada em perfil.

Fonte: Dynacs (2005).

 

Outras formas de fixação de filmes plásticos utilizadas nos Estados Unidos, são apresentados na FIGURA 6 e FIGURA 7.

FIGURA 6 Sistema de fixação de filmes plásticos com camada dupla.

Fonte:IGCUSA (2005)

 

FIGURA 7 Esquema passo a passo de fixação de filmes plásticos com sistema “tube loock”: A) Aplicação do filme plástico, uma ou mais camadas, sobre o “tube loock” previamente instalado à estrutura da estufa; B) inserção inicial do elemento fixador; C) inserção da parte final do elemento fixador; D) travamento do elemento fixado por meio de parafusos.

Fonte: IGCUSA (2005)

 

2.3 Fixação em perfis redondos

 

Este método consiste em enrolar o filme plástico em perfis redondos, geralmente em canos, e após envolvemos com mangueiras ou simplesmente com anéis do tipo “c”. Por estas características, sua utilização é comumente feita em cortinas.

A FIGURA 8 demonstra a situação de aplicação desse sistema em um sistema de cortina para evitar entrada de insetos.

Já na FIGURA 9, pode ser observado o sistema de fixação do filme plástico em através de um anel do tipo c, sugerido pela empresa Dynacs.

Uma terceira forma de fixação de filmes plásticos em perfis redondos é apresentada pela Zanatta, combinando-se canos com o uso de molas, como é apresentado na FIGURA 10.

 

FIGURA 8 Sistema de fixação com uso de canos.

Fonte: Dynacs (2005).

 

FIGURA 9 Fixação do filme plástico com presilha do tipo “c”.

Fonte: Dynacs (2005).

 

FIGURA 10 Tubo com fixação por mola para cortina da marca Zanatta.

                    Fonte Zanatta (2005)

 


 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

CAPDEVILLE, Ocatávio Barrios. Constución de um invernadero.  Santiago:___, 2004.

 

IINTERNATIONAL GREENHOUSE COMPANY. Manuais de montagens disponíveis em: www.igcusa.com. Acessado em outubro de 2005

 

PAIVA, Milton César de. Produção de hortaliças em ambientes protegidos. Cuiabá: SEBRAE/MT, 1988. 85p.

 

SGANZERLA, Edílio. Nova agricultura: A fascinante arte de cultiva com os plásticos. Guaíba: ed. Agropecuária, 1997.

 

ZANATTA FLORESTAL. Site da empresa. Disponível em: www.zanatta.com.br. Acessado em outubro de 2005.

 

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