O Pilar

Capitulo III

Por Josiane Veiga

-Quem esta ai- perguntei desesperada

Olhava para todos os cantos, mas não via ninguém. Mas alguém falou comigo. Comecei a tremer por impulso. O que eu poderia fazer?

-Você não sabe quem eu sou- era a voz

Seu timbre era quase como se estivesse desconsolado.

-Não...

-Mas que povozinho inútil esse ai! Não explicaram a você que você teria um acompanhante?

-Quer dizer que não estarei sozinha. Que bom! Mas vem cá... onde você esta?

-Aqui.

Me virei em direção a floresta. Mas, o que...

-Você é... um tigre!

-Por que a surpresa? Você não sabia que seria acompanhada por um tigre?

Me sentei em cima se uma pedra que havia por lá. Estava desconsolada. Aquilo não podia estar acontecendo, era mágico, impossível demais. Mas estava sim... um tigre que falava...era um absurdo.

Notei que o Tigre me olhava decepcionado.

-O que foi- perguntei

-Você não parece ser forte e nem saber lutar... que tipos de artes marciais aprendeu?

-Nenhuma.

-Como? –ele quase engasgou- Como acha que vai passar por todos os perigos até chegarmos ao Oráculo de Abel?

Olhei para baixo chateada. Parece que meu “ajudante” seria um chato..e pior... como eu iria explicar a situação a ele se não conseguia explicá-la nem mim?

-Como você se chama? –tentei puxar assunto.

-Fogo Branco.

-Fogo Branco... que bonito...

-Isso. E o seu?

-Emma.

-Emma, mas que nome esquisito. Você realmente é pescoçuda, mas não tanto pra te colocarem o nome de um animal tão feio.

-Esquisito? Meu nome é lindo. E eu não sou pescoçuda. O seu nome é que é cheio de enrolações.

-Você acabou de dizer que era bonito.

-Eu menti. – disse bufando.

-Ohhhh! A Deusa não pode mentir.

Mostrei o dedo médio pra ele, mas ele pareceu não se importar muito.

-Vamos parar com isso- prossegue- temos que caminhar.

-Caminhar?

É claro. Como achas que vamos chegar ao oráculo? Transportados.

-Não seria nada mal.. mas achei que a gente ia ter um carro..sei lá...ou você pode me levar nas costas...

-Te levar nas costas? Vá te enxergar garota! Eu sou um tigre lendário. Quase um rei entre os animais... eu sou um animal dos deuses.

-Ta, tah... em que direção vamos?

-Para o sul.

E começamos nossa jornada. Caminhamos em silencio total por umas 2 horas. Ele não parecia muito a vontade de falar e eu gostaria muito de poder contar meus problemas a ele. Eu sou falante por natureza. Falo muito, grito muito... mas sou legal (é o que dizem). Mas mesmo o meu sorriso mais doce parecia não ser muito charmoso para Fogo Branco.

-Você disse que é um animal dos Deuses..a qual Deus pertence?

-Não te interessa.

Mas que filho da mãe. Tão mal educado assim, devia ter um Deus ainda pior. Se estava ali ajudando o tal povo trancafiado era porque estava obrigado.

-Vamos para um pouco. Estou cansada...

Ele me encarou.

-Esta um trapo! O que aconteceu? Não foi treinada para agüentar a caminhada? Como conseguira chegar ao oráculo? O que fez nesses anos todos trancada lá.

Não respondi. Senti-me constrangida e resolvi não brigar. Estava decidida a voltar pra casa, mas a única saída ser-me-ia recuperar o tal cristal. Se eu assim conseguisse, provavelmente o efeito mágico que havia me trazido para dentro da história desapareceria. O que eu não podia aceitar era o fato de eu ficar ali para sempre.

-Falta muito para chegarmos? Já escalamos uma montanha?

Ele deu uma gargalhada.

-Você esta brincando? Temos que passar por umas 7 ou 8 montanhas como aquela.

-Sete ou Oito? Ai, meu Deus!

Ele voltou a caminhar e sem saída eu o segui. Mais uns 15 minutos e saímos da floresta, tendo um belo tapete verde a nossa frente.

-Upa! –Vibrei- Finalmente um lugar plano.

Mas havia alguém que acabaria com a festa.

-Em compensação- começou o tigre- estamos mais visíveis e ficara fácil de nossos inimigos nos encontrarem.

-Puxa vida, será que não pode acontecer algo de bom, para ocorrer algo de ruim depois?

Dito e feito! Não tardou para que notássemos que não estávamos sozinhos. O primeiro que percebeu foi Fogo Branco que me alertou.

-Escuta!

-O que?

Mais que de repente uma jovem de cabelos claros e porte físico considerável se coloca em nossa frente.

-Como vão? Perguntou ela em gozação.

Olhei para Fogo Branco e notei que ele estava nervoso.

-Quem é você- perguntei.

Ela me olhou esnobe e disse sorrindo.

-Estou vendo que Deusa quer saber o nome de sua assassina.

Meu coração disparou.

-Me chamo Rally, sou espadachim...e vou te matar!

E agora? O que fazer, meu Deus?

Continua...

Nota da autora: Este capitulo vai em especial pro meu filhinho Guilherme Kurama. Fofo... mama de ama. Ah, e a Elfa que me deu umas idéias, no Messenger. Valeu linda!

[email protected]

 

Hosted by www.Geocities.ws

1