O Pilar
Capitulo II
Por Josiane Veiga
Não podia
ser realidade... Não podia... Isso devia ser uma brincadeira de mal gosto
comigo... Ou uma alucinação causada por alguma coisa que eu comi no recreio.
Como eu podia estar vivendo um pesadelo desses. Mas era tudo real demais. Eu
tinha essa consciência.
-Sei que
esta nervosa. Mas tente se acalmar. – era o ancião, que não entendia a minha
reação.
Fui levada
dali para um lugar meio sujo.Triste... Uma cabana infestada de moscas e de um
cheio de ervas, forte e enjoativo.
Sem
perceber meus olhos começaram a ficar com lágrimas... Eu queria chorar... Eu
precisava chorar...
Na manhã
seguinte fui acordada pelo velho ancião. Pelo que pude perceber ele era meu
mestre.
-Já esta
pronta para partir? – Ele perguntou assim que eu terminei de tomar o chá.
-Partir?
-Para o
Oráculo de Abel, Deusa!
-Olha...
isso deve ser um mal entendido! Eu não sou Deusa nenhuma. Sou Emma, estudante
do ensino médio, irresponsável e idiota. Eu não sou Deusa, a maravilhosa
menina, perfeita, corajosa e forte que salvará seu povo!
Ele riu
compreensivo. Tomou minhas mãos entre as suas e me encarou.
-Nos já
conversamos sobre isso. Sei que esta receosa...eu entendo. Mas devera ser
forte... Estamos em suas mãos minha querida...
-Mas...
Não
adiantaria eu dizer mais nada... Minha vida estava destroçada. A tal de Deusa
provavelmente havia sido treinada e eu não sabia nem dar um tapa. Se tinha medo
até de baratas como iria enfrentar... Deus, o que eu iria enfrentar!
De repente
olhei para minhas mãos entre as suas. O medo perdeu para a curiosidade. Sobre
minha mão direita havia um desenho de uma pássaro.
-O que é
isso- perguntei apontando o desenho
-Você esta
muito estranha...Isso é o seu sinal... A ave Fênix!
Levantei-me
e ele achou que eu já estava pronta pra partir. Quando dei por conta já estava
em uma pequena rua, sendo guiada pelo ancião. Uma multidão ficava nas suas
laterais, todos me dando seus cumprimentos e seus desejos de boa sorte. Logo eu
e o velho paramos em frente a um enorme portão.
-Senhor –
Tentei pela ultima vez. –O senhor esta enganado. Eu não sou quem pensa que sou.
-Conversamos
sobre isso na sua volta.
-Mas...
Então ele
me empurrou sobre o portão, mas não aconteceu o que eu esperava...Não me
choquei no velho portão de pedra. Passei por ele como se não existisse nada
ali. Já do lado de fora, voltei os olhos e só vi a muralha...Encostei no murro
com a esperança de que eu pudesse voltar, mas não havia mais volta.
Olhei para
frente. Uma imensa floresta se colocava assustadoramente no meu caminho. Temi
pelo que podia me acontecer. Zonza, sentei em uma pedra, choramingando.
-Maldita
hora em que fui pegar esse livro... Isso só podia acontecer comigo mesmo...Tudo
da errado pra mim...
-Pare de
chorar!
Assustada
levantei-me olhando para todos os lados...
-Quem esta
ai?
CONTINUA...