O Pilar

Capitulo XII

Por Josiane Veiga

 

 

As paredes claras pareciam que tinham vida. Quadros a enfeitavam e moveis sofisticados preenchiam as salas de maneira que tudo ficasse belo... perfeito! Era um castelo magnífico. Quando Endy comunicou que nos levaria para lá, eu não esperava algo tão grandioso.

 

-Você é algum rei? Como pode viver num lugar tão maravilhoso?

 

Ele ignorou minha pergunta. Endy estava estranho desde que aceitei ir com ele. Mas não suspeitava o que ele tinha em mente. Apenas me deslumbrava com os olhos mais inquietos que nunca. E o pegava me olhando de uma maneira nova. O que será que ele estava planejando?

 

-Eu mandei preparar um quarto para você – ele disse a Sayas- E um dos meus servos vai cuidar dos seus ferimentos.

 

Olhei meu amigo. Sayas não parecia muito certo do que fazer, mas assentiu com a cabeça. Ele estava esgotado e não tinha animo pra contrariá-lo. Segurei a mão de Sayas e lhe sorri como se dissesse que tudo ficaria bem.

 

-Que bom que você esta bem Emma!

 

Reconheci a voz no ato! Atrás de mim se encontrava Fogo Branco. Corri ate o tigre e lhe afaguei o focinho.

 

-Fico feliz em vê-lo.

 

-Eu também – ele disse com seu ar arrogante.

 

Sorri

 

-Mentiroso.

 

Eu já sabia como lidar com ele. E não era na implicância. Fogo Branco continuava com o olhar autoritário apesar de eu ter ficado uns dias sem o ver. Ele não havia mudado nada. Mas eu senti que suas palavras para mim foram sinceras.

 

-O que houve com você?- o felino olhava Sayas e repetia as mesmas palavras que Endy havia feito quando o tinha visto.

 

-Layla bateu nele. – Endy respondeu contrariado.

 

Era claro que ele estava nervoso com a atitude da sua amante.

 

Sua amante... aquelas palavras me machucaram por dentro. Eu não queria que ele tivesse tocado nela...a beijado como me beijou. Eu o queria só pra mim...movi a cabeça tentando afastar esses pensamentos, afinal...tudo não passava de um sonho impossível. Até o beijo que ele havia me dado foi de má vontade. Um contato que ele fez de tudo pra encurtar...se ele já havia percebido que eu o amava, devia estar se divertindo muito as minhas custas.

 

Após ter acomodado Sayas em um dos quartos ele me levou até aquele que seria o meu. Perdi o ar quando o vi. Era um enorme quarto de casal, como uma parede forrada dos mais belos tecidos, com uma sala de estar muito bem mobiliada e as janelas enormes tinham vista para um magnífico jardim.

 

-Este quarto é...

 

-Eu sei. Minha mãe tem muito bom gosto. Ela mesma cuidou de cada detalhe.

 

-Onde ela esta?

 

-Viajando. Ela não é muito caseira. Gosta de aventuras e foi vivê-las com um dos meus tios.

 

-Você tem uma família grande???

 

Ele murmurou algo que eu não entendi. Percebi que ele não estava disposto a falar de si para mim, porque provavelmente eu não tinha nenhuma importância. Eu nem ao menos entendia porque ele me levou ao quarto pessoalmente.

 

-Vou deixá-la descansar.

 

Eu fiz menção de falar algo mas ele me virou as costas ignorando-me totalmente e se retirou do quarto.

 

Fiz um esforço para dominar a tristeza. Segurei as lagrimas e resolvi tomar um banho. O vestido que eu usava desde que havia chegado aquele mundo já estava sujo e rasgado. Mas alguém havia colocado outro em cima da cama. Lindo e de seda. O toquei. Fantasiei que talvez Endy me achasse bonita com ele. Impossível. Layla era muito mais atraente. Eu era inferior a ela em muitas características. Ela tinha seios fartos, cabelos longos e sedosos. Era uma disputa desleal, pensei tocando em meus cabelos sem brilho e olhando meu busto tão insignificante. Endy jamais me veria como uma mulher.

 

-Após o banho me enrolei em uma toalha felpuda. O clima estava quente e resolvi descansar na cama. Fazia dias que eu não me aconchegava em um lugar tão confortável. O cansaço me dominou e eu dormi.

 

Acordei com o quarto envolto numa penumbra. Uma lamparina brilhava ao lado da minha cama, mas eu não havia acendido nenhuma.

 

-Finalmente acordou!

 

Endy! Apressadamente tentei pegar uma coberta pra tentar me tapar, afinal a toalha era minúscula, mas ele a alcançou primeiro. Fiquei constrangida da maneira como ele me olhava.

 

-Ah não! Não faça isso! Você fica tão mais atraente sem panos lhe cobrindo. Quando entrei aqui e a vi tão tentadora na minha cama pensei que enfim as coisas estavam melhorando para mim.

 

Eu fiquei sem ar. Não entendi direito a frase.

 

-Sua cama?

 

Ele sorriu.

 

-A coloquei de propósito neste quarto... no meu quarto.

 

Meus pensamentos estavam em um turbilhão. Estava tão sem graça por estar daquele jeito na frente dele que ao menos conseguia entender as intenções explicitas nas suas palavras.

 

-Do que esta falando?

 

Ele começou a estudar o meu corpo por debaixo da toalha. Minha respiração acelerou. De certa forma meu corpo antevia um jogo e respondia aos olhares dele contra a minha vontade.

 

-Por que se faz de puritana? Eu sei o que você e o seu amado companheiro e amigo fizeram a noite passada!

 

O que nos fizemos??? Nós não havíamos feito nada. Mas a maldade das palavras estavam cada vez mais claras. Eu senti algo explodindo em meu intimo e se revelando na minha expressão. Quase sem perceber levantei o braço e acertei um tapa em seu rosto.

 

Embora sua índole não me surpreendesse mais suas aptidões o faziam. Fitando-me de uma maneira que prometia retribuição ele atirou-se sobre mim, prensando-me na cama.

 

-Me fale! Você e Sayas se divertiram muito na noite em que fixaram sozinhos?

 

Ele guspiu as palavras. Eu me sentia tão nervosa e tremula que não conseguia reagir da maneira que eu queria.

 

-Me responda!

 

-Por que quer saber? Não lhe interessa o que eu e Sayas fizemos ou deixamos de fazer!

 

Então começamos a brigar. Mas era uma luta diferente. Era delicioso rolar com ele na cama. Meu corpo começou a se dominar de uma vontade incontrolável e para me defender levantei o joelho e quase atingi ele na virilha. Era um golpe de uma desesperada violência. Ele sabia!

 

Mas o corpo dele não!

 

Senti isso quando ele se esfregou em mim. Eu já estava ofegante, mas agora arquejava de desejo. Com raiva ele puxou a toalha e pela primeira vez na vida não senti vergonha do meu corpo magro. Ao contrario. Eu via adoração nos olhos dele e isso me deu forças pra me tornar mais insana.

 

Ele curvou-se para tomar um dos mamilos a boca. Gemi e isso o instigou mais. Em êxtase senti o pênis dele enrijecer...na minha mão.

 

Tentei arrancar a roupa dele quando ele se afastou um pouco. Mas Endy mesmo fez isso. Ele mal havia tirado a camisa e eu já estava sentada nas suas coxas lhe beijando os ombros.

 

Algo dominava meu corpo e eu não sabia direito o que era. Só tinha consciência de que era mais forte do que eu. Era deliciosa a sensação de sentir meus seios no seu peito... minha boca na sua. O hálito quente dele contra a minha pele.

 

-Endy- murmurei.

 

A paixão entre nos explodiu numa torrente de calor e encantamento. Ele me beijava como um louco e eu saboreava cada recanto de sua boca enquanto lhe acariciava os ombros, as costas e as nádegas.

 

Não bastava. Murmurando algo sem nexo ele me acomodou debaixo dele. Suas mãos firmes desceram pelo meu quadril e pela coxa. Seus dedos começaram a tremer quando ele tocou meus pêlos. Eu arqueei e ele estremeceu.

 

Com as duas mãos, uma em cada coxa ele abriu minhas pernas o suficiente pra entrar no meio delas. Logo ele conduzia o pênis em direção a entrada acolhedora. Eu me senti envolvendo a cabeça d seu membro e estremeci mais. Eu senti que ele queria... precisava aprofundar-se mais. Um com uma das mãos ele segurou-me pelas nádegas e empurrou-me ao encontro dele.  Neste momento a dor foi tão forte que sufocou o prazer.

 

-Você quer me estraçalhar?-gritei

 

Ele viu minhas lagrimas e aconchegou sua cabeça de encontro ao meu peito.

 

-Fique quietinha... ainda não acabamos.

 

-Se seu interesse era me fazer sofrer, esta conseguindo.

 

Ele me olhou com ternura. Eu nunca tinha visto seus olhos tão doces. Sua boca veio em direção a minha. Ainda desconfiada eu me mantive tensa e imóvel. Mas após fui relaxando com o movimento de sua língua na minha.

 

Quando ele se moveu pela primeira vez puxando o pênis e o enterrando em mim eu fui tomada por um espasmo de prazer. Sim! Era isso que meu corpo queria!

 

-Mais...

 

Ele repetiu os gestos. Vagarosos no inicio, mas aos poucos foi aumentando os impulsos. O prazer já nos dominava e eu não tinha consciência de mais nada que não fosse ele dentro de mim...fazendo amor...

 

-Me beija Emma.

 

Não..eu não queria estar tão entregue a ele como já estava. Não podia demonstrar que eu o amava. Se ele tivesse certeza disso, iria me humilhar... me afetar mais do que já fazia. Mas meu corpo não me obedecia mais. Eu só entendi a linguagem corporal das nossas peles.

 

-Adoro ouvir seus gemidos...-ele murmurou nos meus ouvidos- Gema mais pra mim...

 

Após falar isso ele me penetrou mais fundo. Um misto de dor e prazer me deixou sem alternativas... gritei enquanto o abraçava.

 

-Endy... – eu suspirei..

 

-Emma... eu preciso de dizer uma coisa... – ele me falou baixinho...

 

Falar??? Naquele momento... não...eu não queria ouvir porque eu já imaginava o que era. O beijei com força

 

Subitamente meu corpo retesou e eu agarrei seus cabelos.

 

-Endy!

 

Louca, apertei-me contra ele, sugando seu sêmen. Ao inundar-me ele preencheu-me e não foi somente o sexo... foi a alma.

 

Tremendo ele descansou o rosto em meu peito. Eu o abracei. Mesmo que ele quisesse ir embora eu não deixaria. Aquela foi a noite mais importante de minha vida... e eu queria aproveita-la!

 

-Emma... –ele gemeu

 

-Não diga nada. Amanha nos conversamos.

 

Ele sorriu.

 

-Gostaria que o tempo parasse agora.

 

Ele estirou o corpo ao meu lado e me puxou de encontro a ele. Deitei a cabeça no seu ombro. Sim! Eu também queria que o tempo parasse. Mas isso não aconteceria.

 

Na manhã seguinte eu não passaria de uma lembrança para ele. Mais uma das tantas que ele devia ter. Me recusei a chorar. Senti que ele dormia exausto. Lhe acariciei os cabelos e estranhamente esse ato foi tão intimo quando aquele outro que nos tínhamos acabado de partilhar.

 

 

Continua...

 

 

Nota: É gente... um hentai...hehehe...e ai, o que acharam??? Obrigada a todos que estão acompanhando este fic... um abraço especial a Sandy Youko que o esta betando a fic pra mim e que se não fosse ela minha inspiração nunca teria voltado, a Yumi e a Bell que estão lendo e comentando sempre... valeu a todos...

 

 

 

 

 

 

Hosted by www.Geocities.ws

1