Naquela noite
Por Josiane Veiga
Não era fácil
entender o que estava acontecendo. Mesmo que se esforçasse, Bulma não
compreendia o que acontecia com seu coração em relação ao príncipe dos
sayajins. Ao mesmo tempo em que sentia um certo desprezo por seu jeito
irritante e arrogante, ela era envolvida pela magia dos olhos de Vegita. Sabia
que não devia estar sentindo aquilo, pois um dia jurou amar Yamcha, mas agora
ela nem conseguia encontra-lo em seu coração.
Dizem que o amor se aproxima
quando menos esperamos e toma conta de tudo em nós.
Talvez aconteceu isso a menina dos cabelos azulados. Talvez, sem perceber,
Bulma acabou se apegando ao jeito frio e decisivo de Vegita. Ou simplesmente
acabou se envolvendo com a parte física e atraente do guerreiro. Talvez ela
nunca descobrisse a verdade, pois a única coisa que sabia era que estava
apaixonada e agora não sabia o que fazer.
- O que estou fazendo aqui? –
perguntou-se a garota ao perceber que entrara no quarto que pertencia a Vegita
no templo.
Ela caminhava em meio ao templo
onde os Heróis se encontravam e sem perceber entrara no quarto de Vegita. Meio
assustada virou-se rapidamente em direção a porta.
-O que está fazendo aqui? – Era o príncippe dos sayajins que a observava.
-Desculpe Vegita... Estava distraída, nãoo notei quando invadi seu quarto... Foi
uma indelicadeza de minha parte.
Indelicadeza? Eis uma palavra
que normalmente ela não usaria, mas quando estava próxima a Vegita, seu
nervosismo acabava buscando as palavras mais doces do seu vocabulário.
Ela buscou a porta, mas o braço de Vegita a segurou.
-Gostaria de dizer-lhe algo... – falou o encapetado
-Sim?
-Notei que anda...Bem, anda fugindo de miinha presença ultimamente...
Bulma engoliu seco. Nunca podia
imaginar que Vegita havia percebido
seu comportamento e sentiu-se
se abandonar em imaginar se ele percebeu
o motivo do afastamento.
-Sei que es muito ocupado...Vive em treinnamento e eu não quis incomoda-
lo...Sei também que detesta humanos
“Mas não detesto você” -pensou Vegita, mas não pronunciou. Sentia raiva de si
mesmo quando se pegava pensando na garota. – “Vá embora” - tentava dizer isso,
mas seu corpo teimava em manifestar-se contra seu cérebro, sua mão não soltava
o braço da garota de cabelos azuis por mais que ele tentasse.
-Deseja algo, Vegita? – perguntou inocenttemente a amiga de Goku
- “Desejo você” - pensou ele, mas mais umma vez não abriu a boca para falar...-
Não... Pode sair!
Desta vez sua mão soltou o
braço de Bulma e assim que ela se viu
livre, saiu rapidamente do
quarto deixando ele sozinho.
Assim que se viu só, Vegita
sentou-se na cama. Sentia-se sufocar e
tinha ódio de ser tão fraco...
em relação a ela! Não!!! Isso não podia
acontecer... Como ele poderia
ser fraco em relação a uma pobre humana
que não possuía nenhum poder?
Mas ele se sentia. Sentia-se inútil
perto dela. Parecia que nem seu
mais poderoso golpe teria efeito
contra um sorriso daqueles
lábios doces. Vegita jogou-se para trás ao
pensar na boca de Bulma. Ela
tão bonita. Ele nunca havia percebido que
as mulheres tinham encantos tão
sensuais. Agora entendia porque Goku
se tornou tão idiota em relação
a Chichi. As mulheres eram demônios
capazes de transformar a vida
dos homens num verdadeiro inferno! Ah,
mas não ele... Ele não cairia
nos encantos da garota sem lutar...Amava
a si mesmo mais que a tudo e
não agiria como um fraco repugnante!
Já Bulma tentava respirar qdo
chegou a varanda. Seu coração batia
apressadamente e sua voz quase
não saia da boca. Oh Vegita! Quem és tu
que consegue transformar um
momento num paraíso e num inferno? “Não
quero te amar” pronunciava
Bulma em voz baixa, mas no seu intimo ela
dizia: “sim, eu quero!”.
-Não quer amar quem?
-Yamcha? Não percebi quando chegou!
-Estou Aqui faz um bom tempo... Você é quue nem olhou para os lados...Parece até
que viu um fantasma!
-Não...Só estava distraída...
-Estava distraída ou pensava em Vegita
Não era possível...Então ele
sabia. Bulma tentou buscar em sua mente
quando foi o momento em que
deixou demonstrar o que sentia, mas não
achava.
-...
-Não se sinta culpada... Eu nunca pensei em te condenar por isso mesmo. Seu
destino é ama-lo e eu não sou ninguém pra dizer algo contra.
A moça sentiu os olhos se
encherem d’água. O amigo dizia aquilo com um
sorriso encantador, como se
fosse pra evitar sua culpa.
-Obrigada
-De nada - disse o guerreiro indo embora..
Vegita observava ao longe com muita atenção. Chegou no momento em que Yamcha
dizia a Bulma que era do destino dela amar uma pessoa e que ele não iria ser
contra. Ou era isso ou era algo bem parecido, pois ele deduziu lendo os lábios
do “namorado” de Bulma.
Ela estava apaixonada? Por quem?
-Arre! Porque você quer saber? - disse teentando convencer a si mesmo
Mas importava saber! Sempre soube que Bulma era de Yamcha e vice e versa. Não
lhe importava que as coisas fossem diferentes
-É melhor você tomar um banho e esquecer essas bobagens.
1 SEMANA DEPOIS
-Não pode ser...
-Bulma... Não tivemos como evitar... – Gooku sentia muito em ter que falar para
a amiga sobre a morte de Yamcha. Nunca foi segredo pra ele dos sentimentos dela
em relação a Yamcha, e saber que ele estava morto... Que perdera uma batalha e
que agora, talvez nunca ressuscitasse apertou seu coração. Adorava a amiga e
era uma pena vê-la triste daquela maneira.
Quando ela correu para fora ele
não a segurou. Era melhor ela ficar
ali no templo sozinha do que
voltar a terra com ele. A garota
precisava pensar...Ou talvez
não pensar e aquele era o melhor lugar.
Virou-se de costas e foi
embora. Existem coisas que só o tempo
conserta.
Bulma correu muito e sem
perceber abriu a porta do quarto de Vegita.
Quando o percebe deitado na
cama, não vacilou e atirou-se em seus
braços. Ele tomou um susto. 1º
quando a percebe abrindo a porta de seu
quarto e depois quando se
atirou contra ele...E agora chorava.
O corpo dela era
quente...Terno. As curvas exatas pareciam que foram
feitas para se encaixar no
corpo dele. Vegita fechou os olhos tentando
não pensar no corpo dela que
tremia sobre o seu, mas estava
impossível.
-Mas o que foi que aconteceu?
-Yamcha... Yamcha morreu!- disse ela em mmeio aos soluços.
Então era por Yamcha que ela
chorava desesperadamente. Sentiu vontade
de sumir ao perceber o quanto
ele importava para ela.
-Vá embora. Eu não me importo nem um poucco com o que acontece aquele imbecil!
Arrependeu-se no ato, quando
percebeu que devagar ela se afastava de
seu corpo. Mas a culpa mais
dolorosa foi quando olhou para os olhos
dela. Viu lágrimas mais tristes
ainda.
-Espere... Sou um estúpido! Desculpe-me.... Você chorando por alguém que es
apaixonada e eu pouco me importando com seus sentimentos.
Naquele momento Bulma estava
ajoelhada entre suas pernas e Vegita
mantinha o corpo um pouco
inclinado para frente.
-Não sou apaixonada por ele
De repente o mundo de Vegita
parou. Não era apaixonada por ele? Não
conseguiu disfarçar o sorriso.
-Sou apaixonada por você – disse ela antees de tentar sair correndo.
-Não...Você não vai embora não – disse seegurando seus braços e puxando ela
contra ele – não vai antes de eu dizer que também estou loucamente apaixonado
por você.
Foi tudo que ele disse antes de
lhe tomar os lábios. Nervoso, buscava
a boca dela e arqueava se corpo
em busca do corpo dela.
-Amo você – conseguiu dizer antes de deitta-la em seu lado.
-Acho sinceramente que amor é pouco pra eexpressar o que sinto por ti.
Ele sorriu novamente. Desceu os
lábios por entre os seios dela e
beijou-lhe. As mãos trabalhavam
ardentemente tentando livrar-se da
roupa de ambos. Entregaram-se
sem reservas a um amor que duraria para
o todo sempre. Nunca mais se
separariam...
Nem eles... Nem suas almas.
Quando o ato de amor acabou,
sorriram satisfeitos. Aquela noite foi a
primeira de muitas outras. No
futuro viriam Trunks, lutas, amor, outra
filha e com certeza a morte.
Mas depois daquela noite, eles perceberam
que estavam prontos para que o
destino lhes reservava.