Físico norte-americano, é considerado o pai da bomba atómica. Estudou em Harvard, Cambridge e Göttingen, onde foi um aluno brilhante.
A Universidade de Göttingen foi um pólo de atracção de eminentes cientistas, como Max Born, James Frank e Werner Eisenberg, e de jovens cientistas como Fermi, Dirac e Oppenheimer, tendo este contactado com todos eles.
No período entre as duas guerras mundiais, Göttingen foi um centro de conhecimento e investigação que produziu um grande desenvolvimento na Física e na Matemática.
Oppenheimer foi professor na Universidade da Califórnia, em Berkeley, desde 1929.
Notabilizou-se então, pela investigação no campo da Mecânica Quântica e dos raios cósmicos.
De 1943 a 1945 foi director do centro de pesquisas atómicas de Los Alamos. Homem dotado de grande fascínio pessoal e de capacidade organizadora, Oppenheimer deu fortíssimo impulso ao trabalho dos cientistas, coordenando estudos que permitiram a construção dos três engenhos nucleares que explodiram em Alamogordo, Hiroshima e Nagasaki.
Terminada a guerra, foi director do "Institute for Advanced Studies" em Princeton e em seguida, presidente do Conselho Consultivo da Comissão da Energia Atómica de Washington até Abril de 1954. Nesse ano foi afastado do cargo, devido a "razões de segurança nacional", suspeito de ter transmitido ou de estar prestes a transmitir informações a agentes soviéticos. Mais tarde foi reabilitado, mas nunca conseguiu esquecer a terrível acusação.
Em 1963 foi-lhe atribuído o prémio Fermi.