Michaël Faraday (1791-1867)

Físico e químico britânico, iniciou a sua vida como encadernador, o que lhe despertou o gosto pela leitura. Depois de ter assistido a quatro conferências realizadas por Humpfry Davy, interessou-se pela ciência. Este acabou por nomear Faraday para chefe de laboratório do Royal Institute de Londres.

O primeiro trabalho de Faraday, publicado em 1821, explica como fazer girar um magnete, aproximando-o de um fio atravessado por uma corrente eléctrica. Era o início do motor eléctrico.

Ao descobrir e enunciar os princípios que regiam a "indução electromagnética", Faraday cria o gerador de corrente contínua. Estes princípios, ainda hoje largamente utilizados na construção de motores eléctricos, contadores, dínamos, geradores, etc. valeram-lhe a nomeação para presidente do Royal Institute, cargo que recusou por questões de humildade.

Apesar dos seus feitos, não lhe foi possível interpretar todos os fenómenos observados. Apesar de postular que as energias eléctrica e magnética se fazem sentir à distância, por acção de partículas intermediárias, não consegue precisar o seu pensamento. Apesar de tudo, num momento de inspiração, em 1844, tem a intuição da equivalência entre matéria e energia, única chave para a explicação coerente da conversão do trabalho em energia eléctrica ou magnética. No entanto, sessenta anos antes de Einstein ter enunciado a sua teoria da relatividade, os conceitos em causa e as suas implicações eram incompreensíveis.
 
 
 

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