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PAR�QUIA N.S.DO PERP�TUO SOCORRO

A PASTORAL FAMILIAR

01. Fundamentos da Pastoral Familiar:

A Pastoral Familiar, como organiza��o da a��o pastoral da Igreja de Carlito Pamplona, se fundamenta na Palavra de Deus, reveladora dos modelos que alicer�am a pr�tica crist� segundo a vontade de Deus. Estes modelos s�o:

a) A Sant�ssima Trindade:

A f� de todos os crist�os se fundamenta na Trindade. Com efeito, a Sant�ssima Trindade � o mist�rio central da f� e da vida crist�. Segundo o Catecismo da Igreja, n 234-. "... Toda hist�ria da salva��o n�o � sen�o a hist�ria da via e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e �nico, Pai, Filho e Esp�rito Santo, se revela, reconcilia consigo e une a si os homens que se afastam do pecado."

Na fam�lia trinit�ria, nosso Deus se revela como Pai, criador de todas as coisas e como a Bondade sol�cita para com todos os seus filhos. Esta ternura paterna de Deus pode tamb�m ser expressa como imagem de maternidade. Portanto, Deus � o modelo para todos os pais e m�es, que hoje continuam a obra criadora atrav�s da constru��o do Reino de Deus deixado por Jesus Cristo.

O Filho - Jesus Cristo - com sua Encarna��o, assume a humanidade e a eleva ao plano divino, fazendo de todos os homens irm�os e filhos do mesmo Pai. Com sua pr�tica libertadora, mostrou que o sonho de Deus � que todos vivam em fraternidade, e, assim, construam um mundo bom de se viver de acordo com a Vontade de Deus.

Para isso, deixou-nos o seu Esp�rito, que une, santifica, ilumina, fortalece e encoraja para a viv�ncia dos mesmos valores de Jesus: " O Filho do homem n�o velo para ser servido, mas para servir." (Mc.10,46); " Tende sal em v�s mesmos e vivei em paz uns com os outros," (Mc 9,50), "... viu uma grande multid�o e ficou tomado de compaix�o por eles, pois estavam como ovelhas sem pastor." (Mc.6,34) " Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abund�ncia." (Jo. 10,10) " Este � o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei." ( Jo.l5,12);"....a fim de que todos sejam um, como tu, Pai, est�s em mim o eu em ti, que eles estejam em n�s..." ( Jo 17,21).

b) A Sagrada Fam�lia de Nazar�:

A vida em Fam�lia vivenciada por Jesus durante 30 anos, nos mostra como no plano divino, a fam�lia ocupa um papel fundamental na constitui��o da pessoa. Com efeito, atrav�s da pr�tica de Jesus, podemos constatar que Maria e Jos�, tiveram uma influ�ncia marcante em sua vida, ajudando-o na descoberta da Vontade de Deus no relacionamento familiar. S�o Lucas afirma que " Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em gra�a, diante de Deus e dos homens." (Lc. 2,52).

Na sua vida p�blica, Jesus constitue uma nova fam�lia: os disc�pulos. Chama-os para conviverem com ele a fim de que aprendessem a amar o Pai e a serem irm�os. Assim, atrav�s de seu novo comportamento, pudessem anunciar para o mundo a Boa Nova do mandamento do Amor, que ultrapassa todas as barreiras e repousa em Deus.

Jesus, compreende que fazer a Vontade do Pai era amar sempre sem nunca desanimar de fazer o bem. " N�o h� maior amor do que aquele que d� a vida pelos seus amigos." E, por isso, confiou aos seus disc�pulos a tarefa de fazer Deus reinar em todos os cora��es.

c) A Igreja de Jesus Cristo:

Os Atos dos Ap�stolos nos narram que o Esp�rito de Jesus convoca os seus disc�pulos a perseverarem na ora��o, na prega��o da Boa Nova da Ressurrei��o e a viverem em comunidade. " Eles mostravam-se ass�duos ao ensinamento dos ap�stolos, � comunh�o fraterna, � fra��o do p�o e as ora��es. ( ... ) Todos os que tinham abra�ado a f� reuniam-se e punham tudo em comum: vendiam suas propriedades e bens, e dividiam-nos entre todos segundo a necessidade de cada um." (At.2,42.44).

Ap�s quase dois mil anos desta pr�tica crist�, a Igreja continua a sua miss�o de fazer Jesus Cristo conhecido e amado, e neste ano jubilar, convoca a todos os homens de boa vontade � voltarem �s fontes para renovarem suas for�as e permanecerem firmes na f� que receberam. " Jesus Cristo � o mesmo ontem, hoje e sempre. " (Hb.13,8).

02. Necessidade da Pastoral Familiar:

a) Nova realidade:

A nossa �poca se caracteriza por mudan�as profundas e r�pidas que quebram os antigos padr�es que sustentavam a vida humana. Seu eixo dominante � a economia centralizada no conhecimento e na informa��o, o que aumenta as desigualdades entre os pa�ses pobres e ricos, criando todo um quadro desumano o opressor onde o homem se v� negado em seus direitos mais fundamentais.

O Manual da Campanha da Fraternidade, deste ano (2000), nos mostra o quadro gritante em que se encontram as crian�as, os jovens e os pobres em geral e o clamor que sobe aos c�us pedindo justi�a e a constru��o de um novo mil�nio sem exclus�es.

Diante desta cultura de morte, o doc. 61 da CNBB, n.120 nos diz que: "A posi��o correta do crist�o � aquela que une o esfor�o de compreens�o racional dos acontecimentos com a firme esperan�a no Senhor da hist�ria e na presen�a j� atuante do Reino de Deus." Portanto, o crist�o deve ser vigilante diante da realidade e empenhar-se pela transforma��o social, reafirmando a primazia da pessoa sobre a economia. Ora, nossa consci�ncia crist� n�o pode se acomodar diante do sofrimento pessoal e social, pois o nosso Deus � um Deus libertador. Da�, a necessidade de uma comunidade organizada que possa abrir espa�os de reflex�o e a��o, atrav�s da partilha solid�ria. Neste sentido, se faz necess�rio uma nova evangeliza��o.

b) Nova Evangel�za��o:

As novas Diretrizes Gerais da Igreja do Brasil nos alertam dizendo que: ' Estamos diante de novos contextos num mundo plural tanto do ponto de vista cultural quanto religioso. Esse mundo de fen�menos sociais e �reas culturais novos ou modernos are�pagos desafia hoje o impulso mission�rio da Igreja e lhe apresenta novas prioridades para a evangeliza��o. A comunidade eclesial, provocada pelo Esp�rito, n�o deve temer estas novas dificuldades, mas reconhecer nelas novas chances para a obra evangelizadora, renovando seu ardor, seus m�todos e suas express�es, e empenhando "com for�a particular a a��o dos fi�is leigos." ( Doc.61,n.104)

Esta realidade exige uma nova evangeliza��o, que em primeiro lugar pede do crist�o uma experi�ncia vital da pessoa de Jesus Cristo, como a tiveram os disc�pulos. Em seguida, convoca-o a anunciar com verdadeiro entusiasmo e alegria a Boa Nova do evento salv�fico que Jesus Cristo morreu e ressuscitou para a salva��o de todos. Assim revigorado na f�, o crist�o ter� as suas for�as renovadas pelo poder do Esp�rito Santo para que possa ter a mesma atitude de Jesus para com as pessoas: amando-as, acolhendo-as, perdoando-as, promovendo-as, visitando-as, animando-as na esperan�a e organizando-as para a transforma��o da cultura de morte em que vivemos.

Portanto, � toda a comunidade que precisa se renovar e tornar-se um testemunho de Comunh�o eclesial, presen�a viva de Jesus Cristo para o mundo. Para isso, se torna cada vez mais urgente a nova consci�ncia de que estamos em um novo contexto eciesial, no qual todos os crist�os s�o respons�veis pela evangeliza��o.

c) Novos Agentes:

Hoje, na Igreja, todos os balizados s�o respons�veis pela evangeliza��o, � portanto, um desafio, fazer despertar na consci�ncia de cada um, o chamado que Cristo lhe faz para que seja um ap�stolo em seu meio.

Cabe � Igreja Particular, encarnada num espa�o humano concreto estar atenta �s sementes de Deus presentes na realidade cultural do povo a que serve como fermento evang�lico. " Na Igreja Particular todos s�o constitu�dos sujeitos da miss�o pela gra�a do Batismo e da Crisma. Tornar cada batizado sujeito ativo da miss�o constitui realmente a meta da a��o pastoral e tarefa indispens�vel para fazer frente aos novos contextos da miss�o evangelizadora." (Doc.61,n.111)

Pelo que foi exposto, fica claro, que aos Leigos � confiada a grande miss�o de anunciar o Evangelho nos mais diversos espa�os de nossa complexa realidade.

03. A Pastoral Familiar como Pastoral de Conjunto:

Como j� falamos no item anterior, a realidade exige dos crist�os nova mentalidade, novo ardor, nova a��o mission�ria. E, a Igreja do Carlito Pamplona, atenta aos novos desafios, sentiu a necessidade de avaliar a sua pr�tica evangelizadora, constatando a fragmenta��o de for�as dentro da evangeliza��o local. Ent�o, desde 1999, vem procurando experimentar uma nova estrutura que una as for�as e intensifique a miss�o. � o que chamamos Pastoral Familiar.

a) O que � a Pastoral Familiar?

� a organiza��o pastoral assumida pela Igreja particular do Carlito, como meio para tornar mais eficaz a viv�ncia comunit�ria e a a��o evangelizadora.

� Pastoral, porque est� diretamente ligada ao seu Pastor, que conjuntamente com religiosos e leigos, avaliam, planejam e executam o an�ncio da Boa Nova de Jesus � comunidade local.

� Familiar, porque pretende atender �s necessidades das Fam�lias de maneira organizada, dentro das diversas faixas et�rias, a fim de que todos conhe�am e amem a Jesus Cristo, e, assim, possam construir a partir da f� uma comunidade e, consequentemente, uma nova realidade.

b) Por que a Pastoral Familiar?

A primeira raz�o manifestou-se atrav�s do fato de sermos um conjunto de pastorais, isolados e at� competitivos entre si. Ora, nos diz Jesus que um Reino dividido entre si, n�o poder� subsistir. Portanto, era urgente revermos a nossa pr�tica evangelizadora, questionando-nos sobre a efic�cia da nossa evangeliza��o.

A segunda raz�o, foi a necessidade de uma diretriz que norteasse a evangeliza��o. N�o poder�amos chegar a canto nenhum se n�o tiv�ssemos objetivos claros e metas a alcan�ar.

A terceira raz�o, � que o modelo utilizado pela pastoral familiar a n�vel nacional, pareceu-nos vi�vel como organiza��o pastoral, com a �nica diferen�a, de que a Fam�lia � vista por n�s, em um aspecto mais amplo, ou seja, queremos atingir a realidade de todas as fam�lias que residem em nosso bairro, para construirmos uma comunidade, e, assim, tornar a Par�quia uma s� fam�lia. Portanto, a pastoral familiar de particular, passou a ser Pastoral de Conjunto, porque aglutina todas as pastorais em um sistema organizado, onde todas s�o indispens�veis para o desenvolvimento de todo.

c) Como atua a pastoral Familiar?

A atua��o da Pastoral Familiar acontece atrav�s de Equipes, que em grupo, procuram descobrir como melhor evangelizar dentro do seu contexto. Nas Equipes, acontecem a ora��o, a partilha da vida, o planejamento das a��es, a ajuda m�tua.

A Equipe Pr�-Matrimonial: voltada para a evangeliza��o das crian�as, adolescentes, jovens e Noivos, procurar� conjuntamente, descobrir como melhor exercer a educa��o da f� desses crist�os, criando um projeto comum que possibilite a continua��o das etapas formativas onde f� e vida estejam juntas.

A Equipe P�s-Matrimonial: voltada para a evangeliza��o dos adultos, principalmente da vida familiar, procurar� conjuntamente, elaborar um projeto comum, levando em conta as muitas necessidades que passam as fam�lias em nossa comunidade.

A Equipe dos Casos Especiais: voltada para a situa��o de pobreza em que muitos de nossos irm�os se encontram, procurar� fazer um diagn�stico da situa��o, trazendo o resultado para a comunidade, a fim de que sejam estudadas as possibilidades concretas de ajuda assistencial e de promo��o da vida.

A Equipe dos Momentos Fortes: voltada para a viv�ncia da espiritualidade crist�, procurar� animar a participa��o da comunidade em todos os momentos celebrativos: CF, Novenas, Semana da Fam�lia, Festa da Padroeira, etc.

A Equipe de Forma��o: promover� cursos de forma��o para os agentes pastorais, semin�rios sobre temas espec�ficos, encontros de aprofundamento e espiritualidade, forma��o de grupos de estudo e reflex�o, etc.

Como vimos, atrav�s da Pastoral Familiar � poss�vel desenvolver um trabalho conjunto, para melhor atender �s diferentes necessidades de evangeliza��o da comunidade, e com a ajuda m�tua entre as diversas pastorais fazer da Igreja do Carlito, um s� corpo vivo, din�mico e mission�rio.

d) Como se organiza a Pastoral Familiar?

Como um sistema org�nico. As pastorais ligam-se �s Equipes e estas � Equipe Central, e, assim, dinamicamente vai se fazendo a experi�ncia comunit�ria em busca de solu��es para as necessidades evangelizadoras. Sua estrutura organizacional � a seguinte:

1.Equipe Central. Objetiva articular, incentivar e acompanhar todas as Equipes no trabalho pastoral. Coordena��o: Pe. Louren�o, Joserisse e Marilac. Participantes: dois representantes das coordena��es das equipes e comunidades. Reuni�o �s �ltimas qu�ntas-feiras de cada m�s.

2.Equipe Pr�-Matrimonial: Objetiva dinamizar e inculturar a evangeliza��o de forma conjunta, levando em conta a realidade de cada pastoral, abrindo-se ao trabalho comunit�rio integrado. Coordena��o: Socorro Sousa, L�cia e Santa. Participantes: Pastoral do Batismo, Catequese, Grupos de Jovens, Escola Paroquial a Pastoral Matrimonial. Reuni�o �s primeiras segundas-feiras de cada m�s.

3.Equipe P�s-Matrimonial: Objetiva acompanhar a comunidade familiar em suas condi��es de vida, proporcionando-lho a conviv�ncia fraterna. Coordena��o: C�lia e L�cia. Participantes. E.C.C., Vicentinos, R.C.C.. Legi�o de Maria, Pastoral dos Idosos. Reuni�o �s terceiras sextas-feiras de cada m�s.

4. Equipe dos Casos Especiais: objetiva solidarizar-se com a realidade problem�tica da comunidade, oferecendo-lhes meios materiais, espirituais e morais para melhores condi��es de vida. Coordena��o: Gra�a e Balista. Participantes: S.O.S. Irm�os, Visitadores. Reuni�o �s terceiras quartas-feiras de cada m�s.

5. Equipe Momentos Fortes: Objetiva oferecer condi��es para que a comunidade celebre a vida lit�rgica e mission�ria nos diversos momentos. Coordena��o: lzaura e Maciel. Participantes: Liturgia, M�e Rainha, Apostoloado da Ora��o, M�es Crist�s, MESC, Setores e Grupos de Rua. Reuni�o �s terceiras quintas-feiras de cada m�s.

6. Eguipe de Forma��o: Objetiva proporcionar a forma��o permanente dos agentes de pastorais da par�quia. Coordena��o: Pe. Louren�o, Ir. Celeste; Fernandes e Leda. Reuni�es de 15 em 15 dias, �s quintas-feiras.

04. Igreja do Carlito: comunidade mission�ria:

O Documento 61 da CNBB � claro ao afirmar que a miss�o da Igreja � evangelizar. Ele nos diz: " S� uma igreja mission�ria e evangelizadora experimenta a fecundidade e a alegria de quem realmente realiza a sua voca��o." (n.10); "Evangelizar � anunciar a Boa Nova como fonte de esperan�a no meio de tantos conflitos que surgem no cora��o do homem e na sociedade desigual, impedindo a realiza��o do projeto de Deus."(n.12) " ... � preciso ir, com coragem evang�lica, �s pessoas, grupos e ambientes onde o nome de Jesus n�o foi ainda proclamado ou onde a sua resson�ncia perdeu o vigor." (n.13) " O evangelizador deve comunicar o Evangelho com vibra��o, entusiasmo e alegria, na certeza de ser instrumento de Deus.' (n.11);

Seguindo as diretrizes da Igreja, os agentes pastorais da Igreja do Carlito, se sentem convocados a vivenciar uma experi�ncia comunit�ria, entre si, no interior da Igreja, e, a partir da�, colocar-se � servi�o das fam�lias, evangelizando crian�as, adolescentes, jovens, adultos, idosos, doentes e pobres.

Para isso, est�o atentos � din�mica de comunh�o e participa��o pr�pria da Pastoral Familiar que exige o interc�mbio entre as diversas pastorais, j� que todas apesar de seguir caminhos espec�ficos t�m um s� objetivo,. evangelizar a comunidade.

Estamos com menos de um ano fazendo esta experi�ncia de organiza��o pastoral. Alguns passos j� foram dados, mas muitos precisam ser ainda pensados, planejados, organizados, a fim que possamos alcan�ar os nossos objetivos.

A Assembl�ia Paroquial deste ano (2000), objetiva fortalecer esta organiza��o, por isso, voc� que ir� participar deste momento importante para nossa Igreja, leia com aten��o este subsidio, grife o que achou mais importante, questione e traga sugest�es para a Assembl�ia. Sua colabora��o � muito valiosa.

Agradecemos,

Equipe de Forma��o

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