Sem sol, sem mar, sem ventura,

sem ninguém ao meu redor,

sem um pouco de ternura,

sou eu a própria loucura,

sou solidão, desventura

buscando não ser tão só.

 

 

Sou eu quem chora cantando

um canto feito de dor.

no mundo do eu sozinha,

colhendo o que não plantou;

cantando a dor que é só minha

transformando espinho em flor.

 

 

Caminho em busca de tudo

sem saber se encontro nada,

enquanto não  sinto sono

navego nas madrugadas,

buscando encontrar um mundo

onde ainda existam fadas.  

 

Isabelle Mara

 

 

 

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