Ai, amor, que saudade...
Daquele beijo ardente,
do toque de sua mão ,
tão suave e tão quente,
que percorria meu corpo,
aumentando meu tesão.

Confesso, que eu gemia,
a cada volta de seus dedos,
pelo interior de minhas coxas,
me fazendo tremer e aumentando meu prazer.

Me contorcia, e te buscava,
te escondias, tu fugias,
e dizendo, agora não,
do meu toque escapava
Eu insistia em tocar-te,
tu tiravas minha mão.

Tu tinhas vindo disposta,
a judiar, me maltratar.
Querias que eu tivesse,
no frêmito de nossa paixão,
noite de forte emoção.

Assim foram os minutos,
se passando, inclementes,
e eu gemia pelo prazer,
de seus dedos salientes.

Com insistência eu pude,
tocar e acariciar o teu ponto de amor.
Aceitastes o meu carinho,
e junto comigo, gemendo,
nos rendemos ao explendor.


Que noite maravilhosa,
que relação tão gostosa,
ejaculando felicidade.
Uma noite que acredito,
terá deixado em nós,
uma tremenda saudade!

Ai, amor, que saudade...
dos teus beijos ardentes,
daquele toque de mão,
que percorreu o meu corpo,
aumentando meu tesão.

José Maciel

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