Precioso Baú...
Baú
meu,
saberás
tu,
o
que guardas
de tão
precioso?
Por quê
te resguardo de tudo
por que
tanto te protejo...?
É que
você,
meu
querido baú,
é o
guardião de
minhas
memórias,
de
objetos,
das
cartas,
que, de
um amor,
contam
histórias.
E
quando a saudade aperta,
é a
ti, meu querido baú,
a quem
eu recorro...
E
remexendo nos
seus
guardados,
e em
cada objeto,
em cada
carta,
tenho
muito
o
que recordar.
As
primeiras mensagens,
o princípio
de um amor,
as cópias
daquelas
que eu
mesmo escrevi;
Dos
versos,
poemas,
prosas,
enviados,
recebidos...
Uma
escova,
um
chinelo,
a
camisola,
que
aqui ficaram...
Ah, meu
baú,
quem te
vê, assim,
parecendo
abandonado,
não
tem nem idéia
do tesouro
que tu tens,
dentro
de ti guardado.
José
Maciel
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