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C U L T U R A Machado Freire
Parte do mundo cultural - do Brasil ao exterior - conhece Petrolina por causa do trabalho meritório de Ana Leopoldina dos Santos, a artesã Ana das Carrancas, hoje com 78 anos de idade. A artista chegou a Petrolina há mais de quatro décadas. Ela nasceu no ex-distrito de Ouricuri, Santa Filomena, região do Sertão do Araripe. A migração resultou numa via de mão dupla, pois além de ficar famosa vem contribuindo para elevar o nome daquela cidadezinha conhecida por passagem de Juazeiro (Juazeiro da Bahia), que no dizer do Monsenhor Ângelo Sampaio era a "Petrolina dos Impossíveis’, frase que foi repetida muitas vezes pelo ex-sanador Nilo Coelho. A cara do bicho feio de dente escancarado que feita preferencialmente de madeira e que aparece nas frente das pequenas embarcações que sobem e descem o rio São Francisco, que passou a ser chamada de carranca, despertou a atenção da " ex-louceira ‘’ nascida na pequenina Santa Filomena, que teve seu nome mudado definitivamente para Ana das Carrancas. Só que o trabalho de barro feito pela artesã apresenta um diferencial em relação às conhecidas pecas das embarcações, pois as carrancas de Ana têm os olhos vazados, uma homenagem feita ao marido que é deficiente visual. A artesã símbolo de Petrolina, depois de muita luta conseguiu ter seu próprio centro cultural numa área doada pela Prefeitura, graças ao apoio (e críticas principalmente da imprensa) no primeiro governo de Fernando Bezerra, que ficou na promessa, pois a construção só foi possível na última gestão do seu primo, Guilherme Coelho (PFL), mesmo assim depois de obter um forte apoio do governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), um dos grandes admiradores de Ana.
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