P.e Mariano Pinho
O lugar do P.e Mariano Pinho junto da Venerável foi da maior
importância. Foi ele que a «descobriu», a Alexandrina manteve-lhe uma amizade
nunca desmentida nem diminuída, garantindo repetidas vezes que o lugar que ele
tinha no seu coração era inteiramente insubstituível; por fim, o P.e Mariano
Pinho foi também bastante bem sucedido na divulgação da biografia da sua
dirigida. Em sua vida, a Vítima da Eucaristia teve várias edições em
português (em Portugal e no Brasil) e foi traduzida para francês e para alemão.
No ano em que morreu, 1963, publicou No Calvário de Balasar, que é um
trabalho já mais elaborado, com uma informação mais abundante.
O seu confrade P.e Abel Guerra declarou dele: «Sofreu como um santo as piores calúnias e tribulações sem um lamento nem uma ruptura na sua alegria espiritual.»
Conhecemos três sínteses biográficas a seu respeito, a do P.e Humberto no Cristo Gesù in Alexandrina (que vem repetida em Figlia del Dolore Madre di Amore), a que vem na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira e a de José Eduardo Franco, em Brotar Educação, (Roma Editora, Lisboa. 1999 pp. 389-91). Ouçamos agora este último:
O P.e Pinho «nasceu numa família de médios comerciantes da cidade do Porto, sendo seus pais Manuel Monteiro de Carvalho e Pinho e Ana da Ascensão Pinho.
Entrou para a Companhia de Jesus a 8 de Dezembro de 1910, com 16 anos, tendo, devido à expulsão dos Jesuítas de Portugal pelo recém-estabelecido regime republicano, de realizar o noviciado em Exaten, no Limburgo Holandês. Na Bélgica cursou Humanidades e, em Oña, Burgos (Espanha), completou o curso de Filosofia. Cumpriu os anos intercalares de magistério pedagógico entre a Filosofia e a Teologia, no Brasil, concretamente no Colégio P.e. António Vieira da Baía. Em 1923 regressa à Europa para estudar Teologia na Universidade de Innsbruck (Áustria). Foi ordenado presbítero a 7 de Fevereiro de 1926, terminando a sua formação religiosa e ascética (terceira provação) em Paray-Le-Monial (França) dois anos mais tarde.
Em 1929 iniciou a sua actividade ao serviço dos Jesuítas portugueses como director da revista denominada Mensageiro do Coração de Jesus, tendo desenvolvido, paralelamente, uma acção pedagógico-pastoral ligada à formação religiosa e espiritual do clero e de leigos do norte do país. Mostrou-se particularmente empenhado na promoção do chamado «Movimento Eucarístico», que tinha em vista uma renovação cristã da sociedade portuguesa pelo incremento da liturgia católica fundamental — a Eucaristia.»
Interrompamos a narrativa de José Eduardo Franco para escutarmos o Dr. Jorge Barbosa no seu artigo sobre a Alexandrina, de 15/5/96, na Voz da Póvoa, já que é sem dúvida por este tempo que o P.e Mariano Pinho vem para a Póvoa.
«O Padre Mariano Pinho, sacerdote da residência dos Jesuítas da Póvoa de Varzim, foi director espiritual da Congregação Mariana de Jovens da Póvoa de Varzim (os denominados filhos de Maria), cujos actos religiosos se realizavam no 1º andar do prédio n.º 7 do Largo de Eça de Queirós, por cedência graciosa do seu proprietário, Dr. Josué Francisco Trocado. Nesta sede se realizavam as reuniões sociais, conferências e encontros de lazer ou de convívio entre os mais novos (aspirantes, que usavam fita verde, ao peito, nos actos religiosos) e os mais velhos (congregados, que usavam fita azul), mais larga. ...
Esta sociedade católica juvenil teve um semanário noticioso e católico, intitulado A Voz do Crente, que se publicou de 25 de Março de 1927 a 9 de Julho de 1932 (248 números) e foram seus directores Armando de Faria e Cunha e Dr. José Alberto da Veiga Leite Pinto Coelho desde o início; depois de 30 de Março de 1928 passou a ser dirigido por Manuel Silva, tendo como editor António Caetano Calafate e assistente eclesiástico o Padre Alexandrino José Leituga.»
Nas duas dezenas de artigos que
folheámos, nunca vimos colaboração nem tão pouco o nome do P.e Mariano Pinho. O
jornal, que era semanário, existe na Biblioteca Municipal e acabou por
dificuldades económicas, apesar de aceitar publicidade (o Dr. Abílio Garcia de
Carvalho, por exemplo, divulgava lá os seus serviços médicos, ele que era
«filho de Maria desde criança e amigo do P.e Pinho).
Voltemos a José Eduardo Franco:
«Assumiu a direcção da Brotéria por um espaço de tempo muito curto, entre
1934 e 1935, à qual já dava larga colaboração desde 1924 com estudos na área da
Teologia e da História das Ideias. Foi substituído como director da Brotéria a
partir de 1936, para ser nomeado promotor nacional das chamadas Congregações
Marianas e da Cruzada Eucarística, desempenhando simultaneamente as funções de
director dos órgãos de imprensa destes movimentos da Companhia de Jesus
vocacionados para a formação cristã dos leigos. Ao P.e. Mariano Pinho é
atribuída a iniciativa da estruturação da Secção Infantil do Apostolado de
Oração e da Cruzada Eucarística das Crianças, com vista à formação dos mais
pequenos na doutrina católica, organismos que conheceram uma grande expansão a
partir dos anos 40.»
José Eduardo Franco está a falar dos directores da Brotéria. Mas, numa obra tão recente, quando a Alexandrina já fora declarada Venerável, estranha-se que não haja qualquer referência à direcção que junto dela exerceu o P.e Pinho nem aos livros que sobre ela escreveu, nem consequentemente à intervenção que teve aquando da consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria.
Vejamos estas palavras do livro do Cristo Gesù in Alexandrina:
«Teve fama de bom orador e pregou nas principais igrejas do país. Tinha grande zelo apostólico que o levou a escrever «Regresso ao Lar»: um comentário à parábola do Filho Pródigo; é uma bela missão escrita. (O Regresso ao Lar tem 599 páginas!)
Escrevia com facilidade e elegância. Sabia música e tinha facilidade em compor: uma alma de artista.»
José Eduardo Franco conclui assim o seu estudo:
«Em 1946 regressou ao Brasil (de facto foi obrigado a ir, falando-se comummente de exílio), dedicando-se a uma intensa actividade pastoral no domínio da formação cristã de leigos e acompanhamento espiritual, primeiro na cidade de Salvador e depois no Recife, onde veio a falecer.
Paralelamente à sua acção pedagógico-pastoral pela palavra, publicou em várias revistas trabalhos diversos, especialmente no campo da teologia e da formação espiritual. Na Brotéria possui uma vasta colaboração que engloba os campos da crítica filosófica à análise política e social. Nestes artigos podemos haurir o seu pensamento pedagógico aí implícito, que se confina no pensamento educativo oficial católico, conservador, onde a aposta na moralização e espiritualização da sociedade constituem os vectores essenciais. Por outro lado, exprime uma grande sintonia ideológica em relação ao ideário do regime salazarista emergente, sobre o qual publica alguns textos analíticos sobre as suas orientações políticas globais, considerando, em suma, que na “doutrina do Estado Novo (...) há acerto, há verdade, há força” (Brotéria, 1934a, p. 291).»
Esta opinião do P.e Pinho sobre o Estado Novo faz sentido: a Primeira República obrigara o P.e Pinho ao exílio e foi o regime saído de 28 de Maio que reconciliou o Governo com a Igreja.
Sobre a produção literária do P.e Pinho, escreve-se na G. E. P. e B.: «Além da colaboração nas revistas mencionadas, publicou em volume: Relatório da Cruzada Eucarística em Portugal, Porto, 1932; Carta Magna da Acção Católica Portuguesa, Braga, 1939; Regresso ao Lar, 1.ª ed., Porto, 1944; 2.ª ed., Baía, 1947; O Coração Imaculado de Maria à Luz de Fátima, Baía, 1948.»
Traduziu ainda para português a obra Harry Dee do jesuíta americano Francis J. Finn, que teve, além da edição original de 1932, uma segunda em 1956.
Em 2/3/1946, Jesus manada à Alexandrina:
«Diz ao teu padre (Pinho) que recolhi os vossos sofrimentos, diz-lhe que o escolhi para luz e guia da tua alma e não renuncio a isso. Uni as vossas almas, não as separo, nem as deixo separar. Recebi grande consolação da sua obediência e humildade. Ele será sempre um mestre de grandes almas.»
Segundo o P.e Humberto, o P.e Pinho, no Brasil, «foi sempre estimado dos seus confrades e dos fiéis, trabalhou com muito fruto até à morte».
As cartas da Alexandrina ao P.e Pinho enchem lá para mil páginas dactilografadas.
1ª carta ao P.e Pinho no Brasil: 20/3/1946
outra:2/6/48
A do P.e Humberto
Em Balasar há duas cartas do P.e Pinho dirigidas ao Arcebispo de Braga, uma manuscrita, outra batida à máquina.
Ao falar do P.e Pinho, justifica-se uma referência ao seu confrade e amigo P.e Oliveira Dias. Como o P.e Pinho, também o P.e Oliveira Dias não era tão radical ao ponto de recusar o carácter sobrenatural do que se passava com a Alexandrina, como acontecia, por exemplo, com o P.e A. Veloso, igualmente jesuíta, e com outros. O P.e Oliveira Dias veio, a mando do P.e Pinho, dar algum conforto à Alexandrina, por ocasião da sua primeira morte mística em 7 de Junho de 1936. Um dia emprestou à Alexandrina um livro intitulado Espelho das Filhas de Maria. Alexandrina virá a ficar-lhe muito grata. Acabou por ser enviado também para o Brasil.
As infestações demoníacas
PINHO
(Padre Mariano Monteiro de Carvalho).
Sacerdote jesuíta, escritor e professor, n. no Porto a 16-1-1894.
Entrou na vida religiosa a 7-XII-1910 e fez profissão solene de quatro votos a 2-11-1929.
Tendo estudado letras humanas na Bélgica e Filosofia escolástica na Espanha, partiu, em 1919, para o Brasil, e no colégio António Vieira, da Baía, leccionou religião, matemática, português, latim e inglês e fundou a revista Legionários das Missões, à qual deu notável impulso.
Voltando à Europa em 1923, estudou Teologia na Universidade de Innsbruck (Áustria), concluiu a formação religiosa e ascética em Paray-le-Monial (França) e graduou-se na Universidade Pontifícia de Comillas (Espanha).
Em 1929 entrou para a redacção da revista Mensageiro do Coração de Jesus e em Junho desse ano tomou parte no Congresso Eucarístico de Viana do Castelo, no qual apresentou uma tese sobre A Comunhão Frequente e as Vocações. Nomeado superior da Casa de Escritores de S. Roberto Belarmino, de Lisboa, em 27-XII-1933, dirigiu ao mesmo tempo a conceituada revista Brotéria, à qual já dera larga colaboração, de 1924 a 1927, com uma série de estudos sobre Teosofismo. De 1936 a 1942 foi promotor nacional das Congregações Marianas e da Cruzada Eucarística e director dos seus órgãos na Imprensa.
Em Fevereiro de 1946 embarcou novamente para o Brasil, e actualmente (1950) é professor no colégio António Vieira, da Baía, dedicando-se também à pregação, como orador e conferencista muito apreciado.
Além da colaboração nas revistas mencionadas, publicou em volume: Relatório da Cruzada Eucarística em Portugal, Porto, 1932; Carta Magna da Acção Católica Portuguesa, Braga, 1939; Regresso ao Lar, 1.ª ed., Porto, 1944; 2.ª ed., Baía, 1947; O Coração Imaculado de Maria à Luz de Fátima, Baía, 1948.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira
Do livro José Eduardo Franco, Brotar Educação, Roma Editora, Lx. 1999 pp. 389-91
PINHO, Mariano
N. 16/1/1894 (Porto) M. 10/7/1963 (Recife-Brasil)
Nasceu numa família de médios
comerciantes da cidade do Porto, sendo seus pais Manuel Monteiro de Carvalho e
Pinho e Ana da Ascensão Pinho. Entrou para a Companhia de Jesus a 8 de Dezembro
de 1910, com 16 anos, tendo, devido à expulsão dos Jesuítas de Portugal pelo
recém-estabelecido regime republicano, de realizar o noviciado em Exaten, no
Limburgo Holandês. Na Bélgica cursou Humanidades e, em Oña, Burgos (Espanha),
completou o curso de Filosofia. Cumpriu os anos intercalares de magistério
pedagógico entre a Filosofia e a Teologia, no Brasil, concretamente no Colégio
P.e. António Vieira da Baía. Em 1923 regressa à Europa para estudar Teologia na
Universidade de Innsbruck (Áustria). Foi ordenado presbítero a 7 de Fevereiro
de 1926, terminando a sua formação religiosa e ascética (terceira provação) em
Paray-Le-Monial (França) dois anos mais tarde.
Em 1929 iniciou a sua actividade ao serviço dos Jesuítas portugueses como director da revista denominada Mensageiro do Coração de Jesus, tendo desenvolvido, paralelamente, uma acção pedagógico-pastoral ligada à formação religiosa e espiritual do clero e de leigos do norte do país. Mostrou-se particularmente empenhado na promoção do chamado «Movimento Eucarístico», que tinha em vista uma renovação cristã da sociedade portuguesa pelo incremento da liturgia católica fundamental — a Eucaristia.
Assumiu a direcção da Brotéria por um espaço de tempo muito curto,
entre 1934 e 1935, à qual já dava larga colaboração desde 1924 com estudos na
área da Teologia e da História das Ideias. Foi substituído como director da
Brotéria a partir de 1936, para ser nomeado promotor nacional das chamadas
Congregações Marianas e da Cruzada Eucarística, desempenhando simultaneamente
as funções de director dos órgãos de imprensa destes movimentos da Companhia de
Jesus vocacionados para a formação cristã dos leigos. Ao P.e. Mariano Pinho é
atribuída a iniciativa da estruturação da Secção Infantil do Apostolado de
Oração e da Cruzada Eucarística das Crianças, com vista à formação dos mais
pequenos na doutrina católica, organismos que conheceram uma grande expansão a
partir dos anos 40. Em 1946 regressou ao Brasil, dedicando-se a uma intensa
actividade pastoral no domínio da formação cristã de leigos e acompanhamento
espiritual, primeiro na cidade de Salvador e depois no Recife, onde veio a
falecer.
Dr. Jorge Barbosa in A Voz da Póvoa, 15/5/96 O Padre Mariano Pinho, sacerdote da residência dos Jesuítas da
Póvoa de Varzim, foi director espiritual da Congregação Mariana de Jovens
da Póvoa de Varzim (os denominados filhos de Maria), cujos actos
religiosos se realizavam no 1º andar do prédio n.º 7 do Largo de Eça de
Queirós, por cedência graciosa do seu proprietário, Dr. Josué Francisco
Trocado. Nesta sede se realizavam as reuniões sociais, conferências e
encontros de lazer ou de convívio entre os mais novos (aspirantes, que usavam fita verde, ao peito. nos actos
religiosos) e os mais velhos (congregados,
que usavam fita azul), mais larga. Desta Congregação fizeram parte algumas dezenas de
jovens, dos quais vou lembrar apenas alguns (pois da maior parte já se me
varreram da memória os seus nomes) e por ordem alfabética. Eram eles:
Agostinho Francisco Cadilhe, António Flores Baquero, Dr. Armando da Costa
Faria, Dr. Armando de Faria e Cunha (que se radicou em Manaus, onde se
formou em direito), Armindo flores, Fernando da Silva Barbosa, João Duque
Aguiar, Joaquim Geraldes dos Santos, Coronel Joaquim Azevedo Martins da
Costa, Joaquim Terroso Pereira Dias (radicado no Rio de Janeiro), Jorge da
Silva Barbosa, dr. José Alberto da Veiga Leite Pinto Coelho, José Pinheiro
Marques, José dos Santos Ribeiro (Laranja), Lino José de Oliveira, Manuel
da Silva Soares. Marcelo Gumes de Oliveira, Mário Gavina e Mário Xavier
(era irmão paterno da Alexandrina de Balasar). Esta sociedade católica juvenil teve um semanário noticioso e
católico, intitulado A Voz do
Crente, que se
publicou de 25 de Março de 1927 a 9 de Julho de
1932 (248 números) e foram seus directores Armando de Faria e Cunha e Dr.
José Alberto da Veiga Leite Pinto Coelho desde o início; depois de 30 de
Março de 1928 passou a ser dirigido por Manuel Silva, tendo como editor
António Caetano Calafate e assistente eclesiástico o Padre Alexandrino José
Leituga. Neste semanário colaborou o Eng.º Dr. Rui Correia de
Serpa Pinto (Porto, 1907-l933), publicando importantes estudos
arqueológicos do concelho da Póvoa de Varzim. reunidos em 1983 e 1984 no
Boletim Cultural “PÓVOA DE VARZIM”. Conheci pessoalmente este promissor
arqueólogo tão prematuramente desaparecido, quando frequentador da sede da
Congregação Mariana de Jovens. Em data que não posso precisar, o Padre
Mariano Pinho S. J. ausentou-se da Póvoa e foi transferido para o Brasil,
onde continuou a sua obra eclesial e apostólica.
Paralelamente à sua acção pedagógico-pastoral
pela palavra, publicou em várias revistas trabalhos diversos, especialmente no
campo da teologia e da formação espiritual. Na Brotéria possui uma vasta colaboração
que engloba os campos da crítica filosófica à análise política e social. Nestes
artigos podemos haurir o seu pensamento pedagógico aí implícito, que se confina
no pensamento educativo oficial católico, conservador, onde a aposta na
moralização e espiritualização da sociedade constituem os vectores essenciais.
Por outro lado, exprime uma grande sintonia ideológica em relação ao ideário do
regime salazarista emergente, sobre o qual publica alguns textos analíticos
sobre as suas orientações políticas globais, considerando, em suma, que na
«doutrina do Estado Novo (...) há acerto, há verdade, há força» (Brotéria,
1934a, p. 291).
Bibliografia de: Carta Magna da Acção Católica Portuguesa, Braga, 1939; Regresso ao Lar, Porto, 1944.
Bibliografia sobre: Esta biografia foi
realizada com base em elementos colhidos nos Arquivos da Companhia de Jesus,
sediados na Cúria Provincial portuguesa, nomeadamente a partir dos Livros de Registos, dos Catálogos da
Congregação, etc. Alguns destes dados encontravam-se originalmente
consignados em escrita latina, pelo que a sua tradução é da nossa
responsabilidade.
Cartas da Alexandrina,
passagens do diário, Jorge Barbosa...
As cartas que a Alexandrina
lhe dirigiu foram doadas à Causa.
Segundo o Prof. João Marques, confirmado pelo Monsenhor Manuel Amorim, o P.e Pinho escreveu um livro com o título Abscondita, sobre uma mística italiana, que influiu na sua ida para o Brasil. Parece porém que tal não é verdade e que a Abscôndita é da autoria do seu confrade e amigo P. Álvaro Dias, um sacerdote que o P.e Mariano Pinho enviou à Alexandrina pela altura da sua primeira morte mística e a quem ela ficou sempre reconhecida. No Figlia... fala-se dele.
O P.e José Cascão traduziu também do espanhol. As suas traduções eram publicadas por um editor poveiro, da Livraria Povoense.
Um tal Sérgio Campos Matos escreveu, após 1970, um artigo sobre a Alexandrina.
Harry Dee teve uma segunda edição em 1956. nela o nome do P.e Mariano
aparece por extenso.