III – Edição V   Janeiro a junho de 2004.                                      

Órgão Oficial de Comunicação do Colégio Estadual Dom Bosco

Informando e servindo...          o futuro começa aqui...

E D I T O R I A L

 

“Filha sem mãe?”

 

Profª Izaltina Lourenço de Oliveira Souza*

   

  A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade da educação básica que tem como objetivo desempenhar três funções distintas:

      Função reparadora que busca reparar uma realidade injusta que não deu oportunidade nem direito de escolarização a tantas pessoas.

      Função equalizadora possibilitando novas inserções no mundo do trabalho, na vida social, nos espaços de estética e na abertura de canais de participação.

      Função qualificadora com apelo à formação permanente voltada para a solidariedade, a igualdade e a diversidade.

      A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9394/94 prevê que a Educação de Jovens e Adultos se destina àqueles que não tiveram acesso  (ou não deram continuidade) aos estudos no Ensino Fundamental e Médio, na faixa etária de 7 a 17 anos, e  deve ser oferecida em sistemas gratuitos de ensino, com oportunidades educacionais apropriadas, considerando as características, interesses, condições de vida e de trabalho do cidadão.                

      Apesar de todo o suporte legal, a realidade, enfrentada pela Educação de Jovens e Adultos não condiz com as leis vigentes. Desde sua autorização para funcionamento nesta Unidade de Ensino – em 1999 – a modalidade vem sendo mantida com  muitas dificuldades financeiras. Embora muito se tenha comentado acerca de verbas especiais para a modalidade e uma remuneração diferenciada para os profissionais que atuam na mesma, nada por enquanto ainda foi visto neste sentido.

      Pelo contrário, se não fosse com a ajuda da comunidade local e por um esforço muito grande dos alunos e profissionais da Unidade Escolar, a modalidade no Colégio Estadual Dom Bosco já teria fechado suas portas para essa clientela considerada sem perspectivas para inserção no mercado de trabalho.

      Lamentavelmente,  se nota falta de “empenho” por parte da Secretaria (interesse político) em valorizar o recebimento de recursos já regulamentados.

     Entretanto, mesmo com as inúmeras dificuldades enfrentadas, temos a satisfação em ver muitos de nossos egressos aprovados em vestibulares e concursos públicos.

Profª Izaltina L. de O. Souza é Diretora do Col. Est. Dom Bosco - Graduada em História e Pós-graduada em Administração Educacional

 

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