O ato unificado dos servidores públicos federais realizado no dia 12 de setembro no Rio de Janeiro reuniu um número estimado em 10000 pessoas. Contou com a participação de funcionários, professores e estudantes de diversas entidades, entre sindicatos, empresas, universidades e escolas. Estudantes da UERJ, estadual, solidarizaram-se ao ato.
A manifestação saiu do Sambódromo por volta das 15:00 e ocupou a pista lateral da av. Presidente Vargas. Ao chegar na altura da Rio Branco, ocupou toda a Presidente Vargas por alguns minutos e depois dirigiu-se à Cinelândia. Lá discursaram, entre outros, representantes do PT, PSTU, PCB, PC do B, ANDES, UNE, SINASEF e Sindicado dos Correios. Falou-se, principalmente, no sucesso e unidade das manifestações no Brasil e na Argentina; da ameaça representada pela crise em nosso país vizinho; atacou-se o governo FHC e sua política de arrocho salarial, sucateamento, privatização e submissão ao FMI; e lamentou-se o ataque terrorista de terça-feira aos EUA, salientando-se, no entanto, que a política imperialista americana é em grande parte responsável pelos ataques sofridos.
Os atos do dia 12 ocorreram em 6 capitais brasileiras e 12 argentinas. Foram uma grande demonstração de força dos trabalhadores e estudantes perante o governo brasileiro, que há sete anos não reajusta os salários dos servidores públicos federais, e argentino, abalado por uma gigantesca crise econômica que ameaça a toda a América Latina.
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