Em assembléia geral dos estudantes realizada ontem (dia 23/10) que lotou
o auditório do CFCH, Praia Vermelha, discutiu-se a prova do vestibular
da UFRJ que Vilhena insiste em realizar no domingo, contrariando a decisão
do colegiado superior. Decidiu-se pela inviabilização da prova
neste dia, como forma de se fazer respeitar a decisão das datas definidas
pelo CEG para realização do vestibular.
A reunião contou com a participação de muitos secundaristas,
além dos estudantes da UFRJ, incluindo alunos de escolas particulares
como o Andrews. Foi um encontro longo, tendo em torno de três horas, e
que gerou uma longa discussão em torno da atitude a ser tomada no domingo,
dia do vestibular. O movimento A hora é essa e alguns outros estudantes
colocaram que não haveria correlação de forças dos
estudantes grevistas para o caso de um piquete, um enfrentamento.
De forma geral, ao se votar pela inviabilização do vestibular,
não se deixou claro o caráter de tal ato. Todos eram a favor que
manifestações se realizassem no domingo. Como um estudante falou,
a assembléia gerou uma falsa polêmica, neste sentido.
- Estudante da UFF anunciou que estudantes de lá definiram que não
se ceda o espaço de sua instituição para realização
da prova de domingo para a UFRJ.
- Estudante voluntário do projeto pré-vestibular para negros e
carentes anunciou que, de forma geral, os cerca de 3000 alunos do projeto estão
a favor do adiamento do vestibular.
Foi muito colocada a posição de que quem inviabilizou a realização
do vestibular foi Vilhena, com sua intransigência e falta de diálogo,
investindo no impasse com o movimento grevista. Foi lembrado que o reitor manifestou
publicamente seu desejo de permanecer mais 4 anos no cargo. Comentou-se que
o reitor conseguiu a proeza de juntar todos os setores da universidade contra
si, ficando totalmente isolado. Um estudante falou em começar um processo
de impeachment à Vilhena, uma vez que ele desrespeita a decisão
dos colegiados. Lembrou-se que esta greve é a maior das instituições
federais de todos os tempos e que é vitoriosa, tendo conseguido a incorporação
da GAE ao salário dos servidores, mais concursos públicos para
docentes e inviabilização da candidatura de uma possível
candidatura de Paulo Renato a presidência da república. O impedimento
à prova de domingo seria outra grande vitória política
sobre Vilhena e Paulo Renato.
Após a assembléia, realizou-se um ato tranca-rua na av. Venceslau
Brás e, logo após, no mesmo auditório, houve um debate
sobre o acesso à universidade pública, organizado pelo CA da ECO
e dirigido à estudantes secundaristas.