REUNIÃO ENFATIZA IMPORTÂNCIA DO ATO DO DIA 13

A assembléia dos estudantes realizada na Quinta-feira 9 de novembro no prédio da reitoria da UFRJ para debater sobre realização de ato na reitoria decidiu-se por não realizá-lo no momento, marcando datas para nova discussão sobre o assunto. Uma delas seria na reunião do Comando de Greve, a ser realizada Segunda-feira no IFCS as 18:00. Tirou-se um indicativo de outra discussão para daqui a quinze dias.
Salientou-se nas discussões a necessidade de se jogar forças para o ato do dia 13, que unirá universidades particulares e públicas em defesa do ensino. Falou-se da necessidade de se voltar a dar visibilidade ao movimento de greve, que vêm ganhado um espaço que há muito não se conseguia na mídia.
Uma questão levantada por um estudante da Frente Estudantil Revolucionária foi a de que não adianta a luta contra Vilhena se não houver uma luta contra todo o modelo de universidade e de eleições para a reitoria, com o sistema da lista tríplice. Esta fala foi muito debatida, pois a maioria concorda com a necessidade de se derrubar o sistema privatizante e submisso que vêm sendo implantado nas universidades, porém acha fundamental esta luta tática e específica contra o reitor atual, aparentemente menosprezada pelo estudante da FER. O impedimento de Vilhena seria uma grande vitória para o movimento estudantil e uma ação concreta, e não uma causa efêmera.
A questão da ação direta como forma de luta foi por muitos levantada, considerando-a fundamental, sendo ela inclusive que garantiu a anulação do vestibular de. Porém, afirmou-se que ela deve ser realizada com responsabilidade e em conjunto com ações institucionais.
Chamou-se também atenção para a necessidade de discussão do calendário acadêmico após o reinício das aulas. Se defenderia-se o cancelamento do semestre, a reinscrição em matérias, reposição de aulas, e etc. Tomar a atitude correta seria importante para, inclusive, responder à crítica que se faz ao movimento de greve, de que ela prejudica os estudantes.
Retomou-se a questão da derrubada do modelo de periodização que dividiria o ano letivo da universidade em quatro períodos, ao invés dos convencionais dois. Apontou-se a necessidade de um debate específico sobre a reivindicação pelos bandejões, ao invés de inserí-lo junto à outras discussões.
Após a assembléia, os estudantes foram para a subreitoria, no oitavo andar, reivindicar a verba para alimentação dos estudantes do alojamento, que o CEG liberou mas Vilhena vetou, desrespeitando mais uma vez as decisões do colegiado. Os estudantes ocuparam o escritório do subreitor responsável, que não se encontrava no momento, e só saíram de lá quando conseguiram agendar uma reunião de uma comissão com ele no dia seguinte ao meio-dia.

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