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MANIFESTO DO COMANDO DE GREVE DOS DOCENTES DA UFRJ AO MINISTRO DA SA�DE JOS� SERRA, PRODUZIDO NO DIA 31/08/2001
"Ao:O an�ncio de um reajuste salarial linear irris�rio de 3,5% pelo governo foi uma provoca��o para o funcionalismo p�blico federal e serviu para mobilizar os professores no sentido de dar um sonoro basta� falta de verbas, �s perdas salariais acumuladas e aos direitos sociais e trabalhistas cassados nos �ltimos anos. Al�m disso, o MEC alega cinicamente desconhecer a pauta de reivindica��es que vem sendo sistematicamente protocolada naquele minist�rio e desconhece a palavra negocia��o.
A �rea econ�mica do governo, por sua vez, insinua que os recursos para o reajuste miser�vel proposto teriam que vir de aumento de impostos transferidos de outras �reas sociais, previstos no or�amento de 2002 ou, ainda, origin�rios do desconto prvidenci�rio dos aposentados
A nossa mobiliza��o em defesa do ensino p�blico, gratuito e de qualidade, assim como de todos os setores sociais, conta com a simpatia da popula��o que entende o massacre dos sete anos sem reajuste salarial e a farsa que � a alega��o do governo de que a d�vida � fruto do desequil�brio causado pela folha de pagamento do funcion�rio p�blico e do d�ficit da previd�ncia social. Na verdade, � cada vez mais claro que o rombo financeiro � causado pelos juros mais altos do planeta que o governo paga ao capital especulativo internacional, de acordo com as diretrizes do FMI.
A redu��o de verbas na �rea de Educa��o deixa uma grande parcela da popula��o brasileira exclu�da de participar da riqueza produzida por todos e concentrada nas m�os de uma minoria.
Os or�amentos irris�rios para as universidadess p�blicas, respons�veis, inclusive, pelo atendimento da popula��o na �rea da Sa�de, t�m produzido aberra��es tais como os fechamentos de Emerg�ncias de Hospitis Universit�rios e de Ensino (H.U.Es), em especial do Hosppitalu Universit�rio Clementino Fraga Filho. Esta pol�tica significa deixar sem cuidados, apenas nesta unidade hospitalar, mais de tr�s mil usu�rios, em sua maor parte de baixa-renda, hoje desdenhosamente chamados "SUS-dependentes" pelos burocratas da contabilidade social.
Desta forma, inibe-se o atendimento� sa�de da popula��o, em nome da "sa�de da economia" e do arrocho fiscal, em preju�zo da sobreviv�ncia das pessoas.
Diante desses fatos a Universidade Federal do Rio de Janeiro, hoje paralisada por decis�o de Assembl�ia Geral de cada categoria, representada por: Se��o Sindical dos Docentes da UFRJ do Sindicato Nacional dos Docentes da Institui��es de Ensino Superior (ADUFRJ-SSind), Sindicato dos Trabalhadores em Educa��o da UFRJ (SINTUFRJ), Diret�rio Central dos Estudantes da UFRJ (DCE 'M�rio Prata-UFRJ) e Associa��o de P�s-Graduandos da UFRJ (APG-UFRJ) vem reivindicar a V. Escel. que encaminha, junto ao governo que representa, a necessidade de imediata abertura das negocia��es sobre a pauta de greve dos Servidores P�blicos Federais que se encontram em Greve desde 22 de agosto de 2001.
Pauta da Greve
1 - Realiza��o de concurso p�blico no RJU, contra os pROJETOS DE Lei de Emprego P�blico.
2 - reposi��o das perdas salariais: pela reposi��o de 75,48%.
3 - incorpora��o das Gratifica��es.
4 - direitos de aposentadoria, defesa da Prvid�ncia P�blica, combate � PEC-136 e ao PL-9/99.
5- defesa dos direitos sindicais.
Comando de Greve dos Docentes da UFRJ"
PARA ONDE SEU DINHEIRO N�O EST� INDO
| Estamos em greve porque queremos continuar a produzir tecnologia e cultura.
Estamos em greve por uma universidade para todos. Estamos em greve porque queremos que seu filho esteja aqui um dia. |
Voc� est� cumprindo a sua meta. Voc� acha que o governo est� cumprindo a meta dele?
N�o deixemos a universidade p�blica apagar.
MANIFESTO DE REP�DIO DOS ESTUDANTES DA UFRJ AO COMANDO DE GREVE TIRADO EM REUNI�O DA UNE
N�s, estudantes da UFRJ, repudiamos o comando nacional tirado na semana passada (1� e 2 de setembro), pois entendemos que organiza��es pol�ticas como PPS, PSB, PTB e PDT n�o contribuem em nada para a constru��o da greve. Muito pelo contr�rio, s�o partidos que historicamente atacam os estudantes e os trabalhadores.
Compreendemos que o comando deve discutir somente a constru��o da greve. A luta para colocar para fora FHC e o FMI e as nossas reivindica��es.
Por isso que o comando nacional de estudantes seja constitu�do por um companheiro da executiva da UNE (exceto PPS, PSB, PTB e PDT) e um estudante de cada DCE das Universidades em greve.
Mesmo com as cr�ticas apresentadas, estamos encaminhando os seguintes nomes para fazerem parte do Comando nacional: Daniel Souza - FAU (Titular), Vinicius Wu � Hist�ria (1� suplente) e Eduardo Ara�jo � Hist�ria (2� suplente).
MINIST�RIO DA EDUCA��O � COMUNIDADE DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS
A paralisa��o que atinge parcela dos cursos de gradua��o nas Institui��es Federais de Ensino Superior come�a a causar transtornos � vida de centenas de milhares de estudantes e prejudica o desenvolvimento do pa�s. O Governo Federal tem dedicado especial aten��o ao sistema p�blico federal de ensino, reconhecendo seu papel estrat�gico para o avan�o de nosso pa�s. Vejamos alguns fatos:- Em 1995, o or�amento total executado no conjunto das Universidades Federais somou R$ 5,7 bilh�es; em 2000, o or�amento foi de R$ 7,4 bilh�es.
- Entre 1995 e a data de hoje foi autorizada a realiza��o de quase 11000 concursos para provimento de cargos efetivos de docentes, compensando as aposentadorias verificadas no per�odo e melhorando sensivelmente a qualifica��o do corpo docente. As imperfei��es existentes no dimensionamento de professores s�o entre as institui��es e dentro das pr�prias, que nem sempre t�m rela��o com o n�mero real ou mesmo potencial de alunos. Algumas poucas institui��es concentram uma reserva de cargos que jamais encontrou lastro no quantitativo de alunos.
- Entre 1995 e o presente foram investidos R$ 50 milh�es em programas de informatiza��o dos campi universit�rios; outros R$ 31 milh�es foram investidos em livros para bibliotecas e R$ 155,2 milh�es em peri�dicos acad�micos.
- A partir do ano 2000 foram criados os Fundos Setoriais de apoio � pesquisa; at� o momento, j� foram concedidos R$ 135 milh�es, beneficiando especialmente as universidades federais.
- O Fundo de Apoio � Infra-estrutura Geral de Pesquisa j� teve seu primeiro julgamento de projetos realizado no m� de agosto �ltimo, canalizando para as institui��es federais R$ 120 milh�es; novo edital ser� publicado nas pr�ximas semanas e a prioridade �s institui��es federais ser� mantida.
- Em 1994 a CAPES concedia 17,9 mil bolsas de estudo entre mestrado e doutorado; no presente ano est� concedendo 22,7 mil.
- Em 1994, as Universidades Federais representavam 46% da p�s-gradua��o brasileira, em termos no n�mero de alunos; no ano2000 representaram 50%.
- Em julho de 1998 foi criada a Gratifica��o de Est�mulo � Doc�ncia - GED -, reajustada em 30% em janeiro de 2000, representando um aumento de at� 62,5% na remunera��o global em menos de dois anos.
- Em junho do corrente ano foi criada a Gratifica��o de Desempenho de Atividade Educativsa � GDAE � para os funcion�rios n�o docentes, o que significa um aumento de at� 42%, dependendo do n�vel e do desempenho do funcion�rio.
- Em 1994 estudavam nas Universidades Federais 357 mil alunos nos cursos de gradua��o; no ano 2000 s�o 468 mil alunos.
- Em 1994 estudavam nos programas de p�s-gradua��o das universidades federais 30 mil alunos; no ano2000, o n�mero corresponde a 48,5 mil alunos.
- Em 1994 t�nhamos22% de professores doutores nos quadros das universidades federais; hoje temos 39%.
O reitor da UFRJ utiliza a imprensa para intranquilizar e causar terror aos
vestibulandos e a seus familiares. O Conselho de Ensino e Gradua��o
(CEG), �rg�o competente para analisar e deliberar sobre quest�es
acad�micas, visando dafr tranquilidade aos alunos que far�o o vestibular,
marcou novas datas para o concurso de ingresso � UFRJ, 22/jan/2002, 27/jan/2002
e 03/fev/2002, decis�o esta aprovada por unanimidade, por entender ser
esta a forma de viabilizar que todos possam concorrer em condi��es
de igualdade.
Enquanto isso o reitor da UFRJ em sua saga privatizante, junto com o ministro
da Educa��o, amea�a entregar a realiza��o
do vestibular a uma empresa privada, ferindo, assim, a autonomia universit�ria
garantida na Constitui��o Federal acusando o movimento docente
de ser o respons�vel pelo preju�zo aos alunos dos col�gios
federais.
Qual o interesse do reitor em cancelar o vestibular? Qual o interesse da reitoria
em retirar a execu��o do vestibular da UFRJ entregando-a uma empresa
privada? De onde o reitor e o ministro da Educa��o retirar�o
os recursos para esta empreitada?
Ningu�m faz greve porque quer
O governo anunciou um �ndice de reajuste geral do funcionalismo federal de 3,5% a partir de janeiro de 2002. Isto deixa claro sua inten��o de destruir os servi�os p�blicos, depois do sucateamento s� sobrou a nossa for�a de trabalho e depois de 7 sem reajuste a resposta � um �ndice de 3,5% e a suspens�o de pagamento dos funcion�rios p�blicos da educa��o.
Em defesa do servi�o p�blico de qualidade para a popula��o!
Reajuste de 75,48%
Libera��o do pagamento imediatamente para os trabalhadores da educa��o!
Chega de bombas no Afeganist�o!
Fora FHC e o FMI!
A GREVE CONTINUA!
COMANDO ESTADUAL DOS SERVIDORES P�BLICOS FEDERAIS
O Minist�rio da Educa��o e a FASUBRA-Sindical, representados pelos signat�rios deste Documento, estabelecem acordo nos pontos a seguir, que passam a ter validade a partir desta data, garantidas as condi��es e os quesitos deste Documento:
01 - Compromete-se o MEC a manter as contrata��es pelo Regime Jur�dico �nico e por meio de concursos p�blicos.
02 - Compromete-se o MEC a encaminhar ao Congresso Nacional, at� o dia 22 de outubro de 2001, Projeto de Lei, no qual:
2.1. prop�e-se a incorpora��o integral da Gratifica��o de Atividade Executiva - GAE -, aos vencimentos b�sicos dos servidores das IFES, a partir de 1 de janeiro de 2002, utilizando-se de recursos limitados a R$ 500 (quinhentos) milh�es de reais, sendo R$ 350 (trezentos e cinq�enta) milh�es de reais do Or�amento do MEC e R$ 150 (cento e cinq�enta) milh�es de reais provenientes de remanejamento de recursos do Or�amento Nacional, conforme compromisso assumido por parlamentares e lideran�as partid�rias, em reuni�es realizadas com a FASUBRA, o SINASEFE e o MEC;
2.2. estende-se o benef�cio desta incorpora��o a todos os ocupantes de cargos ou empregos t�cnico-administrativos e t�cnico-mar�timos, ativos, inativos e pensionistas das IFES vinculadas ao MEC, bem como aos ocupantes de demais cargos e empregos de outras carreiras, redistribu�dos para Institui��es Federais de Ensino at� a data da publica��o da referida Lei e que ainda n�o tenham sido enquadrados no PUCRCE;
2.3. s�o retomadas as progress�es funcionais, previstas na Lei n� 7.596/87.
03. Encaminhado ao Congresso Nacional, pelo Minist�rio da Educa��o, o citado Projeto de Lei :
3.1. estar� em condi��es de ser assinado por todas as lideran�as partid�rias, que o tramitar�o em regime de urg�ncia urgent�ssima, conforme compromisso manifestado por parlamentares presentes em reuni�o realizada no dia 17 de outubro de 2001, no MEC, entre os dirigentes da SESu e da SEMTEC, as lideran�as sindicais da FASUBRA, SINASEFE e CONCEFET e representantes parlamentares, entre os quais os Srs. Deputados Walfrido Silvino dos Mares Guia, do PTB/MG e Presidente da Comiss�o de Educa��o da C�mara dos Deputados, Nelson Marchezan, do PSDB/RS, Gilmar Machado, do PT/MG, Ivan Valente, do PT/SP, Henrique Fontana do PT/RS e a Sra. Deputada Marisa Serrano, do PSDB/MS.
3.2. Compromete-se a FASUBRA-Sindical com a proposi��o da suspens�o da greve, e com o retorno de todos os servidores t�cnico-administrativos e t�cnico-mar�timos das IFES ao trabalho, em suas respectivas institui��es, no dia 24 de outubro de 2001.
04. Compromete-se o MEC a providenciar o pagamento dos servidores t�cnico-administrativos e t�cnico-mar�timos das IFES no dia 19 de outubro de 2001.
05. Comprometem-se o MEC e a FASUBRA-Sindical a instalar Grupo de Trabalho, a partir do dia 25 de outubro de 2001, com a finalidade de proceder a estudos visando � corre��o das distor��es constantes da matriz hier�rquica da categoria dos t�cnico-administrativos e t�cnico-mar�timos das IFES, com o conseq�ente reequil�brio hier�rquico e reestrutura��o da malha salarial. Com um prazo de at� 180 (cento e oitenta) dias para a conclus�o dos trabalhos, os estudos conduzir�o � reda��o de Projeto de Lei sobre a mat�ria, a ser enviado ao Congresso Nacional.
06 . Comprometem-se o MEC e a FASUBRA-Sindical a instalar Grupos de Trabalho, a partir do dia 25 de outubro de 2001, com os objetivos de realizar estudos sobre:
6.1. Plano de reposi��o de pessoal t�cnico-administrativo e t�cnico-mar�timo das IFES, do qual constar� o calend�rio de sua implementa��o, o qual dever� concluir suas atividades em at� 90 (noventa) dias.
6.2. Plano Nacional de Capacita��o;
6.3. quest�es relativas aos Hospitais Universit�rios;
6.4. financiamento das IFES;
6.5. autonomia universit�ria;
6.6. Plano Nacional de Educa��o.
07. Compromete-se o MEC a manter a vincula��o dos servidores t�cnico-administrativos e t�cnico-mar�timos aposentados e pensionistas �s folhas de pagamentos das IFES.
08. Compromete-se o MEC com a perman�ncia da vincula��o direta - administrativa e acad�mica - dos Hospitais Universit�rios �s Institui��es Federais de Ensino Superior.
09. Em anexo, constituem parte integrante deste Termo de Acordo:
9.1. o texto do Projeto de Lei que prop�e a incorpora��o da GAE aos servidores t�cnico-administrativos e t�cnico-mar�timos das IFES, mencionado no item 02;
9.2. a manifesta��o da SESu/MEC com rela��o � pauta de reivindica��es protocolada pela FASUBRA-Sindical no MEC em 2001, por ocasi�o da entrada em greve.
Bras�lia, 19 de outubro de 2001
A Educa��o � um direito. A constitui��o determina que o Brasil deve ter um Plano Nacional de Educa��o, que define as metas de educa��o para os pr�ximos 10 anos. Este plano j� est� pronto. Com ele, poder�amos conquistar, at� 2010, escola de qualidade para todas as crian�as, jovens e adultos deste pa�s. No entanto, o presidente do Brasil fez um veto, que quer dizer uma proibi��o. Ele vetou o compromisso do governo em investir no m�nimo 7% do PIB em educa��o. E ent�o, que perdemos? 24 bilh�es de reais por ano. Na pr�tica, o que significariam para o povo brasileiro 24 bilh�es de reais por ano em educa��o: � Colocar na escola todas as crian�as de 7 a 14 anos. � Incluir a maioria das crian�as de 0 a 6 anos em creches e pr�-escolas. � Erradicar o analfabetismo de jovens e adultos � Melhorar os sal�rios e as condi��es de trabalho dos profissionais do ensino. O Brasil tem este dinheiro? Sim, somos a 10o economia do mundo. Mas aonde o governo coloca nosso dinheiro? � Ajuda a bancos: R$ 12 bilh�es, em 2001 � D�vida externa: R$ 20 bilh�es, em 2000 � D�vida interna: R$ 69 bilh�es, em 2000 E por onde mais escapa nosso dinheiro? � Sonega��o: R$ 30 bilh�es, em 1999. Enquanto o governo federal n�o quer aumentar o investimento em educa��o, em outros pa�ses a hist�ria � diferente... a m�dia anual do sal�rio de um professor no Brasil � pior do que no Chile, na Argentina, no M�xico e no Uruguai. A m�dia de anos de estudo na Argentina � de 9,2 anos, no Uruguai � de 8,1 anos e no Brasil � de apenas 5,7 anos. O �ndice de repet�ncia no Brasil � pior do que o da Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. MAS � POSS�VEL DERRUBAR ESTE VETO??? Sim. Para isto, precisamos conquistar o apoio de 293 deputados e senadores. Em 2001, a Campanha Nacional pelo Direito � Educa��o pretende conquistar este apoio com sua colabora��o e derrubar o veto presidencial que impede o investimento de 7% do PIB na educa��o brasileira. VOC� PODE AJUDAR. Como? 1- Passe adiante estas informa��es junto a seus amigos e familiares, em jornais e r�dios da sua comunidade, na escola, na igreja... 2- Pressione um deputado federal ou senador que voc� conhe�a, mandando uma carta ou e-mail, fa�a um telefonema, mande um telegrama... 3- Junte-se a sindicatos, organiza��es n�o governamentais, universidades ou outras institui��es e realize manifesta��es p�blicas a favor da derrubada do veto. 4- Compartilhe conosco as suas a��es Mais informa��es: Coordena��o da Campanha Nacional pelo Direito � Educa��o, tel (11) 3151-2333, [email protected] www.campanhaeducacao.org.br
NOTA DO CEG/CEPG ENDERE�ADA � PAULO RENATO
Universidade Federal do Rio de JaneiroExcelent�ssimo Senhor Ministro, O CEG e o CEPG, �rg�os colegiados superiores da UFRJ, denunciam graves faltas cometidas pelo Reitor da UFRJ que pelo n�o cumprimento das fun��es que lhe competem legal e regimentalmente, infringe diplomas legais que versam sobre o assunto, conforme apontado a seguir:
O Conselho de Ensino de Gradua��o (CEG) e o Conselho de Ensino para Graduados (CEPG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, �rg�os colegiados de Ensino e Pesquisa da Estrutura Superior, t�m atribui��es definidas na Lei de Diretrizes e Bases da Educa��o Nacional (Lei no. 9.394 de 20 de dezembro de 1996). No par�grafo �nico do Artigo 53 desta lei, fica estabelecido, para estes colegiados superiores, o seguinte preceito: decidir sobre todos os aspectos relacionados ao ensino e pesquisa com a finalidade de garantir a autonomia did�tico-cient�fica da universidade. O Artigo 56 desta mesma lei estabelece que "as institui��es p�blicas de educa��o superior obedecer�o ao princ�pio da gest�o democr�tica, assegurada a exist�ncia de �rg�os colegiados deliberativos".
O Regimento Geral da UFRJ (aprovado pelo Parecer n� 299/70, do Conselho Federal de Educa��o), em sua Parte II, T�tulo III, Cap�tulo I, Se��o II, Artigo 28, estabelece que "Ao Conselho de Ensino de Gradua��o compete:", Item I, "na fun��o de planejamento:", sub-item 6, "planejar o Vestibular unificado". Da mesma forma, no Item II, "na fun��o deliberativa:", estabelece em seus sub-itens: 1 - "deliberar em mat�ria did�tica e pedag�gica na �rea de Ensino de Gradua��o"; 2 - "tra�ar normas gerais para orienta��o e controle das atividades pedag�gicas na �rea de Ensino de Gradua��o" e 9 - "deliberar sobre os casos omissos neste Regimento, em mat�ria pertinente a �rea de Ensino de Gradua��o".
O mesmo Regimento Geral da UFRJ, em sua Parte II, T�tulo III, Cap�tulo II, Artigo 30, das atribui��es do reitor, estabelece em seu Item 3 que o Reitor deve: "cumprir e fazer cumprir as delibera��es dos �rg�os colegiados da estrutura superior", que s�o definidos pelo Estatuto da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Estes �rg�os s�o:
T�tulo IV Cap�tulo I:Compete ao Reitor da UFRJ, portanto, dentro do princ�pio de gest�o democr�tica, cumprir as delibera��es dos �rg�os colegiados e fazer cumprir as delibera��es, dando publica��o �s mesmas e ordenando as a��es necess�rias para implement�-las.
No dia 03/10/01 o CEG, de acordo com suas fun��es legais, estatut�rias e regimentais, deliberou pelo adiamento das datas do Vestibular 2002, fixando as novas datas de realiza��o das provas em Sess�o do dia 10/10/2001. Esta delibera��o foi encaminhada pelo Sub-reitor de Gradua��o, presidente do CEG ao Reitor da UFRJ e ao coordenador do Vestibular, atrav�s do Memorando no. 129/01 de 10/10/2001 e por mensagem eletr�nica datada de 18/10/2001, as 16h30min, respectivamente, para que as a��es administrativas necess�rias, resultantes destas delibera��es, fossem executadas.
O Reitor n�o cumpriu sua atribui��o, dentro de suas compet�ncias:Atenciosamente,
Rio de Janeiro, 26 de outubro de 2001.
MEC ADMITE ANULAR O VESTIBULARn (Retirado do jornal O Dia)
Ministro da Educa��o, Paulo Renato, n�o descarta a possibilidade de cancelar as provas da UFRJ. Hoje, ele se re�ne com o reitor. Reportagens de Daniela Shubnel, Eduardo Sodr�, Luciana Brum, Patr�cia Melo e Souza e Tatiana Cl�bicarO Ministro da Educa��o, Paulo Renato Souza, convocou o reitor da UFRJ, Jos� Henrique Vilhena, para prestar esclarecimentos, hoje, sobre a confus�o envolvendo o vestibular realizado domingo, cercado de agress�es e tumulto. Uma avalanche de a��es judiciais j� come�a a surgir, com o objetivo de garantir a anula��o da prova. Ontem, o ministro afirmou n�o descartar a possibilidade de novos exames para todos os 56.016 candidatos.
O maior desafio de Vilhena � justificar, como acertada, sua decis�o de manter a prova. "Quem antes entrou na Justi�a para impedir a prova agiu violentamente", explicou. Ele defende a reaplica��o somente para os 14.520 candidatos dos grupos 2 e 4. "Paulo Renato n�o d� ordens. Numa democracia, as coisas s�o conversadas", afirmou, descartando a possibilidade de anular o concurso. Eram daqueles grupos os 570 candidatos que n�o fizeram a prova no Col�gio de Aplica��o da UFRJ, na Lagoa, invadido por manifestantes. A data do novo exame deve ser decidida hoje.Universidade quer processar quem causou o tumulto
A Justi�a come�ou a agir. O Minist�rio P�blico Federal, atrav�s de portaria, instaurou a��o civil p�blica. A UFRJ foi oficiada e ter� que prestar informa��es sobre o tumulto. Na portaria, o MP diz que temia os incidentes quando pediu, semana passada, o adiamento das provas.CARTA PROGRAMA PARA ELEI��O DA APG-USP DA CHAPA "DEFENDA A UNIVERSIDADE P�BLICA"
Aos Professores da UFRJ
Estou encaminhando abaixo uma parte da nossa carta programa para elei��o da APG-USP (DIA 27 E 28/11) DA CHAPA DEFENDA A UNIVERSIDADE P�BLICA:
DEFENDA A UNIVERSIDADE P�BLICA - TODO APOIO � GREVE DAS FEDERAIS
"Nos �ltimos sete anos do governo FHC, na verdade tivemos um crescimento dos gastos p�blicos, ao contr�rio do discurso oficial de redu��o do tamanho do Estado. O pagamento de juros da d�vida p�blica, no entanto, foi o principal destino destes recursos, como recomendava o FMI, enquanto os gastos com educa��o s�o cada vez mais corro�dos. Este momento serve tamb�m para ilustrar a rela��o, sempre presente entre a luta espec�fica e a luta geral, ou seja, a conex�o entre o movimento de p�s-gradua��o e a greve nas Universidades Federais. Ao participar daquela greve, apoiando-a, colocamos tamb�m nossas principais reivindica��es em evid�ncia. A greve nas federais tem como eixo a reposi��o das perdas salariais mas tamb�m, e sobretudo, o combate ao desmonte dessas universidades. Em suas reivindica��es, o movimento grevista combate uma s�rie de transforma��es levadas a cabo nestas institui��es a fim de minar seu car�ter p�blico e gratuito. Por lutar contra as ordens do patr�o FMI, o tratamento dado ao movimento pelo governo foi marcado pela intransig�ncia e pelo descaso. Nada at�pico, quando nos lembramos do uso do ex�rcito contra os petroleiros em 1995. A maior amea�a aos p�s-graduandos n�o est� apenas no momento atual, mas tamb�m no futuro (quanto ao emprego e as condi��es de trabalho dos futuros professores). Se as Universidades p�blicas forem desmanteladas, os p�s-graduandos ser�o atingidos agora (na forma��o) e no futuro (desemprego ou trabalho prec�rio). Por isso, defender hoje a Universidade P�blica, � solidarizar-se incondicionalmente com o movimento grevista das Universidades Federais e lutar contra a continuidade das pol�ticas de desmantelamento das Universidades p�blicas e dos governos que as aplicam, em �mbito tanto estadual quanto federal".
O MOMENTO � DE ACIRRAR A LUTA!
VAMOS VENCER!
O MOVIMENTO DOCENTE DAS FEDERAIS TEM SIDO UM EXEMPLO PARA TODOS. N�O SE RENDER, MESMO COM OS SAL�RIOS CORTADOS, REPRESENTA UMA LI��O PARA O PA�S NESSE MOMENTO POL�TICO. NOSSA DIGNIDADE N�O TEM PRE�O.
Jos� Menezes Gomes
Diretor da Associa��o de P�s-graduando da USP.