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Sempre que denúncias de corrupção varrem o país, entra em
cena o debate sobre um valor que, entretanto, deveria orientar o
comportamento de qualquer cidadão a todo momento: a ética. Isso vale não só
para o profissional já formado como também para o jovem que se prepara para
iniciar carreira. Ao contrário do que os pessimistas alardeiam, ética não
está fora de moda, nem representa um potencial prejuízo para quem a segue.
Ao contrário, é uma prática valorizada no mundo corporativo. Desrespeitá-la
quase sempre prejudica os planos de carreira e pode até resultar em
demissão.
Ao se formar, o universitário presta um juramento,
prometendo respeitar as normas que regem a categoria na qual está
ingressando. Praticamente todas as profissões adotam um código de ética, que
pode ser explícito (quando definido por normas escritas) ou implícito (não
escrito, mas aceito de forma consensual). Ema vários casos, o rigor é tal
que existem comissões com poder para expulsar aqueles que cometem falhas
graves, como é o caso de advogados e médicos. Em outras palavras, não
importa qual a profissão escolhida, ele sempre terá um código de ética a
respeitar. Trata-se de um conjunto de valores construído sobre fundamentos
comuns, como responsabilidade, compromisso honestidade, respeito às leis,
cooperação no trabalho em equipe, agir certo mesmo que não se esteja sendo
observado por terceiros.
Postura ética. Com base em sua sólida experiência na
inserção dos jovens no mercado de trabalho, o CIEE sempre recomenda que o
estudante adote uma postura ética já nas atividades escolares, estendendo-a
ao estágio, ao período como trainee e, finalmente,
à carreira. Mas, afinal, por que a ética é tão importante? Primeiro,
porque estabelece parâmetros que asseguram o correto desempenho da
atividade, protegem a categoria e garantem a qualidade do serviço
executado. Mais do que elogios - que nem sempre virão, mesmo porque se
trata de uma obrigação -, o respeito à ética gera e consolidada a
indispensável confiança que todo profissional de sucesso deverá
conquistar, tanto por parte da empresa quanto da sua equipe.
Ao dar os primeiros passos no ambiente de trabalho, o jovem logo
descobrirá que, além do conjunto de valores pessoais e da categoria
profissional, muitas vezes terá de observar a chamada ética empresarial,
que contará muitos pontos para definir seu futuro na corporação. Geralmente,
são normas para atos como aceitação de presentes e convites de
fornecedores ou clientes, contribuição para campanhas eleitorais, uso de
drogas, privacidade dos funcionários, utilização dos bens da empresa,
incluindo a internet e o correio eletrônico, que devem ser usados quase
que exclusivamente para finalidades profissionais. Não é muito
difícil descobrir qual é a postura certa: basta colocar o bem comum à
frente do interesse individual. A receita vale para qualquer
situação, seja ela pessoal. profissional ou social. Por exemplo,
tivessem todos os nossos políticos respeito à ética, não haveria tanta
malversação de dinheiro público nem a sociedade seria sacudida por
tantos escândalos. E, num ambiente bem mais sadio, sobraria mais tempo,
mais dinheiro e mais disposição para investir na construção de um país
mais justo e mais digno para todos os brasileiros.
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