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Administração Escolar - Nº 002
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O Primeiro Cliente de sua Escola é o seu Professor e Funcionário: Informe-os em Primeiro Lugar
Um sério problema em algumas escolas é: os funcionário são os últimos a saber das novidades, das campanhas promocionais, das programações, dos brindes a serem distribuídos, das mudanças na recuperação, das reuniões da escola de pai...
O primeiro cliente de qualquer escola é o seu funcionário. Ninguém é cliente final da diretoria, da tesouraria, da matriz, das filiais. O cliente final, o aluno, é sempre cliente direto de algum funcionário - do recepcionista, do bibliotecário, do professor, enfim, das pessoas que têm contato direto com ele.
Assim, o funcionário deve ser o primeiro a saber de tudo. A receber as informações essenciais da empresa como novas campanhas, novas metodologias, novas regras e regulamentos, novos funcionários, promoções de matrículas e novos alunos, ou seja, toda decisão tomada pela administração deve ser imediatamente transmitida aos funcionários da escola. Infelizmente, isso não acontece. O que acontece é que os administradores "esquecem" de avisar os funcionários. Não preciso dizer uma escola tal está caminhando para o fracasso.
Isso sim, é que se chama desperdício! Às vezes achamos que desperdício é deixar luzes acesas, um rádio ou fax ligado, telefone, comprar papel, lápis e caneta para a secretaria, materiais pedagógicos. Cuidamos dessas despesas mais visíveis e ao mesmo tempo desperdiçamos milhares e milhares de reais em campanhas, em promoções mal feitas, em indenização de funcionários tidos como "inadequados" (uma administração ineficaz procura sempre um bode expiatório em quem lançar a culpa de sua ineficiência) para a empresa, pois que nunca lançamos nossas estratégias, primeiro, para nossos funcionários.
Numa escola secundarista, foi sugerido que antes de iniciar o ano letivo, antes da festa de recepção dos alunos, fosse feito um "Reunião Interna", com os funcionários e professores, para lhes transmitir detalhadamente toda a estratégia adotada para o ano letivo, com direito a um pequeno coquetel, discurso e tudo mais. Isso foi feito e o resultado foi absolutamente surpreendente. As recepcionistas, o pessoal de apoio, os professores e outros funcionários, nunca haviam sido tratados e servidos em programações da escola, Nunca haviam tido contato com todos os projetos da administração. Nunca ninguém havia lhes colocado no centro da reunião, nunca haviam sido valorizados como peças indispensáveis para a empresa. E havia gente que trabalhava na educação há mais de 15 anos!
Como podemos querer que nossos funcionários "respirem" educação; como podemos querer que as pessoas todas de nossas escolas participem do esforço de educar nossos alunos, promover nossas escolas, atender os pais com cortesia, etc. se não lhes damos a oportunidade do conhecimento, da informação, da familiaridade com os demais funcionários, de sentirem-se valorizadas pela empresa. É um contra-senso!
Pense nessas questões!
Quando planejo alguma estratégia para minha escola, será que permito que meus funcionários sejam os primeiros a saber de minha decisão?
Veja como sua escola pensa e age em relação a esse assunto. Lembre-se que sem o comprometimento total de nossos funcionários, jamais teremos uma escola de qualidade. E para que esse comprometimento exista, é preciso antes de tudo que os funcionários e professores, real e concretamente, participem.
Sucesso?
Adaptado por Daniel Martins
Bibliografia: FILHO, Luiz A. Marins. Socorro! Preciso de Motivação. São Paulo: Editora Harbra, 1995. p. 72-75.
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