No dia 1º DE
MAIO de 1886, na cidade de Chicago –
USA, em plena praça pública foram enforcados 4 trabalhadores, enquanto
outro era condenado a prisão perpétua (libertado posteriormente devido a
pressões populares). Todos taxados de
subversivos, conspiradores, em suma, uma ameaça a sociedade local. Seus crimes:
lutarem por uma sociedade mais justa com ideais libertários associados ao
pensamento Anarquista, que muito
influenciou as manifestações socio-político-culturais em todo o mundo. O fim
trágico desses 4 homens, anônimos na maioria dos livros de História, porém de
imensurável valor na contextualização histórica das Lutas de Classe e pela
libertação do Homem de seus próprios domínios, ficou conhecido como “O MARTÍRIO
DE CHICAGO “. Atualmente outros são os mecanismos de repressão utilizados para
silenciar o trabalhador, o medo do desemprego que leva cidadão a submeter-se a
condições desumanas de trabalho, desigualdades sociais, perseguição
socio-política, massificação de modelos socio-culturais positivistas e
neoliberais, utilização de eventos recreativos com fins alienatórios, os
próprios meios de comunicação, etc. que covardemente nos é imposto por este
sistema capitalista “falido”, sem escrúpulos, que não mede esforços para se
perpetuar como ideologia dominante. Tentando se contrapor a isso diversos
setores da sociedade lutam para se organizar, e em todo o mundo o 1º DE MAIO vem sendo lembrado por
manifestações em prol de melhores condições de vida para todos, sem distinção
de raça, castas, ou crenças, e cada um de nós é agente desse processo e como
tal precisamos mostrar nossa força e nossa cara como fizeram Adolph Fisher, Albert Pakson, August Spies,
Louis Ling e George Engel.
“1º DE MAIO DIA DE LUTO E DE LUTA MAS NÃO DE FESTA
”.
Dérick Carvalho
Coordenador Geral da ExNEEF