Uma Hist�ria de Amor John Blanchard levantou-se do banco, arrumando a jaqueta de seu uniforme e observou as pessoas caminhando pela Grand Central Station. Ele procurou pela garota cujo cora��o ele conhecia mas o rosto n�o, a garota com a rosa. Seu interesse por ela havia come�ado a quase 3 anos, numa livraria da Fl�rida. Tirando um livro da prateleira, ele ficou intrigado, n�o com as palavras do livro, mas com as notas feitas a l�pis, nas margens. A escrita suave, refletia uma alma profunda e uma mente cheia de brilho. Na frente do livro, ele descobriu o nome do primeiro propriet�rio: Srta Hollis Maynell. Com tempo e esfor�o ele localizou seu endere�o. Ela vivia em Nova Iorque. Ele escreveu a ela uma carta, apresentando-se e convidando-a para se corresponder com ele. Na semana seguinte, ele embarcou num navio para servir na Segunda Guerra Mundial. Durante o ano seguinte, m�s a m�s eles passaram a se conhecer melhor, atrav�s de suas cartas. Cada carta era uma semente caindo num cora��o f�rtil. Um romance de companheirismo. Blanchard pediu uma fotografia, mas ela recusou. Ela sentia que se ele realmente gostasse dela sua apar�ncia n�o importaria. Quando finalmente chegou o dia em que ele voltou da Europa, eles marcaram seu primeiro encontro - �s 7:00h da noite na Grand Central Station de Nova Iorque. �Voc� me reconhecer� ela escreveu, �pela rosa vermelha que estarei usando na lapela�. No hor�rio combinado ele estava na esta��o procurando pela garota cujo cora��o ele amava, mas cuja face ele nunca havia visto. Vou deixar o Sr. Blanchard dizer-lhes o que aconteceu: �Uma jovem aproximou-se de mim. Ela era alta e magra. Seus cabelos loiros estavam atr�s de suas delicadas orelhas e seus olhos eram azuis como o c�u. Seus l�bios e queixos tinham um firmeza delicada e seu traje verde claro era como se a primavera tivesse chegado. Eu me dirigi a ela esquecido de observar se ela estava usando uma rosa. Como eu fui em sua dire��o, um pequeno e provocativo sorriso curvou seus l�bios. �Indo para o mesmo lugar que eu tenente?�, ela murmurou. Quase incontrolavelmente, me aproximei dela e ent�o eu vi Hollis Maynell. Ela estava parada quase atr�s da garota. Ela j� passava dos 50 anos e tinha seus cabelos grisalhos enrolados num coque sob o chap�u. A garota de verde seguiu seu caminho rapidamente. Eu me senti como se tivesse sido dividido em dois, t�o forte era meu desejo de segui-la e t�o profundo era o desejo por aquela mulher cujo esp�rito verdadeiramente me acompanhara e sustentara atrav�s de todas as minhas atribula��es. E ent�o ela parou. Sua face p�lida e gorducha era delicada e sens�vel, seus olhos cinza transmitiam calor e simpatia. Eu n�o hesitei. Meus dedos seguravam a pequena e gasta capa de couro azul do livro que a identificou para mim. Isto podia n�o ser amor, mas poderia ser algo precioso, talvez mais que amor, uma amizade pela qual eu seria, para sempre, cheio de gratid�o. Eu cumprimentei-a mostrando o livro para ela e ainda pensando, enquanto falava, na amargura da minha decep��o. �Sou o Tenente John Blanchard, e voc� deve ser a Srta. Maynell. Estou muito feliz que tenha podido me encontrar. Posso convid�-la para jantar?� O rosto da mulher abriu-se num suave sorriso. �Eu n�o sei o que est� acontecendo�, ela respondeu,�mas aquela jovem de vestido verde que acabou de passar, me pediu para colocar esta rosa no casaco. Ela disse que se voc� me convidasse pra jantar eu deveria lhe dizer que ela estar� esperando-o no restaurante da esquina e que isso era um tipo de TESTE!! �N�o parece dif�cil para eu compreender e admirar a sabedoria da Srta.Maynell. A verdadeira natureza do cora��o de uma pessoa � vista na maneira como ela responde ao que n�o � atraente." |