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O
SAMEIRO NO LARGO D´AJUDA
D. Fayão
Penafiel
não é uma grande cidade - em termos de dimensão, entenda-se -pelo que ninguém
que cá more terá dificuldades em saber onde se encontra, e de se orientar.
No
entanto, como ela não vive só dos seus habitantes, mas também dos que por
Arrifana passam, pareceu-me acertada a decisão tomada pelo Pelouro do Turismo,
de aproveitar alguns dos MUPI’S existentes, para mandar instalar neles
plantas cartográficas da cidade, à semelhança aliás do que se passa na
maioria das localidades deste País. Bem vistas as coisas, os forasteiros que
nos visitam não têm obrigação de saber onde fica a estação dos caminhos de
ferro, o Museu e a Biblioteca Municipal, ou onde se localizam os nossos
monumentos históricos, sendo à autarquia quem compete promover e divulgar esse
conhecimento. Por outro lado, como os bancos de dados electrónicos que deveriam
ter uma informação mais pormenorizada, se encontram tantas vezes fora de serviço,
os mapas da cidade ainda mais têm toda a razão de ser.
O
que já não me parece ter razão de ser é que um mapa, cuja informação
deveria ser rigorosa e fidedigna, apresente erros grosseiros de palmatória, que
possam induzir em erro quem o consulta, e é isto que se passa com um deles.
Na
verdade se a informação constante nos mapas existentes nas Avenidas Sacadura
Cabral e Egas Moniz, pela rápida vista de olhos que lhes dei, não parece
enfermar de qualquer erro, já o mesmo não se poderá dizer da que consta na
carta situada na Av. Gaspar Baltar, no Sameiro.
Quem
vindo de fora, o que acontece com muita frequência já que aquele local é
considerado o cartão de visita da cidade, se dirige áquele mapa com intenção
de se situar ( que é para isso que servem os mapas ), é informado de
que não está na Avenida Gaspar Baltar, mas sim... no Largo d’Ajuda ( ! ), em
pleno centro da cidade - se calhar, alguém anda empenhado em fazer incluír o
Sameiro na dita zona histórica, e em fazer beneficiar os comerciantes da
Avenida, com as verbas do PROCOM. Pelo
menos, é o que taxativamente lá diz o círculo negro ( você está aqui )
quando na realidade está a cerca de 1 quilómetro daquele largo. E é claro,
tal informação errada é susceptível de fazer alterar todo o percurso que
qualquer turista, para sua recreação, tivesse decidido fazer.
Por
exemplo, quem depois da consulta daquele mapa decida visitar o miradouro da
Senhora da Piedade, que fica escassos metros à frente, pensará que tem de
voltar para trás, pelo que provavelmente irá ter a Santa Marta, mas não ao
miradouro pretendido.
Provavelmente
tal lapso deve-se ao facto de o mapa ter sido concebido para ser exposto no
Largo d’Ajuda, e não na Av. Gaspar Baltar. Mas então das duas, uma: ou se o
coloca na artéria assinalada, ou se o substitui por outro com a legenda
correcta. Deixar subsistir uma gralha deste tipo é que não ! Porque nos embaraça
a todos, que somos filhos da terra. É que, como poderemos nós querer que os
turistas conheçam os nossos locais mais relevantes, se nem somos capazes de
lhes indicar com exactidão a rua onde eles se encontram ?
Para isto não valia a pena pôr lá
mapa algum. Porque pelo menos quem não soubesse onde ficava determinado
local, perguntava. E como diz o povo, quem tem boca, vai a Roma. Agora
com mapas destes, é que se não vai a lado nenhum.
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