|
30ª
Edição |
|
|
home
| apresentação | organização
| filmes e vídeos | notas
| jornadas anteriores | galeria
| links | e-mail
|
|
![]() |
MOSTRA INTERNACIONAL:
PROGRAMA
II Encontramos
um povo que procurava, dia após dia, uma existência normal,
apesar das bombas suspensas na sua cabeça. Depois do começo da guerra, tivemos medo que este filme não servisse mais. Que nossa contribuição para evitar o conflito tivesse se tornado inútil, assim como aquela, bem mais importante, das centenas de milhares de pessoas que foram às ruas para dizer não à guerra. Ao contrário, constatamos que os espectadores se emocionavam, entendiam ainda mais a dimensão do crime que estava sendo praticado, quem estavam bombardeando, a qual custo de vidas e civilização, aquela fobia bélica levava. Depois de uma guerra, que na realidade nunca acabou, continuaram a nos pedir para mostrar o filme. O público nos fez entender que SOB O CÉU DE BAGDÁ, se tornou um testemunho, amargo mas necessário. O signo do que foi destruído. Do que não existe mais. Da existência quebrada, negada ás pessoas. Eu e Stefano gostaríamos que SOB O CÉU DE BAGDÁ agora possa se tornar um filme contra a guerra. Contra
todas as guerras. - Mario Balsamo
O cineasta argentino Rodrigo Vazquez pretendia fazer um filme sobre a Operação Condor (esforço conjunto de repressão política de países latino-americanos), explicitando o ponto de vista dos que a defendem. Radicado na Inglaterra, percebeu a chance de realizar o projeto quando preparava um filme sobre o processo contra o ditador chileno Augusto Pinochet para a emissora BBC. "Apertei a mão de muitos torturadores e percebi que poderia convencê-los", diz. Filmou Condor: Les Axes du Mal (Condor: Os Eixos do Mal), ouvindo personagens do período no Chile, Uruguai e Paraguai e estudando arquivos sobre a operação, obtidos pelo advogado paraguaio Martin Almada. A tese do apoio do governo norte-americano à repressão de Estado na América Latina é sustentada por alguns desses documentos e ilustrada por imagens de arquivo do conselheiro de Segurança dos EUA Henri Kissinger. Em depoimento a Vazquez, o ex-chefe da polícia política chilena Manuel Contreras reforça o elo com os EUA e refuta a classificação de assassinato político para a eliminação dos ativistas contrários à ditadura. "Nós estávamos combatendo o terrorismo e lutando pelos direitos humanos da maioria da população chilena." O filme ouve também o general francês Aussaresses, cujas táticas de combate desenvolvidas na guerra da Argélia inspiraram as forças repressoras de países da América do Sul. O general diz que "tecnicamente" a tortura não existe, já que é um elemento da luta contra a subversão. Vazquez
contrapõe essas entrevistas com depoimentos de ex-presos políticos
torturados e parentes de desaparecidos. É o momento em que o filme
se assemelha a outros sobre o assunto. "As pessoas podem saber o
que houve, mas nunca é o suficiente", diz. |
|
|
|