Adam Smith

"A ambição universal dos homens é viver colhendo o que nunca plantaram"
        Adam Smith (1723-1790). Economista inglês.

ADAM SMITH (1723-1790), economista inglês, nascido em Kilkcaldy, Fifeshire. Estudou em Glasgow e Oxford. Até 1746 dedicou-se aos estudos de Ciências Políticas e Lingüística. Transferiu-se mais tarde para Edimburgo, onde deu cursos de Retórica e Literatura. Nessa época conheceu David Hume, de quem se tornou amigo. Em 1751 foi nomeado professor de Lógica em Glasgow e, no ano seguinte assumiu a Cátedra de Moral, cargo em que se manteve durante 12 anos. Em 1759 reuniu material usado em suas aulas na obra Theory of Moral Sentiments (“Teoria dos Sentimentos Morais”). Logo depois resolveu dedicar-se aos estudos de Direito e de Economia Política. Em 1764 viajou para a França, aí travando conhecimento com Quesnay, D’Alembert, Helvetius, Turgot e o Duque de La Rochefoucauld. De volta à Inglaterra, fixou residência em sua cidade natal, onde se dedicou exclusivamente à elaboração de sua grande obra The Wealth of Nations (“A Riqueza das Nações”), que publicou em 1776. Mais tarde foi eleito Reitor da Universidade de Glasgow e, por essa época fez sua última visita a Londres. Faleceu em Edimburgo. Para Adam Smith, o trabalho anual de uma nação é á principal fonte geradora dos bens de que necessita a comunidade. O aumento da produtividade do trabalho depende de sua divisão, que repousa, essencialmente na propensão que tem a natureza humana para “trocar uma coisa por outra”. A acumulação de capital funciona como uma das condições prévias dessa divisão. Quanto à noção que de valor, surgiu com as trocas de mercadorias. O termo valor apresenta dois significados, o de produtividade e o de poder de compra, sendo o primeiro o valor de uso e o segundo, o valor de troca. Para Smith o trabalho seria a medida do valor de todas as mercadorias.                                                                                                                                                                 Estando o problema de preço, concluiu o economista que as rendas, os salários e os lucros são meros componentes da renda. No que se refere à acumulação capitalista, divide o capital em fixo e circulante. O primeiro consiste, principalmente, em máquinas, edifícios, implementos agrícolas, enquanto o segundo compreende o dinheiro, as matérias-primas e as mercadorias acabadas e ainda em mãos do industrial ou do comerciante. Na terceira parte de A Riqueza das Nações, Smith estuda o caminho seguido pelos principais países da Europa no desenvolvimento das diversas formas da indústria, concluindo a obra com violenta crítica contra o sistema mercantilista, que exercia então poderosa influência sobre a legislação econômica vigente.

                Como economista do período manufatureiro do desenvolvimento do capitalismo, Adam Smith considerava que a elevação da produtividade só podia ser obtida mediante a divisão do trabalho. Todavia sem maior mérito foi o de haver defendido o ponto de vista de que o valor da mercadoria era a expressão da quantidade de trabalho nela investido, e que o salário do operário correspondia apenas a uma parte do produto de seu trabalho, determinado, essencialmente, pelo valor de seus meios de subsistência. O lucro e a renda não passam de uma dedução do produto criado pelo trabalho. Assim, porém, que a determinação do valor pelo trabalho. Assinala, porém, que a determinação do valor pelo trabalho era mais própria a aplicável ao estágio primitivo da sociedade, i.e., à economia mercantil simples dos pequenos produtores. Sob o regime capitalista propriamente dito, o valor se compõe, segundo Smith, de diversos ingressos, como salário, renda, lucro. Omite, assim, o valor do capital consumido na produção de mercadorias, fato que provocou numerosas críticas, principalmente por parte de Karl Marx e seus seguidores. Consideram os marxistas que tal concepção dogmática não possibilita a compreensão total do processo de reprodução social.

            Analisando a estrutura da sociedade capitalista, Adam Smith chegou à extraordinária conclusão, para a sua época, da divisão da sociedade em classes. Para ele, três são as classes fundamentais da sociedade capitalista: o operário, o capitalista e os proprietários de terras. Salienta que, na sociedade capitalista, existe comunidade de interesses, uma vez que os benefícios comuns resultam sobretudo do choque de interesses das diversas classes sociais. Por isso, defendia a livre concorrência.


ADAM SMITH Conhecido por sua obra principal, An Inquiry Into the Nature and Causes of the Wealth of Nations ("Uma Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações"), de 1776, Adam Smith foi na verdade um filósofo social, não um economista. Quando se examina o contexto de seu pensamento que inclui o seu The Theory of Moral Sentiments ("A Teoria dos Sentimentos Morais"), de 1759, além da obra que almejava publicar sobre os princípios gerais da lei e do governo e as diferentes revoluções que sofreram em diferentes épocas e períodos da sociedade, vê-se que sua obra prima "Riqueza das Nações", não é meramente um tratado de economia mas uma peça dentro de um sistema filosófico amplo que parte de uma teoria da natureza humana para uma concepção de organização política e de evolução histórica.

VIDA: Adam Smith, filho de outro Adam Smith e sua segunda mulher, Margarete Douglas, foi batizado em 5 de junho de 1723 em Kirkcaldy. Esta era uma pequena cidade portuária na margem norte da enseada de Firth of Forth no mar do Norte, pertencente ao condado de Fife, próxima a Edimburgo, importante pelo comércio de sal. Seu pai era fiscal da alfândega e sua mãe era filha de um bem aquinhoado proprietário de terras. Em sua época o Reino Unido (Inglaterra unida à Escócia desde 1707) vivia o período de grande atividade marítima que antecedeu a Revolução Industrial. O único episódio conhecido da infância de Smith é que aos quatro anos foi raptado por ciganos e, devido à intensa busca que foi organizada, abandonado por eles e recolhido a salvo.. Recebeu educação primária em Kirkcaldy e, na idade de 14 anos, em 1737 (ano em que David Hume publica "Tratado da Natureza Humana"), entrou para a Universidade de Glasgow. Esta universidade, centro do que depois seria chamado Iluminismo Escocês, fora fundada por bula do papa Nicolau V em 1451, a pedido do rei Jaime II da Escócia. Ao tempo de Smith a universidade ficava em High Street e somente cerca de cento e trinta anos depois seria mudada para seu sítio atual, no extremo oeste de Glasgow. No universidade Smith foi profundamente influenciado pelo seu professor de filosofia moral, Francis Hutcheson. Depois de graduar-se em 1740, Smith conseguiu uma bolsa para estudar em Oxford, para onde foi a cavalo e onde ficou no Balliot College. Encontrou em Oxford um ambiente atrasado, em contraste com a estimulante atmosfera de Glasgow. Ensino ruim e retrógrado a ponto de lhe confiscarem o "Tratado" de David Hume, visto que nele Hume negava o princípio de causa e efeito, o que invalidava a prova da existência de Deus como causa última necessária. Em Oxford Smith praticamente promoveu uma auto-educação em filosofia clássica e contemporânea. Retornando à Escócia após seis anos, Smith ficou à procura de emprego. É nesta ocasião que recebe apoio do filósofo e jurista Lord Henry Home Kames (1696-1782) um pensador melhor conhecido pelo seu Elements of Criticism, 3 vol. (1762), um trabalho notável na história da estética pela tentativa de igualar o belo ao que é agradável aos sentidos naturais da vista e da audição. Suas outras obras incluem Essays on the Principles of Morality and Natural Religion (1751), temas que Smith certamente apreciava. Devido às boas relações da família de sua mãe, juntamente com o apoio de Lord Kames, abriu-se para Smith a oportunidade para uma ocupação provisória, paga, de conferencista público em Edimburgo. Esta era uma atividade nova, prevista no novo sistema de educação em voga como parte do espírito de progresso que prevalecia na época. Suas conferências, que cobriam ampla gama de assuntos desde retórica a história e economia, causaram profunda impressão em alguns dos grandes contemporâneos de Smith. Isto foi decisivo para sua própria carreira, porque resultou daí ser nomeado em 1751, na idade de 27 anos, professor de lógica na Universidade de Glasgow. Desse posto ele se transferiu no ano seguinte para o professorado melhor remunerado de filosofia moral, que na época compreendia os campos relacionados de teologia natural, ética, jurisprudência e economia política. Essa mesma cadeira havia sido pleiteada em 1744, por Hume, que havia publicado, em 1741, os Ensaios Morais e Políticos, mas lhe foi negada sob o pretexto de ser ele herege, e "notório infiel". Com a transferência de Smith para a filosofia moral, fez-se então uma tentativa para que Hume fosse indicado para a cadeira de lógica que Smith deixava vaga. Porém Hume (que depois se tornaria amigo íntimo de Smith) não obteve a cátedra. O rumor de ateísmo prevaleceu novamente. Membro da faculdade, Smith entrou em um período de intensa atividade. Além de lecionar pela manhã, ocupava-se de assuntos acadêmicos e administrativos na parte da tarde, tudo isto combinado com uma também intensa vida intelectual e à noite o estimulante convívio com a sociedade de Glasgow. Suas aulas eram em inglês, uma novidade introduzida pelo falecido professor da mesma disciplina, Francis Hutcheson. Foi eleito reitor em 1758. Ele considerou esse período o mais feliz e nobre de sua existência. No seu circulo de amizades contavam-se, além da nobreza e altos funcionários do governo, também uma variedade de figuras das ciências, da filosofia e letras, como o químico Joseph Black, o engenheiro inventor da máquina a vapor James Watt, Robert Foulis, um grande editor, e David Hume, que Smith conheceu em Edimburgo quando voltou de Oxford, e que se tornou um amigo para o resto da vida . Entre seus amigos tinha mercadores ocupados com o comércio colonial que se intensificara na Escócia a partir do ato de união com a Inglaterra. Nos entretenimentos sociais, discutiam economia e estes comerciantes o colocavam a par dos movimentos de mercado com aquelas informações detalhadas que Smith apresentará no livro "Riqueza das Nações". Em 1759 publicou seu primeiro trabalho já referido, "A Teoria dos Sentimentos Morais", em que toma uma natureza humana imutável como base para as instituições sociais. Aquela é dominada pelas paixões e os instintos de auto-preservação e auto-interesse, porém controlada por uma capacidade de simpatia, - outro instinto -, e por uma presença interior que aprova ou desaprova as ações do indivíduo. Essa estrutura joga os homens uns contra os outros, mas lhes dá também a faculdade de criar instituições através das quais esse conflito é mitigado e transformado em bem social. Este primeiro trabalho já expressa o pensamento, que repetiria depois no "Riqueza das Nações", que "os homens voltados para seus próprios interesses são conduzidos por uma mão invisível...sem saber e sem pretender isto, realizam o interesse da sociedade". O "A Teoria" tornou-se lido e conhecido, e em particular atraiu a atenção de Charles Townshend, um político importante a quem interessavam as questões canônicas, ele mesmo historicamente vinculado às medidas de taxação que provocaram a Revolução Americana. Townshend havia se casado recentemente e buscava um tutor para seu enteado e tutelado, o jovem duque de Buccleuch. A empenhada recomendação de Hume e sua própria admiração pelo autor de "A Teoria dos Sentimentos Morais", levaram-no a propor a função a Smith com a oferta de um salário acima do que Smith ganhava na universidade. Smith renunciou à sua cadeira em 1763 e partiu para a França no ano seguinte como o tutor do jovem duque de Buccleuch. Eles ficam principalmente em Toulouse, cidade comercialmente importante na época, encontro de rotas do sul e do norte, ponto de embarque para a via fluvial do rio Garona, quando descer o rio para Bordeaux era mais rápido e confortável que o caminho por terra, como parte do trajeto entre a Itália e a Inglaterra. Em Toulouse permaneceram mestre e discípulo por 18 meses, e nesse período Smith iniciou os manuscritos do "Riqueza das Nações". De Toulouse foram para Genebra, onde Smith encontrou-se com Voltaire, - por quem ele tinha o mais profundo respeito -, e de lá seguiram para Paris, onde Hume, então secretário da embaixada britânica, apresentou Smith aos grandes salões literários do Iluminismo francês. Lá ele encontrou um grupo de reformadores sociais e teóricos da economia, encabeçados por François Quesnay. Muito impressionado pelas idéias de Quesnay iria dedicar a ele "Riqueza das Nações, não tivesse o economista francês falecido antes da publicação. A permanência em Paris foi, porém, abreviada por um acontecimento chocante. O irmão mais jovem do duque de Buccleuch, que se juntara a eles em Toulouse, foi assassinado na rua. Smith e seu pupilo imediatamente retornaram para Londres. Smith trabalhou em Londres até a primavera de 1767 com Lord Townshend, um período durante o qual ele foi eleito membro da Royal Society e ampliou ainda mais seu círculo intelectual incluindo Edmund Burke, Edmund Burke (1729-1797), estadista britânico de origem irlandesa, figura proeminente no cenário político entre 1765 e 1795, importante na história da teoria política pela sua crítica ao jacobinismo na França e pela sua definição de partido político como um corpo de homens unidos em espírito público, que age como um élo constitucional entre o rei e o parlamento, dando consistência e força na administração, ou crítica fundamentada quando na oposição; Samuel Johnson (1709-1784) crítico, biógrafo, ensaísta, poeta e dicionarista, considerado uma das maiores figuras da vida e das letras no século XVIII na Inglaterra; Edward Gibbon (1737-1794) historiador, intelectual racionalista inglês, mais conhecido como o autor de The History of the Decline and Fall of the Roman Empire ("História do declínio e queda do Império Romano"), de 1776-88), uma narrative continua do século II DC até a queda de Constantinopla em 1453, e provavelmente também Benjamim Franklin (1706-1790), impressor e editor americano, autor, inventor, cientista, e diplomata, famoso pelas suas experiências com a eletricidade que resultaram na descoberta do para-raio, e que esteve na Inglaterra negociando interesses da América inglêsa e depois na França, para garantir apoio financeiro e militar para a guerra da independência dos Estados Unidos. Ao final de 1767 Smith voltou para Kirkcaldy, onde os seis anos seguinte foram gastos ditando e revisando o "Riqueza das Nações", seguidos por outra estada de três anos em Londres, onde o livro foi finalmente concluído, e publicado, em 1776. Apesar de não ter sido um sucesso popular imediato, o "Riqueza das Nações" foi recebido com admiração pelo largo círculo de amigos e admiradores de Smith. O ano seguinte ao da publicação do livro Smith foi indicado comissário ambos da alfândega e do imposto do sal para a Escócia, postos que lhe trouxeram um bom rendimento anual. Ele então agradeceu ao duque Buccleuch dizendo que ele não mais necessitava sua pensão, ao que o duque respondeu que seu senso de honra nunca lhe permitira deixar de paga-la. Smith estava portanto inteiramente bem nos anos finais de sua vida, que foi passada principalmente em Edimburgo com viagens ocasionais a Londres ou Glasgow, onde foi designado reitor da universidade. Residia então em Canongate, - a porta dos cônegos -, nome que recebeeu o lugar porque era o caminho usual dos cônegos de um antigo mosteiro, depois abadia Agostiniana, entre o mosteiro e a cidade. Por séculos, apesar de adjacente à capital, Conongate foi independente de Edimburgo. Era considerado um lugar ideal para se viver: fora dos muros da cidade; havia mais espaço e contacto com a natureza, casas com amplos jardins e pomares. A proximidade com o palácio da corte escocesa em Holyrood havia naturalmente atraído a nobreza para aquele sítio. Escoceses notáveis foram enterrados na Canongate Kirk, a igreja da paróquia local. No início de 1776, no retorno de uma de suas viagens a Londres, Smith cruzou no caminho com o amigo Hume que ia à capital, adoentado e esperando que aquela viagem pudesse lhe fazer bem. Por morte de Hume, Adam Smith foi seu executor literário, e adicionou ao "Vida", escrito por ele, uma carta expressando seu julgamento do amigo como "aproximando tão de perto a ideia de um homem perfeitamente lúcido e virtuoso quanto a fraqueza da natureza humana houvera de permitir". Os anos passaram quietamente, com várias revisões de ambos seus dois principais livros. Em 17 de julho de 1790, na idade de 67 anos, cheio de honras e reconhecimento, Smith morreu. Foi enterrado no pátio da igreja em Canongate, com um monumento simples dizendo que Adam Smith, autor do "Riqueza das Nações", estava enterrado ali. Assim como Hume, Smith nunca se casou, e quase nada se sabe do seu lado pessoal. Infelizmente seu arquivo pessoal foi destruído, e somente um retrato seu existe, um medalhão de seu perfil de sobrancelhas grossas, nariz aquilino e um lábio inferior saliente. Segundo vários testemunhos, ele era também um homem de muitas peculiaridades: tinha um modo vacilante de falar (até que aquecia para seu assunto), um modo de andar descrito como "vermicular" e acima de tudo uma cabeça muito distraída. Por outro lado, muitos contemporâneos mencionaram seu sorriso de "inexprimível bondade", seu tato político e seu expediente em conduzir os negócios as vezes difíceis da universidade de Glasgow. Atraiu estudantes de nações tão distantes quando a Rússia e seus últimos anos foram coroados não somente com expressões de admiração de muitos pensadores europeus mas também por um crescente reconhecimento, nos círculos governamentais democráticos, da importância de suas teses para a condução de uma política econômica prática.

FILOSOFIA: Como salienta o articulista Heilbroner, Adam Smith é o protótipo do filósofo iluminista: esperançoso porém realista, especulativo e ao mesmo tempo prático, sempre respeitador do passado clássico mas dedicado com afinco à grande descoberta de sua época, o progresso. Conhecido por seu trabalho An Inquiry Into the Nature and Causes of the Wealth of Nations ("Uma Investigação sobre a Natureza e Causas da Riqueza das Nações"), de 1776, foi na verdade um filósofo social, não um economista. Quando se examina o contexto de seu pensamento que inclui não apenas mais o seu The Theory of Moral Sentiments ("A Teoria dos Sentimentos Morais"), de 1759, mas também a obra que almejava publicar sobre os princípios gerais da lei e do governo, e as diferentes revoluções que esses princípios sofreram em diferentes épocas e períodos da sociedade, vê-se que sua obra prima "Riqueza das Nações", não é meramente um tratado de economia mas uma peça dentro de um sistema filosófico amplo que parte de uma teoria da natureza humana para uma concepção de organização política e de evolução histórica. O seu primeiro trabalho, "A Teoria dos Sentimentos Morais", lança os fundamentos psicológicos sobre os quais o "Riqueza das Nações" foi depois construído. No "A Teoria" Smith descreveu os princípios da "natureza humana" os quais, juntamente com Hume e outros filósofos da sua época, ele tomou como universais e imutáveis, e a partir dos quais supõe que as relações sociais do homem, tanto quanto seu comportamento pessoal, poderiam ser explicados e previstos.

Influência de Hutcheson. Uma questão em particular interessava Smith no "A Teoria dos Sentimentos Morais". Era o problema respectivo a qual é a fonte da habilidade do homem em formar juízos morais, face à sua aparentemente avassaladora paixão por auto-preservação e interesse próprio. A resposta de Smith é que está presente em cada um de nós um "homem interior" que desempenha o papel de "espectador imparcial", aprovando ou condenando nossas ações próprias e as dos outros com uma voz impossível de ser ignorada. Esta voz interior é, certamente, a voz do "sentido moral" em que acreditava seu mestre Francis Hutcheson, cujo pensamento foi a principal influência sofrida por Adam Smith na concepção de seu sistema filosófico. Egoísmo e Altruísmo. A tese do espectador imparcial, no entanto, esconde um aspecto mais importante do livro. Smith viu o homem como uma criatura guiada por paixões e ao mesmo tempo autorregulada pela sua habilidade de raciocinar e - não menos importante - pela sua capacidade de simpatia. Esta dualidade tanto joga os homens uns contra os outros, quanto os leva a criar racionalmente instituições pelas quais a luta mutuamente destrutiva pode ser mitigada e mesmo voltada para o bem comum. Ele escreveu no "A Teoria" a famosa observação que ele repetiria mais tarde no "Riqueza das Nações": que os homens interesseiros, egoístas, são freqüentemente "levados por uma mão invisível sem que o saibam, sem que tenham essa intenção, a promover o interesse da sociedade". No "A Teoria" Adam Smith confia no "homem interior", no "sentido moral", para que a criação do homem supere o comportamento predador de sua natureza. Estágios da evolução social. Apesar de ser considerada a primeira grande obra de economia política, na verdade o livro "Riqueza das Nações" é a continuação do primeiro, "A Teoria dos Sentimentos Morais". A questão abordada no "Riqueza" é da luta entre as paixões e o "espectador imparcial", ao longo da evolução da sociedade humana. É Adam Smith o primeiro filósofo a conceber uma organização dinâmica da sociedade no sentido de sua evolução para um sempre maior bem estar coletivo, uma linha depensamento que evoluirá no século XIX para o Utilitarismo.. Ele concebe como agente desse movimento a própria "natureza humana" levada por uma forte inclinação para a troca comercial e pelo desejo de melhoramento próprio, porém susceptível de ser guiada pelas faculdades da razão. Realmente, o problema a que Smith definitivamente se endereçava era o da luta interior entre a paixão e o "espectador imparcial" revelado no "A Teoria dos Sentimentos Morais". Essa luta tem quatro estágios de organização da sociedade, nos quais a história de todos os povos se desdobraria, não houvesse guerras, escassez de recursos, ou deliberado intervencionismo do governo. No Livro III, Smith delineia os quatro principais estágios dessa evolução: (1) O estágio original "rude", o estágio dos caçadores. Nesse estágio existe pouca propriedade e conseqüentemente raramente existe qualquer magistrado estabelecido ou qualquer administração regular de justiça. (2) O estágio de agricultura nômade, com a criação de rebanhos; começa uma forma mais complexa de organização social, com a instituição da propriedade privada, cuja manutenção e garantia requerem o indispensável apoio e suporte da lei e da ordem. Seguindo o pensamento de Locke, para Smith o governo civil, tanto quanto ele é instituído para a segurança da propriedade, é na realidade instituído para a defesa dos que tem posse e podem custeá-lo pagando impostos. (3) O estágio de fazendas, manorial do latifúndio ou feudal. Nesse estágio a sociedade requer novas instituições tais como salários que seriam determinados pelo mercado em lugar de determinados pelas corporações; e empreendimentos livres em lugar de controlados pelo governo. (4) O estágio de interdependência comercial, estágio final de perfeita liberdade em que atua a famosa "mão invisível", capaz de levar a ação ambiciosa e egoísta do homem a criar o bem estar geral da comunidade. Isto porque, havendo liberdade, o lucro dependerá da livre concorrência em apresentar ao público aquilo que o público espera de melhor. Vale dizer, só obterá lucro quem melhor servir à sociedade. Vencer a concorrência não requer apenas a venda pelo menor preço, mas também a criatividade, as invenções que aperfeiçoam os produtos, os serviços e as artes. Marx copiou de Smith esses estágios. A diferença é que Marx atribui a evolução à luta de classes, enquanto Adam Smith a atribui à própria natureza humana, dirigida pelo desejo de progresso pessoal e pelo uso da razão na procura de melhoramentos. A livre concorrência. Mas, enquanto o "A Teoria dos Sentimentos Morais" havia se apoiado principalmente na presença do "homem interior" para prover as necessárias restrições para a ação particular privada, o "Riqueza das Nações" não espera que essa natureza seja contida. Ao contrário, mas demonstra que são aqueles mesmos homens que agem segundo sua liberdade e pensam exclusivamente no próprio lucro, é que finalmente serão, involuntariamente, os motores do desenvolvimento social. "Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelo seu próprio interesse", diz Smith. É no inesperado resultado dessa luta competitiva por melhoramento próprio que "a mão invisível" regula a economia, e Smith explica como a mútua competição ou concorrência força o preço dos produtos para baixo até seus níveis "naturais", que correspondem ao seu custo de produção. Isto vem a ser o foco do Livro I e II, no qual Smith demonstra que este mecanismo protetor, conversor do mal em bem, é a concorrência e a competição. O desejo apaixonado do homem para melhorar sua condição pelo melhoramento próprio em detrimento do outro - "um desejo que vem conosco do útero materno e nunca nos deixa até que vamos para a sepultura - é transformado em um agente beneficente social, dando nascimento a uma sociedade ordenada e progressista. Divisão do trabalho. O "Riqueza das Nações" abre com uma famosa passagem descrevendo a divisão do trabalho em uma fábrica de alfinetes na qual dez pessoas, por se especializarem em várias tarefas, produzem 48.000 alfinetes por dia, comparada com uns poucos, talvez somente um, que cada um poderia produzir isoladamente. E no Capítulo II do mesmo Livro I é descrito o princípio que dá origem à divisão do trabalho no grupo social: "Essa divisão do trabalho, da qual derivam tantas vantagens, não é, em sua origem, o efeito de uma sabedoria humana qualquer...Ela é conseqüência necessária, embora muito lenta e gradual, de uma certa tendência ou propensão existente na natureza humana...a propensão a intercambiar, permutar ou trocar uma coisa pela outra." E dessa forma, a certeza de poder permutar toda a parte excedente da produção de seu próprio trabalho que ultrapasse seu consumo pessoal estimula cada pessoa a dedicar-se a uma ocupação específica, e a cultivar e aperfeiçoar todo e qualquer talento ou inclinação que possa ter por aquele tipo de ocupação ou negócio. A divisão do trabalho se equilibra pelo mesmo mecanismo da competição e da oferta e procura. Neste capítulo, Marx também copiou justamente aquilo que sempre foi imputado a ele, Marx, como o ponto mais nobre do marxismo, a alienação do trabalhador. É de Smith uma extensa digressão sobre esse problema. Ele escreveu com discernimento e originalidade sobre a degradação intelectual do trabalhador numa sociedade na qual a divisão de trabalho foi muito longe. Em comparação com a inteligência alerta do agricultor, o trabalhador especializado "geralmente se torna tão estúpido e ignorante quanto é possível para um ser humano se tornar". A melhor educação. No Artigo II do Volume II do "Riqueza" diz Smith que também as instituições para a educação podem propiciar um rendimento suficiente para cobrir seus próprios gastos. Ele não se ocupa de se é dever do Estado propiciar educação gratuita aos cidadãos. Ele apenas garante que, se esse for o caso, infalivelmente será a pior educação possível. Ele coteja o ensino particular com o público, este último exemplificado com o péssimo ensino que viu em Oxford, universidade onde os professores tinham seu salário garantido, mesmo que sequer dessem aulas. Quando o professor não é remunerado às custas do que pagam os alunos, "o interesse dele é frontalmente oposto a seu dever, tanto quanto isto é possível"... "é negligenciar totalmente seu dever ou, se estiver sujeito a alguma autoridade que não lhe permite isto, desempenhá-lo de uma forma tão descuidada e desleixada quanto essa autoridade permitir". Nesta situação, mesmo um professor consciencioso do seu dever, irá, segundo Smith, acomodar seu projeto de ensino e pesquisa a suas conveniências, e não de acordo com parâmetros reais de interesse de seus alunos. Crescimento econômico. A Análise de Smith do mercado como um mecanismo alto-regulador era impressionante. Assim, sob o ímpeto do apelo aquisitivo (em si mesmo inespecífico, aberto), o fluxo anual da riqueza nacional podia ser vista crescer continuamente. A riqueza das nações cresceria somente se os homens, através de seus governos, não inibissem este crescimento concedendo privilégios especiais que iriam impedir o sistema competitivo de exercer seus efeitos benéficos. Conseqüentemente, muito do "Riqueza das Nações", especialmente o Livro IV, é uma polêmica contra as medidas restritivas do "sistema mercantil" que favorecem monopólios no país e no exterior. Época Adam Smith é um dos filósofos do chamado "Iluminismo Escocês", que teve centro na universidade de Glasgow. Nasceu à época de George I, filho do eleitor de Hanôver e de Sofia, neta de Jaime I da Inglaterra, sucedido, em 1727, pelo filho George II. Os direitos de sucessão dessa dinastia haviam sido investigados e comprovados por Leibniz, quando esteve a serviço do eleitor de Hanôver. A Inglaterra de seu tempo vivia o período de grande atividade marítima que antecedeu a Revolução Industrial, porém envolvida em várias guerras: Guerras da Sucessão da Áustria e Guerra dos 7 anos envolvendo a França, a Áustria e a Rússia contra certas pretensões da Prússia, que pretendia direitos sobre a Silésia e teve o apoio da Inglaterra. Duas grandes revoluções fruto do pensamento iluminista têm lugar durante a vida`de Smith: a revolução americana e a revolução francesa. Na primeira, a França ajuda os americanos na guerra da independência, contra os ingleses, derrotados em Saratoga em 1777; o tratado de Versalhes de 1783 reconhece a independência americana, restitui a Flórida à Espanha e o Senegal à França. Na segunda, triunfam as idéias dos enciclopedistas franceses, principalmente as de Rousseau, que levam à instalação da república em França, em 1789.


Economia Clássica - Parte I

Adam Smith Apesar de ser considerada a primeira grande obra de economia política, na verdade o livro "Riqueza das Nações" é a continuação do primeiro, "A Teoria dos Sentimentos Morais". A questão abordada no "Riqueza" é da luta entre as paixões e o "espectador imparcial", ao longo da evolução da sociedade humana Adam Smith adotava um atitude liberal, apóia o não intervencionismo, pois ele acredita que o Intervencionismo prejudica mais. A desigualdade é vista como um incentivo ao trabalho e ao enriquecimento (logicamente os pobres querem ficar ricos e atingir o nível das classes ricas e mais beneficiadas), sendo uma condição fundamental para que as pessoas se mexam e tentem atingir níveis melhores de vida. O problema desta análise, é que apesar de ser feita à luz da ética, indica o não intervencionismo. Como resolver este problema da justiça social e da equidade. Adam Smith aponta um caminho - o Progresso Económico.

Progresso Econômico A Análise de Smith do mercado como um mecanismo alto-regulador era impressionante. Assim, sob o ímpeto do apelo aquisitivo (em si mesmo inespecífico, aberto), o fluxo anual da riqueza nacional podia ser vista crescer continuamente. A riqueza das nações cresceria somente se os homens, através de seus governos, não inibissem este crescimento concedendo privilégios especiais que iriam impedir o sistema competitivo de exercer seus efeitos benéficos. Conseqüentemente, muito do "Riqueza das Nações", especialmente o Livro IV, é uma polêmica contra as medidas restritivas do "sistema mercantil" que favorecem monopólios no país e no exterior A grande contribuição de Adam Smith para o Pensamento Económico é exatamente a chamada "Teoria da Mão Invisível". Para este autor todos aplicam o seu capital para que ele renda o mais possível. A pessoa ao fazer isto não tem em conta o interesse geral da comunidade, mas sim o seu próprio interesse - neste sentido é egoísta. O que Adam Smith defende é que ao promover o interesse pessoal, a indivíduo acaba por ajudar na prossecução do Interesse Geral e coletivo. Dizia ele, que não pelo benevolência do padeiro ou do açougueiro que nós temos o nosso jantar, mas é pelo egoísmo deles, pois os homens agindo segundo seu próprio interesse é que todos se ajudam mutuamente Neste caminho ele é conduzido e guiado por uma espécie de Mão Invisível. Adam Smith acredita então que ao conduzir e perseguir os seus interesses, o homem acabo por beneficiar a sociedade como um todo de uma maneira mais eficaz. Graças à mão invisível não há necessidade de fixar o preço. Por exemplo, a Inflação é corrigida por um reequilibro entre Oferta e Procura, reequilibro esse que seria atingido e conduzido pela Mão Invisível, é pois o início da Glorificação do Mercado que Adam Smith preconiza.

O Estado Para Adam Smith o Estado deve desempenhar 3 funções: · Manutenção da Segurança Militar · Administração da Justiça · Erguer e manter certas instituições públicas. Adam Smith acredita que a intervenção do Estado noutros domínios para além de ser inútil é também prejudicial. O comércio implica uma liberdade de circulação. Assim podem-se adquirir mais quantidades a menores preços no Estrangeiro, essa liberdade deve ser procurada, nem que tal implique desigualdade (não esquecer que um dos fundamentos de Adam Smith é a tal desigualdade geradora do crescimento). Para este autor o progresso pode ser dividido em 3 etapas: · A caça e Pastorícias Pre-Feudal · A Sociedade Agrícola · A Sociedade Comercial A passagem faz-se através de transformações na propriedade. Atingida o Sociedade Comercial, só existem uma fonte de crescimento Economico - a Divisão do Trabalho. Adam Smith como se pode ver é o pai da Economia Liberal, foi ele que lhe deixou os seus principais fundamentos - cujo expoente máximo é a chamada teoria da Mão Invisível.

A melhor educação No Artigo II do Volume II do "Riqueza" diz Smith que também as instituições para a educação podem propiciar um rendimento suficiente para cobrir seus próprios gastos. Ele não se ocupa de se é dever do Estado propiciar educação gratuita aos cidadãos. Ele apenas garante que, se esse for o caso, infalivelmente será a pior educação possível. Ele coteja o ensino particular com o público, este último exemplificado com o péssimo ensino que viu em Oxford, universidade onde os professores tinham seu salário garantido, mesmo que sequer dessem aulas. Quando o professor não é remunerado às custas do que pagam os alunos, "o interesse dele é frontalmente oposto a seu dever, tanto quanto isto é possível"... "é negligenciar totalmente seu dever ou, se estiver sujeito a alguma autoridade que não lhe permite isto, desempenhá-lo de uma forma tão descuidada e desleixada quanto essa autoridade permitir". Nesta situação, mesmo um professor consciencioso do seu dever, irá, segundo Smith, acomodar seu projeto de ensino e pesquisa a suas conveniências, e não de acordo com parâmetros reais de interesse de seus alunos

A Teoria de valor de Adam Smith A teoria do valor-trabalho é o reconhecimento de que em todas as sociedades, o processo de produção pode ser reduzido a uma série de esforços humanos. Geralmente os seres humanos não conseguem sobreviver sem se esforças para transformar o ambiente natural de uma forma que lhes seja mais conveniente. O ponto de partida da teoria de Smith foi enfatizado da seguinte maneira: O trabalho era o primeiro preço, o dinheiro da compra inicial que era pago por todas as coisas. Assim, Smith afirmou que o pré-requisito para qualquer mercadoria ter valor era que ela fosse produto do trabalho humano. Smith conclui que o valor do produto era a soma de três componentes: o salário, os lucros e os aluguéis. Como os lucros e os aluguéis tem que ser somado aos salários para a determinação dos preços, onde a teoria dos preços de Smith foi chamada de teoria da soma. Uma mera soma dos três componentes básicos para o preço. Smith estabeleceu distinção entre preço de mercado e preço natural. O preço de mercado era o verdadeiro preço da mercadoria e era determinado pelas forças da oferta e da procura. O preço natural era o preço ao qual a receita da venda fosse apenas suficiente para dar lucro, era o preço de equilíbrio determinado pelos custos de produção, mas estabelecido no mercado pelas forças da oferta e da procura. Havia uma relação entre esses dois preços que era: o preço natural era o preço de equilíbrio determinado pelos custos de produção, mas estabelecido no mercado pelas forças da oferta e da procura. Havia dois grandes pontos fracos na teoria dos preços de Smith: Primeiramente os três componentes dos preços salários, lucros e aluguéis eram eles próprios preços ou derivavam de preços, uma teoria que explica os preços com base em outros preços não pode explicar os preços em geral. Smith afirmava que o valor de uso e o valor de troca não estavam sistematicamente relacionados. O segundo grande ponto fraco da teoria dos preços baseados no custo de produção de Smith era que a teoria levava a conclusões sobre o nível geral de todos os preços, ou em outras palavras, sobre o poder aquisitivo da moeda, e não aos valores relativos de diferentes mercadorias. A melhor medida do valor em sua opinião era quantidade de trabalho que qualquer mercadoria poderia oferecer numa troca. Dado o papel fundamental do Trabalho no processo de formação de riqueza, Adam Smith defende que o valor de troca deveria ser igual ao salário, mas o que acaba por verificar é que o valor de troca é diferente do preço. Como é que isto podia acontecer?? Dado que o Trabalho criava a riqueza, e consequentemente o preço do bem, não deveria ser o Preço apenas o valor do trabalho Contido?? Não. Pois o Preço de um bem para além de conter o Salário, contem também o lucro do capital e a Renda Preço=Salário+Rendas+lucro do Capital Adam Smith faz uma distinção fundamental entre o Preço Natural e o Preço de Mercado, a saber: · Preço Natural : Reflete o conteúdo em termos de remunerações, sem influência da Procura · Preço de Mercado : Surge do confronto entre a Procura e a Oferta de Curto Prazo O Preço natural acaba por ser um preço referência.

A Teoria da Repartição do Rendimento Adam Smith defende que o rendimento é a soma dos Salários com os Lucros e as Rendas. Rendimento = Salários + Lucros + Rendas A) Quanto aos Salários que distinguir entre: · Salário dos ocupados na produção à Deve ser o mínimo necessário para assegurar a subsistência. Este salário evoluir com a Economia (Em expansão deve ser superior). Adam Smith entende trabalho produtivo como aquele que participa na transformação dos bens materiais. · Salário dos Trabalhadores Não Produtivos à Adam Smith entende que o trabalho não produtivo é aquele que é impossível de vender. São exemplos de trabalhadores não produtivos os criados, os funcionários, e os produtores de serviços B) Lucro do Capital à Adiantamento sobre o valor criado pelo trabalho, acaba por representar a remuneração devida ao Capital em Risco C) Renda Fundiária à Diferença entre o Preço e a Soma dos Salários com os lucros que será paga ao Proprietário. Analiticamente: Renda = Preço - (Salários + Lucros)


resumindo:

Adam Smith (1723-1790)
O Formulador da Teoria Econômica

Adam Smith explica que a “mão invisível” não funcionaria adequadamente se houvessem impedimentos ao livre comércio. Ele era, portanto, um forte oponente aos altos impostos e às intervenções do governo, que afirmava resultar em uma economia menos eficiente, e assim fazendo gerar menos riqueza. Contudo, Smith reconhecia que algumas restrições do governo sobre a economia são necessárias. Este conceito de “mão invisível” foi baseado em uma expressão francesa, “laissez faire”, que significa que o governo deveria deixar o mercado e os indivíduos livres para lidar com seus próprios assuntos.

Deve-se saber que Smith não foi um economista ingênuo. Ele estava ciente dos abusos praticados por muitas empresas privadas, e denunciou as formações de monopólios, que ocorrem quando uma firma é a única produtora de um certo produto. Adam Smith também criticou seriamente as conspirações comerciais e cartéis que ocorrem quando um grupo de empresários, produtores de um mesmo bem de consumo, estabelece um determinado preço. Estes fenômenos econômicos poderiam obviamente prejudicar os trabalhos da “mão invisível” onde uma economia funciona melhor quando há bastante competição, resultando em produtos melhores sendo fabricados na quantidade apropriada e nos menores preços possíveis.

As teorias econômicas de Adam Smith foram amplamente aceitas, e economistas famosos posteriormente utilizaram-nas em seus trabalhos. Sua obra, A Riqueza das Nações, foi escrita de forma clara e compreensível e foi lida e reverenciada por muitos. Seus argumentos a favor da pouca interferência governamental nos negócios, na taxação e tributação e livre comércio influenciaram a economia mundial durante o século XIX, e continua influenciando até os dias de hoje.

Smith foi o fundador do estudo sistemático e organizado da Economia e um dos principais pensadores na história humana.

Adam Smith faleceu em 17 de julho de 1790.

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