Poesias Depresivas
| "Saudade sדo aquelas lembranחas que nדo nos deixam mais... Que nos perturbam querendo ser reais novamente, mas nada podemos fazer! Se um dia me cansar de pedir ajuda ao Mensageiro de luz (meu anjo), que parece nunca me ouvir pois nדo responde, sei que quem responderב no lugar dele serב o Mensageiro da morte!" |
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| "Estou preso ao meu mundo, Nele nדo existe maldade, Ninguיm que possa me ferir, Fico feliz ao me ver na escuridדo... Apenas eu e meus sonhos Confortבvel solidדo... Apenas eu e meus desejos. Nesta foto, minha amada י linda, Mas sף existe em meu coraחדo, nדo י nada... Namoro com o som das בguas, Com o calor do sol, com a brisa ensolarada, Com a escuridדo da noite, com sua luz embriagada. No mundo paralelo das pessoas, Finjo a alegria, finjo um sorriso, Assim como o Sol י amarelo, Esta minha vida י negra, insםpida, Vida de mente e corpo fechado, mas protegido de um outro mundo, um mundo do qual nדo acredito que vim." |
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| "Meu choro י raivoso Minha mente י perigosa Minha paixדo י recolhida Meu pensamento vai e volta O mundo para por alguns segundos. Tenho muitas dתvidas, muitas interrogaחץes, muitas perguntas Perguntas que nדo consigo fazer Tenho medo de perder, perder o que nunca tive, o que nunca toquei, o que nunca foi meu... O que fazer quando vocך nדo tem mais o que imaginar? Nדo sei qual vai ser minha prףxima reaחדo Estou com medo!" |
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| "ֹ complicado fingir, complicado se segurar Eu mesma me seguro ְs vezes penso na vida e procuro um motivo para estar aqui ֹ difםcil viver quando nדo se tem um motivo para isso ֹ difםcil andar quando quero correr ֹ difםcil falar quando quero gritar ֹ difםcil abraחar quando quero beijar ֹ fבcil amar, difםcil י achar alguיm que mereחa esse amor!" |
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Anjos que choram
Entre
quatro frias paredes
Cela solitária
Aqui apenas mais jovens corpos
Unidos não só pela dor
Mas pelo querer
Ser
livre era ser morto
Viver calado Para nós não é vida
Sobrevivência para muitos
Para os fracos
Surdo
pelos gritos
Um querer de respostas
Entre a dor e o sangue
Durante choques
Por
toda a fase de temporal
Aqui no céu
Que chorava por seus filhos
Mortos, esquecidos, sumidos
Durante
toda a minha estada no inferno
Lutei pela vida
Não apenas por ela
Eu queria poder voar
Mas
queriam cortar minhas asas
Por isso esse pássaro morreu
Como muitos
Mas a liberdade brotou por nossas mãos
No
escuro jardim do Brasil
Em troca de muitas vidas
Depois da chuva vermelha
Mas há ainda hoje
Os
anjos que choram
Por que as marcas são profundas
E nunca serão esquecidas
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A Morte
Tão
doce é a morte que vem e te toca
Tão fria, tão calma, de lâmina afiada e presença letal...
...dá-te o seu toque, o último sentido, o último vivido e o primeiro a morrer.
Nem sente, nem vê. Mas sabe!
Foi um fim sem começo para um começo sem fim.
A dor nem tanto foi crítica, mas o arrependimento, torturante
No pensamento insano, desesperado...
...é a morte!
O total contrário desta vida, mas que te dá vida, porém eterna.
Talvez isolada, sofrida, ou mesmo calma.
Quem sabe?
Não
precisa e nem adianta sentir medo, e nem ter coragem.
A inércia desta hora será grande, será infinita.
Seu fim lembrado, muitas vezes ao acaso.
Alguma lembrança sem valor - mas lembrança - deixada para trás.
Tão
simples, também, é a morte por ser morte.
Por não morrer. Ao contrário da vida que sempre acaba, sempre morre.
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A Noite
Demos um passo vazio e submerso.
Vago no céu estrelado.
Caminhamos em direção ao nada,
nas margens do universo.
Vago na escuridão.
Descemos na noite impura,
madrugada insana e incerta.
Vago na tempestade.
Nosso olhar flutua em direção ao espelho.
Vago pela multidão.
Minúscula certeza do brilho
e da tua presença.
Vago na dimensão.
Volte e me peça,
fale e não se esqueça.
Vago na crueldade.
Acabou a madrugada.
Vago e fracasso.
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As Trevas
Eu tive
um sonho que não era em tudo um sonho.
O sol esplêndido extinguira-se, e as estrelas
Vaguejavam escuras pelo espaço eterno,
Sem raios nem roteiro, e a enregelada terra
Girava cega e negrejante no ar sem lua;
Veio e foi-se a manhã - veio e não trouxe o dia;
E os homens esqueceram as paixões, no horror
Dessa desolação, e os corações, esfriaram
Numa prece egoísta que implorava luz:
E eles viviam ao redor do fogo; e os tronos,
Os palácios dos reis coroados, as cabanas,
As moradas, enfim, do gênero que fosse,
Em chamas davam luz; cidades consumiam-se
E os homens se juntavam juntos as casas ígneas
Para ainda uma vez olhar o rosto um do outro;
Felizes quando residiam bem à vista
Dos vulcões e de sua tocha montanhosa;
Expectativa apavorada era a do mundo;
Queimavam-se as florestas - mas de hora em hora
Tombavam, desfaziam-se - e, estralando, os troncos
Findavam num estrondo - e tudo era negror.
À luz desesperante a fronte dos humanos
Tinha um aspecto não terreno, se espasmódicos
Neles batiam os clarões; alguns, por terra,
Escondiam chorando os olhos; apoiavam
Outros o queixo às mãos fechadas, e sorriam;
Muitos corriam para cá e para lá,
Alimentando a pira, e a vista levantavam
Com doida inquietação para o trevoso céu,
A mortalha de um mundo extinto; e então de novo
Com maldições olhavam para a poeira, e uivavam,
Rangendo os dentes; e aves bravas davam gritos
E cheias de terror voejavam junto ao solo,
Batendo asas inúteis; as mais rudes feras
Chegavam mansas e a tremer; rojavam víboras,
E entrelaçavam-se por entre a multidão,
Salvando, mas sem presas - e eram devoradas.
E fartava-se a Guerra que cessara um tempo,
E qualquer refeição comprava-se cm sangue;
E cada um sentava-se isolado e torvo,
Empanturrando-se no escuro; o amor findara;
A terra era uma idéia só - e era a de morte
Imediata e inglória; e se cevava o mal
Da fome em todas as entranhas; e morriam
Os homens, insepultos sua carne e ossos;
Os magros pelos magros eram devorados,
Os cães salteavam os seus donos, exceto um,
Que se mantinha fiel a um corpo, e conservava
Em guarda as bestas e aves e os famintos homens,
Até a fome os levar, ou os que caíam mortos
Atraírem seus dentes; e ele não comia,
Mas com um gemido comovente e longo, e um grito
Rápido e desolado, e relambendo a mão
Que já não o agradava em paga - ele morreu.
Finou-se a multidão de fome, aos poucos; dois,
Porém de uma cidade enorme resistiram,
Dois inimigos, que vieram a encontrar-se
Junto às brasas agonizantes de um altar
Onde se haviam empilhado coisas santas
Para um uso profano; eles as revolveram
E trêmulos rasparam, com as mãos esqueléticas,
As débeis cinzas, e com um débil assoprar
Para viver um nada, ergueram uma chama
Que não passava de arremedo; então alçaram
Os olhos quando ela se fez mais viva, e espiaram
O rosto um do outro - ao ver, gritaram e morreram
- Morreram de sua própria e mútua hedioondez,
Sem um reconhecer o outro em cuja fronte
Grafara a fome "Diabo". O mundo se esvaziara,
O populoso e forte era uma informe massa,
Sem estações nem árvores, nem erva, homem, vida,
Massa informe de morte - um caos de argila dura.
Pararam lagos, rios, oceanos: nada
Mexia em suas profundezas silenciosas;
Sem marujos, no mar as naus apodreciam,
Caindo os mastros aos pedaços; e, ao caírem
Dormiam no abismo sem fazer mareta,
Mortas as ondas, e as marés na sepultura,
Que já findara sua lua senhoril.
Os ventos feneceram no ar inerte, e as nuvens
Tiveram fim; a Escuridão não precisava
De seu auxílio - as Trevas eram o Universo.
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Morrer
Eu fico
aqui perdida
Vendo morrer meus sonhos
Assistindo serem vencidos os meus desejos
Sentindo a dor de nada ter
Falecendo por dentro sem nada saber
Sentindo ainda na boca o teu gosto
E no corpo a dor da tua falta
Rompeu-se a esperança
Partiu-se a segurança
E ficou esta dor maldita que me estraçalha o peito
Corro, me escondo, mas não tem jeito
Ela não vai embora
E quando finge desaparcimento
Não fica sumida por muito tempo
Assim que penso estar feliz
Me alveja com sua ira
Queima meus olhos e de mim faz pó
OH! Morte amiga me livra deste infortúnio
Me tira esta angústia
Me feche os olhos e descanse o peito
Para que enfim
Possa morrer
Por balas de festim
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Morte
Hoje
nao poderás nem ver nem ouvir,
e é melhor assim;
Mas, um dia, o véu que cobre vossos olhos
será retirado pela mao que o teceu;
E a argila que obstrói vossos ouvidos
será rompida pelos dedos que a amassaram;
Entao verás;
Entao ouvirás;
E nao deplorarás ter conhecido a cegueira e a surdez;
Pois, naquele dia,
compreenderás a finalidade oculta de todas as coisas;
E abençoarás as trevas como abençoas a luz
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O vampiro da Noite
Ele sai à meia-noite!
Se esvái na treva nascente...
Tragado
Pela escuridão decadente. ...
Ao longe...um uivo de lamento...
Em negras brumas se converte o firmamento...
Ocultando, das estrelas...a vigília dormente...
Só da lua , o resquício opaco prevalesce...
A epiderme nua...com o frio estremece...
Cai...despenca a noite, sobre ele...seu negro manto...
Anestesia o medo...afinal...ele é seu filho...
Um filho acolhido pelo manto da mãe...
Apaga a dor...
Despreza a existência...
Só da luz a reminiscência...
Dos céus nem mais roga a clemência...
Da solidão...morte...vazio...destruição...
O alívio...no sepúlcro iminente que busca...
Busca...além...
Além da dor , além do desespero...
Nessa trincheira sem armas ...
Nessa batalha de si mesmo...
Continua...corre a esmo...
Vencido pelas trevas...
Engolido no abismo infinito...
A transmutação se processa...
Se cumpre a maldita promessa...
Nasce o servo das trevas,
No cântico que o vento professa...
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