Introducao ao Vampirismo

 

Vampirismo

"Fê-los sair das Trevas e das Sombras da Morte e rompeu os seus laços..."

Salmo CVII, 14

 


Existem muitos mitos e histórias contando como se originou o vampirismo. Uns falam que se originou no Egito, com bases no livro dos mortos (livro sagrado do local); outros dizem que foi na Europa Oriental, no século XVIII (século das luzes). Sem entrar em tabelas cronológicas, personagens famosos, pois isso citarei em outra página...tentarei esclarecer e passar a vocês o que há de mais verdadeiro sobre vampirismo.

Lenda ou não, há várias histórias, citarei duas que poderão ajudar você a entender mais:

Egito - O Começo de Tudo

Europa, Século das Luzes - Cenário Perfeito

 

Egito - O Começo de Tudo

Há em muitos livros relatos sobre seres que sugam sangue de outros seres desde a pré história, isso devido ao sangue carregar muito mais que proteínas, oxigênio e alimento. O sangue é o veículo da alma, das emoções, dos pensamentos e do prazer.Por isso é que há essa necessidade do vampiro sugar o sangue.
Dizem que o primeiro caso ocorreu com o Demônio Ornias.
"Havia na época da construção do palácio do Rei Salomão um funcionário seu que de repente começou a adoecer, e a sofrer de anemia... E depois de muita luta, foi descoberto que esse rapaz era constantemente atacado durante as noites por um demônio de nome Ornias, que tinha o poder de lhe picar e sugar-lhe o sangue... "
Fora essa, há muitas histórias, anteriores, mas sempre com o mesmo contexto: um demônio que escolhe sua vítima e faz-lhe um orifício no pescoço permanecendo-lhe fixo e sugando o máximo sangue possível.
Por isso que não acerditam que o vampirismo possa existir em uma determinada época ou lugar, com uma determinada pessoa.
A escritora Rice autora do livro "A Rainha dos Condenados", possui uma teoria parecida, em partes, com essa.
Acredita-se que acontece vampirismo também com a múmias. Mas no caso das múmias, é um vampirismo mais energético, pois o vampiro ia se alimentar utilizando o corpo da múmia e quando não encontrava seu alimento, como oferenda por exmplo, voltava sua atenção para os vivos, sugando-lhes primeiro a energia e depois o sangue para manterem-se presos na carne.
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Europa, Século das Luzes - Cenário Perfeito

O Vampirismo é uma lenda presente desde tempos antiqüíssimos e em diversas regiões, no entanto, no século XVIII assistimos a uma verdadeira avalanche de casos e histórias, quase todos oriundos da Europa oriental, que colocou em polvorosa a opinião pública e despertou a curiosidade e o espanto de filósofos, religiosos e autoridades governamentais.
Conhecido como o século das luzes, foi uma época em que o saber e a ciência deram passos consideráveis. Pensa-se que a razão tudo explicaria, e que as crenças e superstições seriam coisas do passado. Por outro lado, as seitas místicas e esotéricas também aumentavam, o que fazia desta época um tempo de contradições.
Jornais franceses desta época chegaram a estampar reportagens sobre impressionantes histórias, que fazia do vampirismo um assunto dos mais destacados dentro do imaginário popular.
Conta-se que neste tempo, em muitas regiões da Europa oriental o vampirismo tornou-se uma verdadeira praga, atingindo dezenas de jovens, velhos, crianças e até mesmo animais. Por esta época, segundo narrativos, hordas de mortos-vivos assombravam de forma horripilante vilas e aldeias, fala-se que a volúpia destes espectros era tamanha que seus cadáveres eram encontrados nadando em sangue pelas sepulturas.
Diante tal realidade, as autoridades passaram a encarar o vampirismo na medida em que se tratava de uma epidemia incontrolável, segundo muitos relatos. Para se ter uma idéia, conta-se que soberanos húngaros chegaram a determinar a formação de comissões para estudar o fenômeno, considerado como uma praga que colocava em risco o poder do estado e das autoridades constituídas.
Neste tempo, chegou-se a determinar a incineração e perfuração dos corações de todos os cadáveres de cemitérios, onde por ventura habitassem um ou mais vampiros, na medida em que supunha-se que o írus do vampír poderia inclusive atingir os mortos que ali jaziam.
Fala-se que nesta época, fogueiras ardiam por muito tempo incinerando diversos cadáveres suspeitos de vampirismo, e que durante estes grandes rituais de incineração todos os animais que se encontrassem nas proximidades também eram queimados, pois acreditava-se que os vampiros poderiam encarnar em algum deles, escapando assim da destruição definitiva.
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