GREENPEACE
GREENPEACE
GreenPeace

Hosted by www.Geocities.ws

by JOKER THE JOKER
SEJAM BEM VINDOS AO MUNDO VERDE
GREENPEACE


PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE TRANG�NICOS
GREENPEACE



1. Por que o Greenpeace se op�e aos transg�nicos?
Conseq��ncias desconhecidas - O Greenpeace faz campanha contra a libera��o de transg�nicos ou organismos geneticamente modificados (OGMs) no meio ambiente e se op�e ao seu uso na alimenta��o humana e animal. Para a organiza��o, os resultados da utiliza��o de transg�nicos s�o imprevis�veis, incontrol�veis e desnecess�rios.Perda de Biodiversidade - Sabemos que as conseq��ncias nocivas de novas tecnologias muitas vezes s� poder�o ser percebidas ap�s muitos anos. Entre as poss�veis conseq��ncias dos transg�nicos, os cientistas prev�em o empobrecimento da biodiversidade, o que pode interferir negativamente no equil�brio ecol�gico e na seguran�a alimentar.Aumento do uso de agrot�xicos - A utiliza��o de transg�nicos com resist�ncia a herbicidas na agricultura pode levar ao aparecimento de "superpragas" e ao desequil�brio ecol�gico do solo, al�m da contamina��o do solo e dos len��is de �gua, devido ao uso intensificado de agrot�xicos.Amea�a � seguran�a alimentar - Antigamente, pensar em patentear plantas, animais ou genes n�o poderia sequer ser considerado. Hoje, com a patente sobre a vida, o produtor t�m que pagar royalties pelas plantas patenteadas e as sementes que produzem, por todas as gera��es futuras. Isso � uma amea�a � seguran�a alimentar e � biodiversidade.Falta de estudos - Conseq��ncias preocupantes para a sa�de humana seriam o aparecimento (ou aumento) de alergias provocadas por alimentos geneticamente modificados; o aumento da resist�ncia a antibi�ticos; e o aparecimento de novos v�rus, mediante a recombina��o de v�rus "engenheirados" com outros j� existentes. Os transg�nicos est�o sendo utilizados de forma indiscriminada na alimenta��o humana e animal, sem que estudos suficientes que comprovem a sua seguran�a fossem realizados. O que exigimos � que seja implementado o Princ�pio da Precau��o sobre a quest�o dos transg�nicos. Mais detalhes sobre esse Princ�pio podem ser encontrados no documento http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/principio_precaucao.pdf

2. Quais os danos � sa�de e ao meio ambiente causados pelos transg�nicos?
At� hoje, n�o se sabe a extens�o do impacto que essas experi�ncias gen�ticas podem causar ao homem e ao meio ambiente. Os impactos ambientais mais graves causados pelo cultivo de transg�nicos s�o: a diminui��o da biodiversidade; a contamina��o gen�tica (cruzamento de OGMs com plantas convencionais); o surgimento de superpragas (resistentes a herbicidas), o desaparecimento de esp�cies; e o aumento da utiliza��o de herbicidas.Em rela��o � sa�de humana, o que se sabe por enquanto � que os transg�nicos t�m causado um aumento de casos de alergia, principalmente entre crian�as, al�m do aumento da resist�ncia a antibi�ticos. Duas plantas transg�nicas podem cruzar entre si e gerar um descendente n�o esperado ou previsto pelos cientistas. No Canad�, por exemplo, a canola transg�nica Roundup Ready cruzou com a canola transg�nica Liberty Link, o que resultou em uma canola supertransg�nica. Al�m disso, as plantas transg�nicas podem produzir subst�ncias novas e desconhecidas, t�xicas ao homem.

3. Os transg�nicos reduzem a necessidade do uso de agrot�xicos?
Hoje existem duas tecnologias diferentes que representam quase a totalidade da �rea de transg�nicos plantados no mundo: os transg�nicos criados para produzir uma toxina que substitui os inseticidas, chamadas de "plantas inseticidas"; e os transg�nicos criados para serem resistentes aos herbicidas, um tipo de agrot�xicos que mata as ervas daninhas (mato).A soja transg�nica Roundup Ready pertence � classe das plantas com resist�ncia aos herbicidas. Roundup � o nome comercial do herbicida glifosato. Assim, o nome da planta modificada geneticamente significa "pronta para o Roundup". Em 2003, os cultivos com resist�ncia aos herbicidas representaram 73% da �rea plantada com transg�nicos no mundo todo.A avalia��o feita ao longo dos nove primeiros anos de cultivos dos transg�nicos nos EUA mostra que nos tr�s primeiros anos do cultivo de plantas com resist�ncia aos herbicidas, houve uma redu��o na quantidade de agrot�xicos usados na agricultura daquele pa�s. Entretanto, do sexto ano em diante a quantidade de agrot�xicos usada nas lavouras transg�nicas aumentou assustadoramente. Isso aconteceu principalmente devido ao surgimento das "superpragas".Esse fato pode ser comparado com o uso de um antibi�tico para combater uma doen�a. No in�cio, o efeito � muito bom. Mas ao longo do tempo, o microorganismo adquire resist�ncia e torna-se necess�rio aumentar as doses do antibi�tico. At� que um dia ele n�o tem mais efeito, e � necess�rio mudar de produto. Mais detalhes podem ser encontrados no documento http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/super_ervas.pdf

4. Alguns cientistas e �rg�os de pesquisa afirmam que ainda n�o foi comprovado que o transg�nico faz mal � sa�de e ao meio ambiente. Por que discriminar a tecnologia?
O Greenpeace defende que sejam estabelecidos mecanismos de prote��o ambiental para prevenir os riscos dos transg�nicos. Para a organiza��o, todo produto transg�nico deve passar por estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA) antes de sua libera��o. A soja transg�nica ainda n�o foi submetida a nenhum estudo desse tipo, por�m est� sendo cultivada no Pa�s indiscriminadamente. As medidas que visam garantir a seguran�a dos alimentos transg�nicos s�o t�o fracas quanto as que tratam de seus riscos ambientais. No entanto, autoridades que regulamentam este tipo de produto nos EUA, como o Departamento de Agricultura Americano e a FDA (Food and Drug Administration), continuam a aprovar o uso e a distribui��o de produtos transg�nicos. Na maioria dos casos, as decis�es foram baseadas nas evid�ncias apresentadas pelas pr�prias empresas. No Brasil, a CTNBio (Comiss�o T�cnica Nacional de Biosseguran�a), �rg�o do governo que avalia a seguran�a dos alimentos geneticamente modificados, adotou o mesmo procedimento para dar o parecer positivo para variedades de soja da Monsanto, em setembro de 1998. Na Uni�o Europ�ia, h� um crit�rio mais rigoroso. Oficialmente, ainda n�o foram apresentados estudos relacionados � seguran�a ambiental da soja. At� hoje, n�o foi nem mesmo autorizada a aplica��o de Roundup (herbicida glifosato) sobre a planta, o que � necess�rio no caso da soja transg�nica - na soja convencional, esse herbicida � aplicado nas ervas daninhas que est�o no solo, antes de a soja brotar. Os estudos apresentados at� o momento s� foram realizados em outros pa�ses e pelas pr�prias ind�strias de biotecnologia.

5. Como e para que a soja transg�nica Roundup Ready foi modificada geneticamente?
Foram inseridos na soja Roundup Ready da Monsanto genes de v�rias esp�cies diferentes, a fim de que a planta adquirisse resist�ncia ao agrot�xico glifosato. Esse agrot�xico tem a fun��o de eliminar as ervas daninhas da lavoura da soja. Assim, com a soja transg�nica o agricultor pode usar o agrot�xico � vontade, eliminando todo o mato sem causar danos � planta da soja. Entre os genes inseridos na soja RR est�o o de um v�rus, o de duas bact�rias e o de uma flor, al�m de tr�s genes inseridos acidentalmente. A bact�ria de solo Agrobacterium SP4 forneceu o gene mais importante para a soja transg�nica, chamado de EPSPSCP4. Esse gene codifica uma enzima que modifica o comportamento bioqu�mico da planta, permitindo que o herbicida glifosato n�o a mate. Com a fun��o de fazer o "pacote de genes" funcionar sem interrup��o, foi inserido na soja RR o v�rus do mosaico da couve-flor (CaMV35S), chamado de gene promotor. Da flor Petunia hybrida, foi retirado um gene chamado de CTP4, que codifica um pept�dio. J� a bact�ria Agrobacterium tumefasciens forneceu o gene NOS, respons�vel por funcionar como o final da seq��ncia de genes ex�ticos. Al�m desses genes que fazem parte do pacote patenteado, foram descobertos, anos mais tarde, tr�s fragmentos de genes desconhecidos presentes na soja RR. Dois deles foram descobertos em 2000 - um com 72 pares de bases (menor fra��o do c�digo gen�tico) e outro com 250 pares de bases foram identificados como fragmentos do gene EPSPSCP4 quebrado. Outro, descoberto em 2001 com 534 pares de bases, � chamado de "desconhecido". Em 2002, cientistas descobriram que um dos fragmentos e o gene desconhecido codificam RNA (�cido ribonucl�ico), e portanto podem estar produzindo prote�nas desconhecidas.

6. Como � feito o controle dos alimentos e medicamentos feitos a partir de soja, com rela��o � presen�a de OGMs?
Para que exista um controle dos medicamentos feitos a partir de soja, assim como de todos os alimentos que cont�m soja, deve ser conhecida a origem da mat�ria-prima, ou seja, dos gr�os que s�o comprados dos agricultores. O teste b�sico de transgenia em gr�os � r�pido e barato, enquanto o teste feito sobre os alimentos processados industrialmente � demorado e caro. Algumas vezes, dependendo do tipo de processamento, n�o � poss�vel fazer o teste de DNA no produto final. Portanto, o controle de transgenia deve ser feito ao longo da cadeia de produ��o, do campo at� a ind�stria. O consumidor, sempre que tiver d�vidas, deve entrar em contato com a empresa respons�vel pelo produto, a fim de questionar se ela exerce o controle para impedir a presen�a de transg�nicos em seus alimentos ou medicamentos. O Greenpeace mant�m em seu site o Guia do Consumidor atualizado. Na coluna verde, est�o as ind�strias que assumiram um rigoroso controle de mat�ria-prima para impedir a contamina��o transg�nica. O Guia do Consumidor pode ser consultado no endere�o http://www.greenpeace.org.br/consumidores/guiadoconsumidor.php

7. Por que n�o consumir transg�nicos? O que � realmente prejudicial ou n�o?
O consumo respons�vel � uma ferramenta poderosa para qualquer pessoa que deseja contribuir para a conserva��o da natureza. A op��o de consumir ou rejeitar um produto pode ser uma express�o de sua preocupa��o com a sua sa�de ou da sua inten��o de proteger a natureza. Ao evitar o consumo de transg�nicos, voc� estar� evitando que sementes geneticamente modificadas sejam plantadas, e assim ajudar� a proteger o meio ambiente e a biodiversidade brasileira. Nossa recomenda��o �: se voc� tem op��o, evite a compra desses produtos. O Greenpeace � uma entidade ambientalista e, nossa principal fun��o � proteger o meio ambiente. O plantio de transg�nicos traz s�rios riscos ambientais como a perda de biodiversidade e o aumento do uso de agrot�xicos. As empresas precisam se comprometer com os consumidores e garantir a seguran�a e a qualidade de seus produtos. Por isso, devem investir em sistemas de controle, certifica��o e rastreabilidade de transg�nicos, para dessa forma garantir que a mat�ria-prima utilizada n�o seja transg�nica. Voc� pode usar todas as ferramentas do direito do consumidor, como o direito de informa��o, de qualidade dos produtos etc. Lembramos que o fato de a empresa estar na lista vermelha do Guia do Consumidor do Greenpeace n�o indica com certeza que ela utiliza transg�nicos em seus produtos. Demonstra que a ind�stria N�O toma cuidado e N�O tem nenhum controle ou preocupa��o com a origem da mat�ria-prima que est� comprando. Se voc� consumiu produtos que j� foram testados e apresentaram transg�nicos, a� sim voc� tem como provar e requerer os seus direitos. Outra ferramenta importante � telefonar para os SACs (Servi�os de Atendimento ao Consumidor) das empresas e enviar emails, exigindo maior controle e cuidado com os produtos aliment�cios. Cada indiv�duo pode ser um ativista da causa ambiental. Para isso, basta que adote o consumo consciente. Sugest�es para a��o podem ser encontrados em http://www.greenpeace.org.br/consumidores/

8. Qual a diferen�a entre melhoramento gen�tico e modifica��o gen�tica?
S�o duas t�cnicas completamente diferentes. Os transg�nicos s�o produzidos pela modifica��o gen�tica, e nunca por melhoramento gen�tico. O melhoramento gen�tico � uma t�cnica de biotecnologia empregada h� mil�nios para diversos prop�sitos. Est� baseado na combina��o gen�tica de duas plantas da mesma esp�cie por meio de cruzamento sexual ou, em alguns casos, entre plantas de esp�cies diferentes, mas do mesmo g�nero, com grandes semelhan�as entre si. Os descendentes desse cruzamento s�o selecionados, escolhendo-se apenas aqueles indiv�duos que tenham as caracter�sticas desejadas, como maior produtividade, resist�ncia a insetos ou doen�as. O melhoramento gen�tico trabalha com a diversidade gen�tica dentro de uma mesma esp�cie. J� a modifica��o gen�tica ou transgenia, tamb�m conhecida como engenharia gen�tica, � uma t�cnica de biotecnologia que foi introduzida em 1973. Na transgenia, seq��ncias do c�digo gen�tico s�o removidos de um ou mais organismos e inseridos em outro organismo, de esp�cie diferente. A principal implica��o da transgenia � a quebra da barreira sexual entre diferentes esp�cies, permitindo cruzamentos imposs�veis de ocorrerem naturalmente, como entre uma planta e um animal, uma bact�ria e um v�rus. A inser��o de genes ex�ticos em uma planta, por exemplo, pode resultar em efeitos imprevis�veis em seus processos bioqu�micos e metab�licos.

9. Existem medicamentos feitos com transg�nicos?
O medicamento mais conhecido produzido por transg�nicos � a insulina. Medicamentos, enzimas, reagentes e v�rios produtos fabricados a partir de microorganismos transg�nicos em ambiente confinado. Isso quer dizer que esses microorganismos est�o presos dentro de laborat�rios ou f�bricas, e que n�o tem contato com o meio ambiente ou com o consumidor. Esse tipo de uso da transgenia, o uso confinado, n�o representa um perigo ao meio ambiente. O consumidor recebe uma subst�ncia qu�mica purificada e analisada e tamb�m n�o tem contato com o ser vivo transg�nico. O protocolo de avalia��o de seguran�a dessas subst�ncias qu�micas � muito mais rigoroso e detalhado do que o usado para garantir a seguran�a dos alimentos transg�nicos. Muito diferente � a id�ia de usar plantas aliment�cias para a fabrica��o de medicamentos ao ar livre. Imagine um milho transg�nico para a produ��o de anticoncepcional contaminando o milho convencional por poliniza��o e chegando at� ao prato de milhares de pessoas. Esse tipo de planta para produ��o de medicamentos � perigoso, pela possibilidade de contaminar a cadeia alimentar humana. J� pensou em tomar rem�dios, enzimas e horm�nios todos os dias, pelo seu alimento, sem saber?

10. � verdade que est�o desenvolvendo cigarros modificados para conter mais nicotina?
Sim, � verdade. Esta not�cia foi veiculada na m�dia em 2003, mas parece que n�o saiu do �mbito da pesquisa e continua n�o autorizado comercialmente.

11. Existem bananas transg�nicas?
A FAO (Organiza��o Mundial para a Agricultura e Alimenta��o, ligada � ONU) apontou para o fato de que pequenos agricultores ao redor do mundo plantam uma grande variedade de bananas, que n�o est�o amea�adas por doen�as que atacam as variedades comercializadas principalmente na Europa e na Am�rica do Norte. Segundo a FAO: "Felizmente, pequenos agricultores ao redor do mundo t�m assegurado uma ampla variedade gen�tica que pode ser usada para o futuro melhoramento desse cultivo. A banana � um cultivo essencialmente clonal com muitas esp�cies est�reis, o que torna o progresso por meio do melhoramento convencional lento e dif�cil. Por esse motivo, novos m�todos e ferramentas de melhoramento, incluindo a biotecnologia, ser�o �teis para desenvolver bananas resistentes que possam ser cultivadas. Isso n�o significa necessariamente que se deva adotar a transgenia." Para mais informa��es, veja a p�gina http://www.fao.org/english/newsroom/news/2003/13120-en.html (dispon�vel em ingl�s, franc�s e espanhol) ou contatar [email protected].

12. Existe o arroz dourado?
Sim, mas ele n�o � usado em plantios comerciais. O arroz dourado � um transg�nico criado com a inten��o de reduzir a defici�ncia de vitamina A em popula��es que tradicionalmente alimentam-se com o arroz. Anos de pesquisa foram gastos e o resultado foi um gr�o de arroz com um teor de pr� vitamina A muito baixo. Para ingerir a quantidade di�ria m�nima de vitamina A, um homem adulto teria que comer 9 quilos de arroz dourado cozido por dia. A solu��o para a defici�ncia de vitamina A est� em um h�bito alimentar diversificado, com a ingest�o de frutas e hortali�as. A principal causa da defici�ncia de vitamina A nessas regi�es � a alimenta��o baseada apenas no arroz.

13. Por quetrabalhar com esta campanha no Brasil? Qual o objetivo do Greenpeace?
A Campanha contra os transg�nicos � uma das seis campanhas globais do Greenpeace que vem sendo desenvolvida em mais de 25 pa�ses, entre eles o Brasil. O nosso objetivo principal � garantir uma legisla��o forte de biosseguran�a e rotulagem para oferecer seguran�a ao meio ambiente e o direito de op��o ao consumidor. Outros objetivos s�o informar o p�blico sobre o que s�o os transg�nicos, os riscos que eles oferecem ao meio ambiente e os riscos do monop�lio dos alimentos por meio da patente sobre a vida, chamando a sociedade brasileira para participar deste debate. Esta campanha existe no Brasil, porque: - Os danos ambientais causados pela introdu��o dos transg�nicos no meio ambiente s�o irrevers�veis. Isto �, depois de introduzidos no meio ambiente, � imposs�vel retir�-los por completo. - Os transg�nicos afetam a biodiversidade e o Brasil tem uma das maiores biodiversidades do mundo. - O Brasil � o segundo maior produtor de soja do mundo e um importante produtor de milho, que s�o os principais alvos da ind�stria de biotecnologia hoje. Se os transg�nicos forem liberados, a �rea "contaminada" ser� muito extensa e conseq�entemente os danos ambientais poder�o ser enormes. - O Brasil � um dos �nicos pa�ses capazes de atender � demanda de gr�os convencionais (gr�os n�o-transg�nicos), que � crescente em todo o mundo, principalmente na Europa e �sia. - As empresas de biotecnologia querem, a qualquer custo, liberar os transg�nicos no Pa�s. Por isso, � importante que o Greenpeace defenda o meio ambiente, n�o deixando prevalecer os interesses econ�micos das multinacionais.

14. Por que o Greenpeace s� menciona a soja e o milho transg�nicos?
No Brasil, os �nicos transg�nicos que j� foram encontrados plantados foram a soja e o milho. � por isso que o Guia do Consumidor se limita aos produtos que contenham derivados destas culturas. Recentemente, o algod�o transg�nico, que n�o � uma planta usada na alimenta��o humana, vem tomado espa�o no notici�rio. Atualmente, 99% dos transg�nicos plantados no mundo correspondem a soja (61%), milho (23%), algod�o (11%) e canola (5%). Como o algod�o � muito pouco usado na alimenta��o humana, al�m da soja e do milho, a canola seria por enquanto a nossa �nica preocupa��o diferente. Para se prevenir, evite consumir produtos importados da Argentina, Canad� ou EUA, que contenha derivados de soja ou canola. As plantas alvos da transgenia s�o as mais cultivadas do mundo. O lucro das empresas donas das patentes gen�ticas � proporcional � �rea plantada, portanto quanto mais significativa a cultura, mais interesse em se desenvolver uma planta transg�nica.

15. Qual a base cient�fica que justifica essa histeria dos transg�nicos?
Em nosso site, h� bastante informa��o, incluindo dados cient�ficos que comprovam os danos ambientais dos transg�nicos. Al�m de questionar a comprova��o dos danos ao meio ambiente, � importante perguntar qual � o objetivo desta tecnologia, que benef�cios ela pode trazer, e para quem? No caso da soja, j� est� comprovado que n�o h� aumento de produtividade. A variedade gen�tica (biodiversidade) � uma das maiores riquezas do Brasil, e s�o necess�rios todos os esfor�os no sentido da sua preserva��o. Vale ressaltar que os preju�zos ambientais dos transg�nicos podem aparecer apenas a longo prazo. Se ap�s a consulta ao site do Greenpeace voc� ainda desejar mais informa��o, estamos � sua disposi��o ([email protected]). Detalhes t�cnicos sobre esse tema podem ser encontrados no documento http://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/o_que_ha_de_errado.pdf

16. Quais s�o os artigos da legisla��o que posso usar para justificar a n�o autoriza��o de produtos transg�nicos?
Sobre leis, voc� pode citar o artigo 225 da Constitui��o Federal de 1988, e a senten�a judicial do juiz Ant�nio Prudente, da 6a vara de Justi�a Federal (DF), deferida em 26 de junho de 2000.

17. Por que o Greenpeace n�o promove uma manifesta��o p�blica, em que todos os Estados possam participar?
Uma mobiliza��o que re�na milhares de pessoas em todos os Estados precisa ser planejada com bastante anteced�ncia. Uma tentativa sem sucesso poderia enfraquecer a mensagem. Nos meses de outubro e novembro de 2004 a campanha "Essa n�o d� para engolir" passou por v�rias capitais brasileiras mobilizando e informando o consumidor e distribuiu milhares de Guia do Consumidor. As manifesta��es individuais, por sua vez, s�o muito importantes. Sugerimos que voc� escreva para o jornal da sua cidade exigindo mais debate e questionamento sobre o assunto; entre em contato com ind�strias de alimentos; distribua material informativo em escolas etc. Quanto mais pessoas forem informadas sobre o assunto, melhor. Em nosso site (www.greenpeace.org.br/consumidores), s�o sugeridas diversas atividades que voc� pode realizar. Se precisar de alguma ajuda, � s� escrever para n�s, para o endere�o [email protected]

18. Quando a soja transg�nica foi liberada?
Em 1998, a CTNBio (Comiss�o T�cnica Nacional de Biosseguran�a), �rg�o do Minist�rio da Ci�ncia e Tecnonologia, liberou a soja transg�nica Roundup Ready para plantio, comercializa��o, reprodu��o e uso em alimentos. Por�m, a autoriza��o foi suspensa por uma a��o judicial (que continua em vigor em 2004) devido a falhas no processo de autoriza��o, que al�m disso violou a Constitui��o Federal ao n�o exigir o licenciamento ambiental. A semente de soja transg�nica chegou ao Rio Grande do Sul por meios ilegais. Difundida entre os agricultores e protegida pela falta de fiscaliza��o dos governos estadual e federal, conquistou uma �rea de plantio significativa. Pr�ximo ao in�cio da colheita da safra 2002/2003, houve uma grande press�o dos representantes dos agricultores de soja transg�nica para que a comercializa��o do produto fosse regulamentada. A medida provis�ria 113, de 26/03/2003 (convertida na Lei 10.688 de 13/06/2003), autorizou apenas a comercializa��o da safra transg�nica j� colhida naquele per�odo. O par�grafo 1� do artigo 1 determinava a destrui��o total das sementes e gr�os transg�nicos em 31 de janeiro de 2004. A MP convertida em lei era um instrumento de regulariza��o para os agricultores. O objetivo alegado era a prote��o dos interesses econ�micos daqueles que cultivaram ilegalmente a soja transg�nica. A medida provis�ria 131, de 25/09/2003 (convertida na Lei 10.814 de 15/12/2003) mostrou outra face dos interesses envolvidos em todo o processo. A MP convertida em lei autorizou dessa vez o plantio da soja transg�nica para aqueles agricultores que haviam cultivado ilegalmente a soja geneticamente modificada no ano anterior. Para o plantio, a lei aprovada exigiu apenas um Termo de Ajuste de Responsabilidade e Conduta. O artigo 9 da lei 10.814 apontava o grande problema que estava por vir. O item determina a responsabilidade face aos danos ambientais e � contamina��o das lavouras vizinhas que o cultivo da soja transg�nica pode causar. Prev� que a responsabilidade independe da exist�ncia de culpa do agricultor, pois os danos s�o decorrentes do sistema de produ��o, e n�o da inten��o de quem planta. Por meio da Mensagem de Veto 741 de 15 de dezembro de 2003, o presidente da rep�blica inocentou a empresa que criou e disseminou a tecnologia Roundup Ready de todos os danos que essa tecnologia possa causar. Por outro lado, conservou o artigo 10, que permite a essa empresa cobrar os direitos de propriedade intelectual (royalties) sobre as sementes transg�nicas. Em 2004, a medida provis�ria 226/04 autorizou novamente o plantio e a comercializa��o provis�ria por mais um ano, para a safra 2004/05. Por violar uma decis�o judicial e por violar a Constitui��o, todas essas medidas provis�rias foram questionadas como inconstitucionais. No entanto, o Supremo Tribunal Federal n�o julgou o m�rito at� o momento.

19. Como posso contribuir com a campanha?
- Envie cartas e emails para o servi�o de atendimento ao consumidor de ind�strias que usam ingredientes transg�nicos, protestando e questionando quais medidas est�o sendo tomadas para prevenir contamina��es. - N�o consumir alimentos transg�nicos (Guia do Consumidor) - Participar das cibera��es pelo site do Greenpeace - Pressionar os vereadores e prefeitos de sua cidade para exigir a compra apenas de produtos org�nicos para a merenda escolar, e proibir a compra de transg�nicos pela prefeitura - Buscar saber mais sobre o tema "transg�nicos" por meio de jornais, revistas, internet, bibliotecas etc, e divulgar as raz�es para se opor aos transg�nicos, entre amigos, colegas, familiares, vizinhos etc. Para receber um boletim semanal da Campanha por um Brasil Livre de transg�nicos, enviar uma mensagem para [email protected]. Queremos voc� ao nosso lado protegendo, nosso planeta. N�o aceitamos contribui��es de governos ou de empresas, por isso sua ajuda � essencial >> Di�rio de bordo Acompanhe o dia-a-dia dos ativistas do Greenpeace � bordo do MV Arctic Sunrise no nosso blog >> Conhe�a o navio O MV Arctic Sunrise � um quebra-gelo que passou por algumas adapta��es para integrar a frota do Greenpeace... >> Conhe�a a tripula��o Veja quem e de onde s�o as pessoas que est�o a bordo do MV Arctic Sunrise durante esta expedi��o... >>
Hosted by www.Geocities.ws

1