24/12/03
|
|
Elfo Humanóides míticos descendentes das fadas, com algumas habilidades sobrenaturais intrínsecas. Os elfos representam o espírito natural, mágico e infantil dos mundos de fantasia, através do amor espontâneo pelos animais e pela natureza. Por isso, perante as outras raças que vêem a natureza como uma fonte de recursos a serem pilhados, os elfos são sérios e reclusos, tentando preservar seu espaço sem prejudicar o resto do mundo. Mesmo sua maturação sendo muito mais lenta que a maturação humana, eles são muito menos adaptáveis. Isto talvez se deva ao fato de sua intensa ligação com a magia do mundo, prendendo-os a costumes ancestrais e ao ambiente florestal, onde o conceito de natureza é indiscutivelmente mais forte.
|
|
|
Características Primárias Os elfos comuns têm em média 1,5m, peso entre 40 e 50kg, força (F) de 3 a 5, e destreza (D) de 5 a 7. Seus sentidos são mais aguçados que os de um humano comum, sendo que são capazes de ver perfeitamente durante a noite (mas são tão cegos quanto os humanos na escuridão total). Eles têm os traços mais finos e delicados que os humanos, possuindo orelhas pontiagudas como as fadas. Seus cabelos lisos e longos costumam ser negros ou castanhos, seus olhos verdes cristalinos e sua pele pálida num tom um pouco azulado. Seu tom de voz é suave e diplomático, por vezes melódico para as elfas. As roupas têm cores vivas como o amarelo, azul, verde e vermelho, comum em couro finamente trabalhado com muitas runas e ornamentos em metal (na forma de malha). Tanto elfos quanto elfas costumam usar bolsas com itens de uso geral, bijuterias e perfumes. Sempre que saem de suas aldeias carregam consigo arcos curtos e espadas curtas. Os elfos são diurnos, mas é comum festas durante a noite toda, bem ao estilo das fadas. Seu sono é leve e curto (em média de seis horas). São totalmente adaptados às florestas temperadas, onde podem colher suas frutas e raízes, e caçar quando necessário. E para quem observa um grupo de elfos, tem-se a impressão que são uma irmandade não religiosa, de organização ao estilo das guerrilhas, e cuja principal característica é se mover pela floresta sem fazer um único ruído. Os elfos costumam falar as línguas das criaturas da natureza (até mesmo o assovio dos pássaros e o uivo dos lobos), dos goblinóides, e de outras criaturas que tenham contato, como humanos e anões.
|
|
|
Comportamento Os elfos costumam ser cordiais e hospitaleiros para com todas as criaturas naturais, e também para com aquelas visivelmente pacíficas e não agressoras do meio ambiente. Eles entendem claramente os conceitos de ciclos naturais e cadeia alimentar, e respeitam isso, intervindo somente quando uma situação antinatural ocorre. Os elfos evitam ativamente o contato com fazendeiros humanos que precisam de campos para plantar e criar seu gado, e abominam o contato com raças nômades e predatórias, o que inclui alguns grupos humanos e a maioria dos goblinóides, por vezes até os atacando. Apesar disso, costumam ter relações sociais e comerciais com comunidades que respeitam seu modo de vida e seu pensamento. Dentro das florestas eles não têm inimigos naturais, entretanto possuem conflito declarado com os orcs. Já os elfos aventureiros são bastante incomuns, considerados uma anormalidade dentro da espécie, mas nem por isso são recriminados. Eles são receptivos e curiosos, ao mesmo tempo discretos e desconfiados.
|
|
|
Natureza da raça Devido a sua lentíssima maturação, torna-se quase imperceptível a diferença entre a infância e a vida adulta. As crianças passam quase três décadas brincando, rindo, fazendo arte e música, num sentimento quase "Peter Pan", e muito lentamente vão aderindo ao seu pensamento aspectos de responsabilidade, trabalho e planejamento futuro. E assim como demoram a amadurecer, também demoram a envelhecer, num processo que leva séculos. Como uma árvore, o elfo vai se tornando mais duro e estável, deixando para trás a simplicidade do riso e da espontaneidade, ao mesmo tempo em que as marcas do tempo começam a fazer efeito. Para o elfo adulto, todas as criaturas vivas são sagradas, considerando as da floresta como irmãs de sangue. Portanto é obrigação um irmão ajudar o outro, proteger dos perigos externos, e como as formigas, esforçar-se para manter o grupo unido e funcional. Todas as decisões devem partir do grupo como um todo, sendo óbvia a sabedoria e aconselhamento dos mais velhos. E mesmo não tenho uma hierarquia entre si, eles respeitam a corte das fadas. Alguns elfos mais valorosos recebem títulos de suas primas mágicas.
Para os elfos, as divindades são frutos de lendas e histórias que servem para transmitir moral e ética, sendo a magia o único sobrenatural palpável. Assim não costumam acreditar no que não conseguem ver, o que não é muito problema, já que facilmente se comunicam com fadas, ninfas, dríades, dentre diversos elementais. Da mesma forma não acreditam em predestinação, ou intervenção dos deuses, preferindo acreditar nos ciclos naturais e na aleatoriedade, onde o sentimento e a vontade dos seres é o fator determinante. Este forte contato com a magia, a perspectiva única de sociedade natural, e o longo período de vida, criam um sentimento real de superioridade, fazendo com que os elfos se tornem ligeiramente arrogantes quando tratam com outras raças. Entretanto os elfos mais velhos perdem esse sentimento ao observarem que os homens e anões, com seus períodos de vida tão curtos, são muito mais práticos e dinâmicos, e que os elfos desperdiçam seu eterno tempo de vida com um tradicionalismo que por vezes não se encaixa no mundo a sua volta.
|
|
|
Detalhes Aproximadamente até os cinco anos de idade, o desenvolvimento físico e mental do elfo é igual ao do humano. Dentre os cinco e os vinte, torna-se muito esperto e inteligente, mantendo o espírito infantil e inocente. Neste período alcança dois terços de sua altura final. Dentre os vinte e os quarenta anos, acontece um período equivalente ao da adolescência, onde ocorrem transformações no corpo das crianças (os transformando aos poucos em adultos), fazendo-os descobrir a sexualidade, e quebrar perspectivas simplistas da infância. Ao contrário dos humanos, este é um período sem maiores problemas para o comportamento dos elfos, já que é lento e facilmente assimilável. Depois dos quarenta, entrando na fase adulta, o elfo se acomoda em seu modo de vida, procura um par, e assim fica até os trezentos anos, quando surgem os primeiros sinais da velhice. Após os quinhentos anos, os elfos partem, sem deixarem rastros. Algumas lendas dizem que eles somem nas árvores e viram elementais das florestas, outras dizem que eles partem para uma ilha à oeste (mesmo com alguns navegadores dizendo que tal lugar não existe), alguns acreditam que eles procuram um grande predador para enfrentar e morrer em batalha, e há ainda aqueles que afirmam que eles morrem e são velados pelos próprios elementais. Os elfos que morrem por meios não naturais, como acidente ou guerra, são cremados num triste ritual, onde bardos tocam violinos e elfas cantam com tristeza. Os elfos se casam somente uma vez, pois em sua perspectiva deve haver respeito e amor pelo cônjuge, mesmo se não está mais vivo. O ritual de união é simples e seguido de uma grande festa por toda a floresta. As elfas ovulam somente uma vez na vida, e são capazes de escolher o momento certo. O tempo de gestação de um elfo demora quatro meses, e é muito comum nascerem dois ou três bebês do tamanho de uma mão humana, mas que nem por isso são prematuros ou fracos, muito pelo contrário. Os recém nascidos elfos têm imunidade a doenças e venenos durante as primeiras doze luas de vida. Na questão da religião e da mitologia, as divindades élficas são seres de aspecto elemental, ao contrário dos deuses humanos e anões que possuem características espirituais[1]. Esta diferenciação marcante é a justificativa fundamental de não haver culto, clérigos, e milagres dentro da cultura élfica. Desta forma suas lendas têm uma postura educativa e cultural. Dentro desta mitologia surgem outras raças de elfos, como os prateados, os dourados e os negros, e também mistura com a mitologia das fadas e outros elementais. Dentre as principais divindades élficas podemos citar fundamentalmente Oberon, rei dos elfos e príncipe das fadas, guardião do amor e da riqueza, e amante de Titânia, a rainha das fadas[2]. Oberon aparece em algumas lendas como o guerreiro poeta, vestindo uma cota de malha de mythril[3], um manto azul-celeste e portanto uma espada longa mágica, em sua cintura uma flauta élfica e em seu peito um talismã na forma de lua. Em outras lendas ele é conhecido como o mago, cuja magia faz o reino elemental inteiro se curvar. A arte e cultura élfica é fina, delicada e eterna. Os elfos têm dezenas de anos para aprimorar sua música e sua escultura, na maioria das vezes trabalhada em madeira. As casas élficas se misturam com as copas das árvores, crescendo e se desenvolvendo com elas. Entretanto por mais arte e cultura que tenham, falta-lhes literatura, pois toda história, lenda, música e poemas élficos são passados pela tradição oral. Os elfos possuem uma simplificada escrita rúnica, onde os símbolos representam idéias e conceitos, sendo usada para magia. Dentro da sociedade élfica, não existe uma estrutura política organizada, ou seja, não existem órgãos e instituições públicas. Cada elfo assume todos os papéis dentro da vila, organizando-se intuitivamente para o trabalho em grupo. Assim todos os elfos colhem, caçam, concertam as casa e equipamentos, contam histórias, limpam, e protegem seus vizinhos. Todos trabalham incessantemente como formigas, para acumular suprimentos para o inverno, e manter a ordem local. Da mesma forma que festejam incessantemente quando tudo está em ordem. Em combate, cada membro do grupo assume uma posição de guerrilha, protegendo as costas de seus companheiros e realizando independentemente as tarefas do grupo. Evidentemente, caso seja necessário, os elfos mais experientes podem dar ordens de ação, mas este ato é incomum. Os ritos élficos estão diretamente ligados com os ciclos elementais, ou seja, eles agradecem o nascer e o pôr do sol, bebem quando a lua cheia está alta no céu, e festejam nos solstícios e equinócios, misturando confraternização e ritual mágico. [1] Segundo Eternus: "O mundo elemental é a fornecedora de essência para a materialidade, enquanto que o mundo espiritual toma forma a partir desta. Assim as divindades élficas têm essência verdadeira, pois toda essência é elemental, mesmo não tendo forma definida. As divindades espirituais dependem da crença de seus seguidores para manter sua existência". [2] Shakespeare usa este tema em seu "Midsummer Night’s Dream" (Sonhos de uma Noite de Verão). [3] Mythril também é conhecido como prata élfica.
|