Fábula |
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Os pesquisadores alemães Klaus Trofobik e Dieter Notheus, em uma nova empreitada, descobriram esta versão da fábula “A Roupa Nova do Rei”, recontada desde 473 aC pelos habitantes da Pomerânia. Era uma vez um rei que começou do nada e ficou muito conhecido pelas suas habilidades. Quando o dinheiro chegou, comprou de tudo: roupas, carros, jóias, casas, empregados, ouro, limusines, mansões, diamantes, nariz olhos Em vez de um castelo, comprou um reino inteiro. A vaidade era tanta que não se contentava com roupas mudou o rosto e a cor. E até o jeito de andar: em vez de ir para frente como todo mundo, ele andava para trás. Dois espertalhões ficaram sabendo desse costume e resolveram faturar em cima. Disseram ao rei que eram possuidores de um novo tecido desenvolvido nos laboratórios da Nasa. A roupa seria fantástica: sua maravilhosa tecnologia permitia refletir os nocivos raios alfa, beta e gama, os raios ultravioletas e os infravermelho, além dos UV-A e UV-B, evitando qualquer bronzeamento indesejado, além das cores fantásticas que só a mais moderna tecnologia possibilitava. O rei sorriu. Mas não é só isso. Adquirindo agora mesmo o nosso produto, vossa majestade ganhará inteiramente grátis e sem pagar mais nada por isso, uma exclusiva máscara protetora que impede a ação de qualquer poeira, micróbio, pólen ou vírus. Nada a atravessará. O rei maravilhou-se. Pediu imediatamente meia dúzia. Majestade disse um dos espertalhões para ficar de bem com o Procon temos que lhe informar: por causa da tecnologia essa roupa tem um detalhe único, ela não pode ser vista por todo mundo. Obesos, maus empregados e pessoas que não gostam de sexo não conseguem ver o tecido. O rei encomendou uma dúzia. “Mas isso é sensacional. Agora eu vou ter uma roupa de matar o príncipe de inveja e ainda descubro que empregado mandar embora.” Os espertalhões começaram a fazer a roupa que o rei ia usar em uma aparição na MTV, roupa descoladíssima que ia fazer muito estilista se enforcar na linha de costura de tanta inveja. Morto de curiosidade, o rei mandou seu personal stylist ver a roupa, pois imaginou que este era o homem indicado para tal tarefa. Ele foi à firma Swindler & Trickster Co. ver como andavam os trabalhos e ficou espantadíssimo consigo próprio. “Pelo amor dos meus sapatos de couro de cobra importados!” pensou “Não estou vendo nada! Ai, seu eu disser isso vão achar que eu sou um obeso. Justo eu, que malho todo o santo dia com meu traje de lycra. Isso nunca!” Voltou ao rei informado que a roupa estava show. O rei não cabia em si de contentamento e mandou o Almeidão, segundo ele um sobrinho que era agregado da casa e que não parava em emprego nenhum, ir ver como é que estava. “Ih, caraca!” pensou o folgado “Vão dizer que eu, justo eu que vivo o dia inteiro olhando o que o rei faz, sou mau empregado. Sai fora!” E disse ao rei que a roupa era mó da hora, aí. O rei pirou. Mandou o empresário. O empresário nem queria ir porque não ia ganhar comissão nenhuma nisso. Nada que uma ameaça de trocar de empresário não resolvesse. Não viu nada e nem se importou com isso, que ladrão e balofo ele era mesmo. “Epa!!! Dizer que não gosto de sexo eu não admito! Essa minha barriga aqui é calo sexual!” E foi dizer ao rei que tudo quanto é artista ia morrer de inveja, principalmente a Madonna. O rei surtou. Organizou uma participação especial no Gugu para estrear a roupa. Aí, já viu, com tanto repórter junto, artista nenhum olhou nem para o rei, quanto mais para a roupa. Os que olharam foram uns três fofoqueiros e, mesmo assim, para procurar defeito e falar mal no outro dia em seus programas de meio de tarde na televisão. Vai daí que o evento estava cheiinho de crianças que isso dá o maior IBOPE. E foi justamente quando brincava no parquinho com elas que um menino gritou a pleno pulmões: O Michael está nu! A frase do menino criou polêmica: tem gente que diz que estava peladão mesmo; outros dizem que não, que é tudo inveja e preconceito. A verdade ao certo ninguém sabe, mas o rei precisou gastar uma fortuna com seus advogados para deixar isso para lá. |