A Freguesia...

Localização

Castelões situa-se no extremo norte do concelho de Penafiel, a 12 quilómetros da sede concelhia, e estende-se por uma área de 3,94 quilómetros quadrados. Integrada na bacia do Tâmega, faz fronteira com as Freguesias de Real, do concelho de Amarante; Banho e Carvalhosa e Vila Boa de Quires do concelho de Marco de Canavezes; e ainda com as congéneres São Martinho de Recezinhos e São Mamede de Recezinhos.

Historial

A Povoação data do tempo de D. Afonso III, tendo sido fundada em 1258, sob a designação de São Salvador, o então Orago. O seu nome surge em diversas fontes documentais, nomeadamente, nas inquirições de 1258, no Arrolamento da Paróquias, do ano de 1320, no cadastro da população de 1527, e no Censual da Mitra do Porto, com data de 1542.

Beneficiou do foral Manuelino concedido, em 5 de Setembro de 1513, a Santa Cruz do Ribatâmega, concelho que integrou até à sua extinção, em 24 de Outubro de 1855.

Das memórias Paroquiais de 1758, transcreve-se a seguinte informação: “ Tem esta Freguezia sento e quinze fogos; Pessoas de mayor dozentos e noventa e oito, e de menor quarenta e cinco. Que esta Freguezia está situada em hum vale (...) Tem três Capellas a saber huma a da Sam João Baptista sita na quinta de Villa Nova que hoje pessue Bernardo António Teixeira; e outra da Senhora das Neves que he do povo da Freguezia.

Entre 29 de Março e 18 de Novembro de 1886, esteve anexada, para fins administrativos, à Freguesia de São Miguel de Recesinhos (actualmente extinta), facto que também seja denominada por Castelões de Recesinhos.

Foi Abadia da apresentação dos Condes de Óbidos e, mais tarde, da apresentação os Condes de Sabugal.

Castelões de Recesinhos orgulha-se das personalidades que, tendo nascido ou vivido no seio das suas terras, deram um importante contributo para o desenvolvimento do País e para o bem estar da população.

Aqui moraram umas famílias chamadas “Reisinhos” , das quais foi herdeiro um casal muito poderoso, proprietário de um castelo que, entretanto, desapareceu e que se situava junto de Campas, actualmente, designado por “Recesinhos” .

Além da explicação histórica, também existe uma lenda a respeito do topónimo “Recesinhos” . Segundo a mesma, habitou esta região um rei que tinha três filhos, conhecidos como “Reisinhos” , e que mais tarde, receberam o nome de “Recesinhos” , chegando-se assim à actual designação de “Castelões de Recesinhos” .

Vale sempre a pena recordar as histórias e as lendas que povoam o imaginário colectivo de uma comunidade, porque dão consistência a um passado comum, criando indestrutíveis laços de identidade e união entre as consciências individuais.

O Bandoleiro Zé do Telhado não é uma figura mítica e sim verdadeira, mas a sua história tem tanto de romanesco, que se tornou numa verdadeira lenda, em parte, graças à obra que Camilo Castelo Branco escreveu sobre ele, depois de se conhecerem na prisão.

Nascido em 1818, na Freguesia de Castelões, lugar do Telhado, era filho de Joaquim Teixeira da Silva e recebeu o nome de José Teixeira da Silva. A alcunha, o famoso «aventureiro» herdou-a, naturalmente, da sua terra natal, pois ficou conhecido como Zé do Telhado.

Com apenas 14 anos, foi para casa de uma tia, em Lousada, e começou a trabalhar como aprendiz de castrador, profissão do marido daquela, que era Francês. Logo se tomou de amores por sua prima, Ana de Campos, que viria a ser sua esposa.

No entanto, o destino do Zé do Telhado devia traçar-se do outro lado da lei. Tornou-se bandoleiro, formou um bando e passou a roubar os ricos para dar aos pobres. Perseguido pelas autoridades, várias vezes conseguiu escapar, sob a protecção do povo, que o admirava e acarinhava, mas acabou por ser preso, às ordens do Governador de Marco de Canavezes, José Carvalho e Melo, da Casa da Picota.

Condenado ao desterro, embarcou para Angola, por volta de 1850, e está sepultado em Malange. Na Freguesia, subsistem as ruínas da casa onde viveu e onde nasceu.

Acessibilidades e Rede Viária

Em termos de acessibilidades, a Freguesia é servida pela estrada Nacional 211, pela estrada Nacional 211-1 e pela estrada Municipal 568. Existe também na Freguesia o nó da A4 que liga Amarante ao Porto e a Variante a esta auto-estrada que liga o referido nó a Marco de Canavezes, Baião e a breve prazo a Guimarães.

Relativamente à rede ferroviária, é esta Freguesia atravessada pela linha de caminho de ferro que liga o Porto à Régua, com apiadeiro na mesma.

Turismo - Acolhimento

Meios de acolhimento: Para melhor receber os visitantes e curiosos turistas, esta Freguesia dispõe de um restaurante, uma confeitaria, um café bar, entre vários outros cafés existentes.

Associativismo, Desporto, Cultura e Lazer

•  Parque de Jogos do Clube de Futebol;

•  Parque Infantil;

•  Grupo Desportivo e Cultural de São Salvador de Castelões;

•  Associação para o Desenvolvimento da Freguesia de Castelões;

•  Comissão Fabriqueira da Paróquia.

Ensino

  •  Duas Escolas Públicas de Ensino Básico do Primeiro Ciclo, que totalizam seis salas de aulas e um Jardim de infância. Um espaço ATL.

Património Histórico

•  Igreja Paroquial;

•  Casa de Vila Nova, um dos marcos da forte influência da velha burguesia rural na região;

•  Casa do Folforinho, que segundo tradição local foi onde Zé do Telhado passou a sua infância;

•  Ruínas da casa onde viveu Zé do Telhado.

Festas e Romarias

Em Castelões, ainda se mantêm duas festas de raízes muito antigas, uma em honra de São Sebastião, no terceiro domingo de Janeiro; e a de São Salvador (o Padroeiro da Freguesia), no segundo Domingo de Agosto.

Junta de Freguesia

Lugar do Fraião – Castelões

4560 – 055 CastelõesPNF

Penafiel

Tel/Fax: 255734798

Executivo

Presidente: Ricardo Jorge Teixeira Duarte

Secretário: Pedro António Duarte Teixeira

Tesoureiro: António José Ferreira

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