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T�cnicas de taxidermia - peixes
Para a extra��o de �rg�os internos, necessariamente n�o � preciso fazer alguma incis�o com o bisturi. Os �rg�os internos podem ser removidos pela boca, at� que o peixe fique oco, restando somente m�sculos, cartilagens e esqueleto. Estes ser�o tratados com uma solu��o de sessenta por cento de formalde�do, dez por cento de solu��o aquosa de cloreto de s�dio a 0,9 por cento, mais 0,5 ml de bicarbonato de s�dio, dez por cento de �lcool et�lico de cereais e o restante em cola branca.
Com o aux�lio de uma furadeira, retire os �rg�os internos. Se n�o possuir uma, pode-se usar uma faca ou uma chave de fenda.
Retire tamb�m as guelras e ap�s retir�-las, a limpeza interna tamb�m pode ser efetuada atrav�s desse local.
  Ao longo de uma semana, pode-se observar os resultados; como os peixes s�o animais que t�m muita �gua, principalmente m�sculos, seu corpo deve ser bem preenchido para que assim o aspecto do animal n�o pare�a enrugado e com apar�ncia seca no decorrer do tempo.
  Deve-se acompanhar todos os dias o processo, principalmente para quem inicia, tanto no processo de secagem da f�rmula, assim como todos os detalhes do preenchimento interno do corpo.
  Ao inserir a agulha existem algumas maneiras especiais para se trabalhar. Eis algumas e suas respectivas utilidades:
  . Subcut�nea: este procedimento realiza a separa��o parcial e/ou total da pele e das camadas gordurosas e/ou m�sculos. Durante a espera e observa��o do nosso processo de secagem, d�-se origem � "colagem" da pele com a musculatura do animal. Sendo assim, deve-se tomar muito cuidado e observar bem se a pele ao descolar-se voltar� em seu local original durante o processo.
  . Intramusculat: como sabemos, os m�sculos t�m fibras; o processo feito para se trabalhar na conserva��o dos m�sculos consiste em injetar a f�rmula descrita anteriormente em cada uma delas at� que o m�sculo "inche", isto �, eleve-se de onde est�. Os m�sculos cont�m mat�ria s�lida e mat�ria l�quida, o que h� de se fazer � simplesmente acrescentar a f�rmula aos mesmos, sendo esta, um elemento a mais dentro do tecido muscular, por isso o "incha�o". Ressalta-se o cuidado que deve se tomar ao injetar a f�rmula, pois se a quantidade for em demasia, o acabamento enrugado com certeza se ver� no final, por outro lado, se a quantidade for inferior, os tecidos acabar�o por apodrecer em breve. Observa��o: as seringas n�o devem ser retiradas durante o processo em que se observa a secagem da f�rmula, sendo reinjetada a mesma no mesmo local v�rias vezes, cada vez em menos quantidade at� que os m�sculos tenham enrijecido completamente.
Aqui observamos alguns pontos de inser��o de f�rmula enrijecedora e conservadora, como tamb�m uma t�cnica para manter as barbatanas e nadadeiras no ponto que se deseja.
__ Seringas com f�rmula.
__ Fibras musculares.
Para que as ___
__ Corte imagin�rio mostrando o interior.
nadadeiras e barbatanas fiquem no local desejado, usa-se um barbante colocando-as no lugar desejado e fazendo a inser��o de f�rmula.
. Drenagem de fluidos: a drenagem de fluidos pode ser simplesmente explicada: fluidos corporais seriam substitu�dos pela f�rmula em quest�o. Pode-se retirar os l�quidos colocando cloreto de s�dio, bicarbonato de s�dio e algod�o nas paredes internas do animal a ser trabalhado; ou podem ser retirados atrav�s do uso da seringa, puxando v�rias vezes., at� que os m�sculos "abaixem" o suficiente para a inser��o da f�rmula ( t�cnica usada no embalsamento de olhos e alguns �rg�os ). O recomend�vel � a utiliza��o dos dois processos.
Trechos extra�dos do livro: T�cnicas diversificadas de taxidermia de J. M. L. Tolezano.
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