Paul Rothchild - Produtor Fonográfico da Elektra Records

(entrevistado por Paul Willians, editor da Crawdaddy)

Paul Williams: Como foi a gravação de 'The End'?

Paul Rothchild: Foi linda, um dos momentos mais intensos e importantes que já presenciei num estúdio. Aquela meia hora em que The End foi gravada sacudiu-me emocionalmente por completo. Geralmente, corno produtor, apenas senta-se e opina-se sobre o que está certo e o que não está; acompanha-se simultaneamente todos os instrumentos e segue-se o sentimento de cada nota.

Neste take, entretanto, transformei-me num simples espectador. Sentia que tudo estava no lugar e nada podia fazer senão escutar; os aparelhos fariam o resto. Bruce Botnick (nosso engenheiro de som) também imergiu no fluxo poderoso daquele som. O estúdio estava totalmente apagado e as únicas luzes que se distinguiam provinham de uma vela ao lado de Jim e dos "VUs" na sala decontrole. O resto estava apagado e uma escuridao profunda nos envolvia.

O momento era de uma magia misteriosa... Jim cantava e ao terminar, você sabe... Foi um choque. Robbie dedilhou as últimas notas contundentes em sua guitarra. Senti-me como... Yeah!... você sabe: era o fim e não havia continuaçao possível, após aquele "This is the end". Lavou minha mente! Havia quatro pessoas naquela sala de controle e nenhuma delas lembrou-se de desligar os gravadores, que ficaram rodando. Estávamos todos mergulhados naquele ritual, mas tudo foi feito de forma perfeita. Tnado eu quanto Bruce conseguimos estabelecer um tipo de registro estraordinário. ele sabia qu eu queria as coisas bem feitas, e isso se deu de forma espontânea e involunt;aria, pois estávamos durante a gravação imersos como espectadores comtenplativos, tenho certeza absoluta que a Musa nos visitou naquele estúdio. fomos apenas espectadores, mas as maquinas souberam bem o q ue fazer!

(Crawdaddy, 1967)

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