* Casa Marisca - Ponta Delgada - 2002
* Convento dos Franciscanos - S�o Miguel - 2002
* Casa dos A�ores do Norte - Porto - 2003

(
Exposi��o composta por 28 fotografias, a cores, produzidas na ilha de S�o Miguel, em 2000)
Rei




O anan�s adquiriu o t�tulo de REI dos frutos n�o s� pelo seu
peculiar sabor agridoce, mas porque tem levado o nome dos A�ores
a todos os cantos do mundo.

A variante de Anan�s introduzida nos A�ores, em meados do
s�culo XIX, � o Smooth-Cayenne, origin�ria das Am�ricas Central
e do Sul.

Inicialmente, foi utilizada como planta ornamental. A partir de
1864, como fruto cultivado em estufas, para fins comerciais, na Regi�o e no exterior.

A produ��o em estufa tornou-se necess�ria atendendo ao facto do clima das ilhas n�o ter as mesmas condi��es que o das regi�es tropicais de origem.

CARACTERISTICAS DAS ESTUFAS

As estufas s�o de formato rectangular, cobertas de vidro pintado com cal que mant�m a luminosidade e a temperatura ambiente tropical necess�rias para destilar a do�ura e o desenvolvimento saud�vel do fruto, formam duas �guas com uma inclina��o aproximada de 33� e aquecidas apenas pelo sol.

Na parte superior da cobertura os "alboios" que servem para regular a temperatura e a ventila��o interior da estufa.

O interior da estufa � dividido por tabuleiros ou canteiros, separados ao meio por um canteiro de pedra, estes dividem-se em v�os, o espa�o que vai de ferro a ferro do suporte da cobertura.

COMO SE PROCESSA A CULTURA DO ANAN�S

A produ��o do anan�s necessita de cuidados muitos especiais, segredos bem guardados pelos experientes estufeiros que os passam de gera��o em gera��o

CAMA DAS ESTUFAS

Tanto no estufim como na estufa � preparada uma cama. Estas s�o feitas com a sobreposi��o de v�rias camadas de
terra velha, terra j� utilizada noutras estufas, rica em mat�ria org�nica, mondas, folhas de ananases, fetos, ervas e caruma de pinheiro, rama de incenseiro e farelo.

Os brolhos passam por um processo de desabrolho de delicados cuidados que tem uma durabilidade de seis meses. Nos estufins, estufas mais pequenas, plantam-se as tocas a uma dist�ncia de 10 cm de intervalo, entre cada uma, e cobrem-se de terra.

Nos primeiros quinze dias rega-se diariamente, e depois alternadamente. A temperatura do estufim neste per�odo � de vital import�ncia, dever� estar superior a 26�C, sudindo at� aos 38�C.

Ap�s um m�s, os brilhos despontam, desenvolvendo-se no estufim at� seis meses. As jovens plantas s�o ent�o transplantadas para as estufas ( dispostas a uma dist�ncia de 50 cm , umas das outras) sendo regadas at� � base de matura��o, nas primeiras duas semanas a rega � di�ria

O PROCESSO DO FUMO

Este tem por finalidade fazer florescer as plantas do anan�s todas ao mesmo tempo.

Tr�s a quatro meses ap�s a planta��o inicia-se o processo do "fumo". Este processa-se por um per�odo de quatro a oito dias no Ver�o e de oito a quinze dias no Inverno e consiste na queima de aparas e verduras num recipiente pr�prio. Estes s�o deixados no final do dia, no interior das estufas.

No dia seguinte abrem-se as portas e os alboios das estufas para arej�-las.

DURABILIDADE DA CULTURA

O per�odo completo da cultura, que vai desde a planta��o dos brolhos at� ao corte do fruto tem a dura��o de dezoito meses.




                                                                                         
  Rita Freitas



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