Por
Ray Comfort
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Tradução de Fernando Guarany Jr.
No
final dos anos 70, Deus muito graciosamente abriu-me um ministério itinerante.
Conforme comecei a viajar, passei a ter acesso aos registros de crescimento das
igrejas e fiquei horrorizado ao descobrir que algo perto de
Deixem-me
tentar tornar a questão mais real para vocês. Em 1991, no primeiro ano da década
da colheita, uma grande denominação nos Estados Unidos foi capaz de obter
294.000 decisões por Cristo. Isto é, em um ano, esta grande denominação de
11.500 igrejas foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Infelizmente,
passado algum tempo apenas contavam com 14.000 destes congregando, o que
significa que eles já não podiam prestar contas por 280.000 das decisões
alcançadas. a ensinar este princípio; Providencialmente, fui convidado para
instalar o nosso ministério na cidade de Bellflower no sul da Califórnia,
especificamente para trazer este ensinamento para a igreja dos Estados Unidos.
As coisas andaram devagar E estes são resultados normais do evangelismo moderno
e, algo que descobri no final dos anos 70; Algo que me preocupou muito. Comecei
a estudar o Livro de Romanos diligentemente e, especificamente, a maneira de
proclamação do Evangelho de homens como Spurgeon, Wesley, Moody, Finney,
Whitefield, Lutero, entre outros, que Deus tem usado através dos tempos, e
descobri que eles usavam um princípio que é quase totalmente negligenciado
pelos métodos evangelísticos modernos. Comecei nos primeiros três anos, até
que recebi uma ligação de Bill Gothard, que havia assistido a mensagem
A Bíblia
diz no Salmo 19, versículo 7, “A Lei do Senhor é perfeita para
converter a alma.” O que é mesmo que a Bíblia diz que é perfeita e, no
final das contas, converte a alma? Ora, as Escrituras deixam bem claro: “A Lei
do Senhor é perfeita para converter a alma.” Agora, para ilustrar a função
da Lei de Deus, vamos observar por um instante a Lei Civil. Imagine se eu
dissesse a você: “Tenho boas novas para você: alguém acabou de
pagar uma multa de trânsito no valor de R$ 25.000,00 para você!”
Provavelmente você reagiria dizendo: “O que você está dizendo? Essas não são
boas novas! Isso [que você está dizendo] não faz o menor sentido. Não tenho
uma multa de trânsito de R$ 25.000,00!” As minhas boas novas não seriam boas
novas para você: pareceria tolice! Mas, além disso, seria uma ofensa, porque
eu estaria insinuando que você havia cometido um crime (quebrado a lei) quando
você pensa não ter feito tal coisa. Entretanto, se colocar a situação da
seguinte maneira, ela fará mais sentido: “No caminho para cá, um radar da
polícia (a lei) pegou você a
Vejam
que ao explicarmos precisamente o que foi feito de errado primeiro, fazemos com
que as boas novas verdadeiramente tenham sentido. Se eu não mostrar claramente
que o indivíduo violou a lei, então as boas novas parecerão tolice e serão
recebidas como uma ofensa. Mas, a partir do momento que entender que quebrou a
lei, então as boas novas se tornarão boas novas de fato!
Assim,
da mesma maneira, se eu abordar um pecador impenitente e disser: “Jesus Cristo
morreu na cruz por seus pecados”, isso soará como tolice e o ofenderá.
Tolice porque não fará sentido. A Bíblia diz que: “A pregação da cruz é
tolice para aqueles que perecem.” (1 Cor 1:18). E também será ofensivo
porque estaremos insinuando que o indivíduo é um pecador quando ele acha que não
o é! Porque, até onde ele tem conhecimento, existem muitas pessoas piores do
que ele. Contudo, se eu dedicar tempo para seguir os passos de Jesus, a mensagem
fará mais sentido. Se eu dedicar tempo para abrir a Lei Divina, os Dez
Mandamentos, e mostrar ao pecador precisamente o que ele fez de errado, como tem
ofendido a Deus ao violar a Sua Lei, então, quando ele estiver, conforme diz
Tiago, “convencido pela Lei como transgressor” (Tiago 2:9) as boas novas da
multa sendo paga não parecerão tolice, mas serão “o poder de Deus para
salvação” (Romanos 1:16).
Agora,
tendo em mente estes pensamentos como introdução, vamos ver o que diz Romanos
3:19. Vamos analisar algumas das funções da Lei de Deus para a humanidade.
Romanos 3:19 diz assim: “Agora, pois, sabemos que o que quer que a Lei diga,
ela diz para aqueles que estão debaixo da lei, para que toda boca seja calada e
todo o mundo torne-se culpado diante de Deus.” Então, uma função da lei de
Deus é calar a boca. Fazer os pecadores pararem de se justificar e dizer:
“Ah, tem muita gente pior do que eu. Eu não sou uma má pessoa, não!” Ou
seja, a lei cala a boca da justificativa e deixa o mundo inteiro , e não apenas
os Judeus, culpado diante de Deus.
Romanos
3:20 diz assim: “Portanto pelos feitos da Lei nenhuma carne será justificada
à Sua vista: porque pela Lei vem o conhecimento do pecado.” Então, a
Lei de Deus nos informa o que significa pecado. 1 João 3:4 diz: “Pecado é a
transgressão da Lei.” Romanos 7.7 afirma: “O que diremos então?” diz
Paulo, “É a lei pecado? De modo nenhum, eu não conheci o pecado senão pela
Lei.” O que Paulo está dizendo aqui simplesmente é: “Eu não sabia o que
era o pecado até a Lei me ensinar.” Gálatas 3.24 afirma: “De modo que a
Lei se tornou nosso aio [professor], para nos conduzir a Cristo, a fim de que
pela fé fôssemos justificados.” A lei de Deus age como um professor
para nos trazer a Cristo para que possamos ser justificados pela fé em Seu
sangue. Assim, a Lei não nos ajuda, ela apenas nos mostra nossa impotência.
Ela não nos justifica, ela apenas nos deixa culpados diante do julgamento de um
Deus santo.
A
tragédia do evangelismo moderno é que, na virada do século XX, quando a lei
de Deus foi abandonada e desprezada em sua capacidade de converter a alma, de
conduzir os pecadores a Cristo, os defensores do evangelismo moderno tiveram que
encontrar outra razão para os pecadores responderem ao evangelho. A maneira que
os evangelistas modernos encontraram para atrair tais pecadores foi a estratégia
da “melhoria na qualidade de vida.” O Evangelho foi degenerado para algo
como: “Jesus Cristo vai te dar paz, alegria, amor, realização pessoal e
felicidade duradoura.” Agora, para ilustrar a natureza anti-bíblica deste
ensinamento tão popular, gostaria que vocês escutassem com bastante atenção
a seguinte anedota, pois a essência do que estou ensinando baseia-se nesta
historinha que vou contar. Então, por favor, escutem atentamente:
Dois
homens estão sentados em um avião. Ao primeiro é dado um pára-quedas e é
orientado a colocá-lo, pois, o pára-quedas melhoraria a qualidade do seu vôo.
Ele fica um tanto cético no início porque não consegue ver como o fato de
usar um pára-quedas em um avião poderia melhorar a qualidade de seu vôo. Porém,
depois de certo tempo, ele decide experimentar para ver se o que lhe havia sido
dito era mesmo verdade. Então, quando ele coloca o pára-quedas, ele nota o
peso sobre seus ombros e descobre que tem dificuldade para sentar-se direito.
Mesmo assim, não tira o pára-quedas de imediato, pois se consola com o fato de
que lhe foi dito que o pára-quedas melhoraria o seu vôo. Assim, ele decide dar
um tempinho para ver se a tal coisa funciona mesmo. Enquanto espera, percebe que
alguns dos outros passageiros estão rindo dele, pelo fato de ele estar usando
um pára-quedas em pleno vôo. Ele começa a sentir-se um tanto humilhado.
Quando os outros passageiros começam a apontar e rir dele, ele não agüenta
mais! Então, encolhe-se em sua poltrona e arranca o pára-quedas, jogando-o ao
chão. Desilusão e amargura preenchem o seu coração, pois, pelo que parece,
contaram-lhe uma mentira absurda!
O segundo homem também recebe um pára-quedas, mas escutem só o que lhe é
dito: “Coloque este pára-quedas, pois a qualquer momento você terá que
saltar deste avião e nós estamos a
Vamos analisar o motivo e o resultado da experiência de cada um dos
passageiros. O motivo do primeiro homem para colocar o pára-quedas foi apenas
para melhorar a qualidade de sua viagem. O resultado da experiência foi que ele
se sentiu humilhado pelos passageiros, ficou desiludido e bastante amargurado em
relação àqueles que lhe deram o pára-quedas. Ele precisará de um longo
tempo para recuperar-se da experiência e, possivelmente, nunca mais vai aceitar
uma coisa daquelas novamente. O segundo homem colocou o pára-quedas
simplesmente para escapar do salto para morte e, devido ao conhecimento do que
aconteceria se saltasse despreparado, ele tem uma profunda alegria e paz no coração,
pois sabe que será salvo de uma morte certa e terrível. Tal conhecimento dá-lhe
a habilidade de suportar o escárnio dos outros passageiros. Sua atitude em relação
a quem lhe ofereceu o pára-quedas é de profunda gratidão.
Agora, escutem o que os métodos de evangelismo moderno dizem. Eles dizem assim:
“Coloque o Senhor Jesus Cristo. Ele te dará amor, alegria, paz, realização
pessoal e felicidade duradoura.” Em outras palavras, “Jesus melhorará a sua
viagem.” Dessa maneira, o pecador responde ao apelo de um modo
experimental e “coloca” o Senhor Jesus para ver se a “propaganda”
é verdadeira. E o que vem sobre ele? Tentação, tribulação e perseguição.
Os outros passageiros escarnecem dele. O que ele faz, então? Arranca o Senhor
Jesus e joga ao chão, pois se sente ofendido por causa da Palavra (Marcos
4.17). Ficou desiludido e bastante amargurado, e com razão. Pois,
prometeram-lhe paz, alegria, amor, realização e felicidade duradoura, e tudo o
que conseguiu foram provações e humilhação. Então, ele passa a apontar sua
amargura em direção àqueles que lhe deram as tão famosas “boas novas”.
Seu último estado é pior do que o primeiro: outro desviado inoculado e
amargurado.
Santos,
ao invés de pregar que Jesus melhora a qualidade do vôo, nós deveríamos
estar alertando os passageiros que eles terão que pular do avião. Ou seja,
“que está determinado ao homem morrer uma só vez, e que depois disto virá o
julgamento.” (Hebreus 9:27). E aí, quando o pecador entender as horríveis
conseqüências por quebrar a Lei de Deus, ele correrá para os braços do
Salvador para escapar da ira vindoura. E se formos testemunhas verdadeiras e fiéis,
é isso que deveremos pregar: que existe uma ira vindoura; que Deus “ordena a
todas as pessoas em todos os lugares que se arrependam” (Atos 17:30). Por que
se arrepender? “Porque Ele estabeleceu um dia em que julgará o mundo com
justiça” (vs. 31). Entenda que não é uma questão de felicidade, mas sim de
justiça. Não importa o quanto o pecador possa estar sendo feliz ou o quanto
ele possa estar aproveitando “os prazeres passageiros do pecado” (Hebreus
11.25), sem a justiça de Cristo, ele perecerá no dia da ira. “De nada
aproveitam as riquezas no dia da ira; porém a justiça livra da morte.” (Provérbios
11.4). Paz e alegria são frutos legítimos da salvação, mas não é legítimo
usar tais frutos como propaganda para a salvação. Se persistirmos em fazer
isso, os pecadores responderão à mensagem com um motivo impuro, desprovidos de
arrependimento.
Agora,
vocês conseguem lembrar porque o segundo passageiro tinha alegria e paz no coração?
Era porque ele sabia que o pára-quedas ia salvá-lo da morte certa. E como
crente, como Paulo diz, eu tenho “alegria e paz em crer” (Romanos 15:13),
porque sei que a justiça de Cristo me livrará da ira vindoura.
Agora,
com esses pensamentos em mente, vamos analisar com cuidado um incidente a bordo
do avião. Aparece uma aeromoça novata. Ela carrega uma bandeja com café
fervendo. É o seu primeiro dia de trabalho. Ela quer que este dia fique marcado
na mente dos passageiros, e consegue seu intento, pois conforme está andando
pelo corredor, tropeça e despeja café quente no colo do nosso segundo
passageiro. Qual a reação dele ao sentir o líquido fervente queimar a sua
pele? Será que ele grita: “Aaaaaii! Que dor!”? Sim, ele sente a dor. Mas
será que arranca o pára-quedas e o joga ao chão? Será que ele esbraveja
dizendo: “Droga de pára-quedas!”? Não. Por que ele faria isso? Ele não
colocou o pára-quedas para melhorar a qualidade de seu vôo. Ele colocou para
salvá-lo da morte certa. Por isso, o incidente faz com que se agarre ainda com
mais força ao pára-quedas e mal consiga esperar a hora de saltar.
Então,
se “colocarmos” o Senhor Jesus pelo motivo correto, isto é, para escapar da
ira vindoura, quando vier a tribulação, quando o vôo ficar turbulento, nós não
ficaremos com raiva de Deus e nem perderemos nossa paz e alegria. Por que faríamos
isto? Não aceitamos Jesus para melhorar nosso estilo de vida: nós o aceitamos
para fugir da ira vindoura. Portanto, ao invés de nos levar à ira, a tribulação
conduz o verdadeiro crente para mais perto do Salvador. Infelizmente, temos
literalmente multidões de pessoas que se professam Cristãos, mas que perdem
sua alegria e paz quando o vôo fica turbulento. Por quê? Porque são produto
de um evangelho humanista. Estes crentes vêm a Jesus sem arrependimento, sem o qual não há salvação.
Recentemente,
estive na Austrália ministrando e... – a propósito a Austrália é um
pequeno país na costa da Nova Zelândia – ...preguei sobre pecado, a Lei,
justiça, santidade, julgamento, arrependimento e inferno, e não me surpreendi
com a quantidade de pessoas que quiseram “entregar seus corações a Jesus”.
Na verdade, o ambiente ficou muito tenso. Depois do evento, disseram-me: “Há
um jovem rapaz lá atrás que quer entregar sua vida a Cristo.” Eu fui lá e
encontrei um jovem que nem conseguia fazer a oração de entrega, de tão
desesperadamente que chorava. Aquilo para mim foi muito encorajador, pois, por
muitos anos, sofri de “frustração evangélica”. Eu queria tanto que os
pecadores respondessem ao Evangelho egocêntrico que eu pregava. A essência do
que pregava era mais ou menos o seguinte: “Você nunca encontrará a paz
verdadeira sem Jesus Cristo; você tem um grande vazio em seu coração que só
mesmo Deus pode preencher.” Eu pregava Cristo crucificado e, só no
finalzinho, pregava arrependimento. Quando alguém respondia ao apelo, eu abria
um dos meus olhos e pensava: “Ah, não! Esse cara quer dar o seu coração a
Jesus, mas há uma probabilidade de 80% de ele vir a desviar-se. Estou cansado
de criar desviados. Preciso ter certeza de que ele sabe mesmo o que está
fazendo. É melhor que esteja sendo sincero!” Assim, me aproximaria do rapaz
com um espírito da Gestapo Nazista. Chegaria bem pertinho dele e diria: “O
que focê quer?” Ele diria: “Estou aqui para tornar-me um cristão.” Eu
argumentaria: “Tem certeza?” Ele responderia: “É. Tenho.”, Eu tornaria
a perguntar: “Você tem realmente certeza?”. Ele diria: “É. Podes
crer.” “Tá certo, vou orar com você, mas é melhor que você ore com
sinceridade, do fundo do seu coração. Agora repita esta oração comigo!
‘Ó, Deus, eu sou um pecador’” Ele dizia: “Ah, é... Deus, eu sou um
pecador!” No que eu pensava: “Por que será que não há nenhum sinal claro
de quebrantamento. Não há sinal visível de que este jovem possa estar no seu
íntimo realmente arrependido de seus pecados” Foi então, que entendi qual
era o motivo: ele estava sendo 100% sincero. Ele estava tomando sua decisão de
todo o seu coração. Ele sinceramente queria dar uma experimentada neste Jesus
para ver no que dava. Já tinha experimentado sexo, drogas, materialismo, álcool.
Ele pensava assim: “Já experimentei uma porção de coisas na vida. Por que
então não experimentar esse tal de Jesus para ver se Ele é tudo isso mesmo
que esses crentes dizem que ele é: alegria, amor, realização, felicidade
duradoura.” O jovem não estava ali para fugir da ira vindoura, pois eu não
tinha pregado que havia ira alguma por vir! Isso estava fazendo uma falta terrível
nas minhas mensagens. O jovem não estava quebrantado, pois ele nem mesmo sabia
o que era o pecado. Lembram de Romanos 7:7? Paulo disse que não conheceu o
pecado senão pela Lei. Como alguém pode a vir a se arrepender se nem mesmo
sabe o que é o pecado? Então, qualquer coisa que nós venhamos a chamar de
arrependimento vem a ser algo que chamo de arrependimento horizontal. A pessoa
sente remorso por ter mentido para as pessoas, roubado das pessoas, etc. Mas,
quando David pecou com Bate-Seba e quebrou todos os Dez Mandamentos de uma só
vez – quando cobiçou a mulher do próximo, viveu uma mentira, roubou a mulher
do próximo, cometeu adultério, desonrou seus pais e, portanto, desonrou a Deus
– ele não disse: “Eu pequei contra Urias” O que ele disse foi: “Pequei
contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que era mal à Tua vista.” (Salmo 51:4).
Quando José foi tentado sexualmente, ele disse: “Como poderia eu fazer tal
coisa e pecar contra Deus?” (Gênesis 39:9). O filho pródigo disse: “Eu
pequei contra o Céu” (Lucas 15:21). Paulo pregava “arrependimento para com
Deus (Atos 20:21). E a Bíblia diz: “A tristeza segundo Deus produz
arrependimento” (2 Coríntios 7:10). Então, quando a pessoa não entende que
o pecado é primariamente vertical, ela simplesmente conseguirá exercitar
arrependimento superficial, experimental e horizontal – e se desviará
quando vierem a tribulação, a tentação e a perseguição.
A.B.
Earl disse: “Descobri através de extensa experiência que as mais sérias
ameaças da Lei de Deus têm um papel importantíssimo na condução das pessoas
a Cristo. Elas precisam se ver perdidas antes de clamar por misericórdia; elas
não fugirão do perigo até que o enxerguem.” Agora, gostaria que vocês
fizessem algo incomum. Não vou fazê-los passar vergonha. Dou minha palavra.
Mas, gostaria de perguntar-lhes quantos de vocês estavam pensando em outra
coisa enquanto eu estava lendo a citação de A.B. Earl. Quero admitir algo para
vocês. Eu mesmo estava pensando em outra coisa enquanto lia a citação! Sabem
o que estava pensando? “Ninguém está me ouvindo. Eles estão pensando em
outra coisa.” Então, para ressaltar um ponto importante, gostaria que vocês
fossem realmente honestos comigo. Se você estava pensando em outra coisa e não
faz a menor idéia do que A.B. Earl disse, levante sua mão bem alto, bem alto.
Geralmente, uns 70% das pessoas levantam a mão. Vamos lá, estamos quase nos
70%. Muito bem, pastor, obrigado, por sua honestidade.
A.B.
Earl foi um famoso evangelista do século XIX que teve mais de 150.000
convertidos para substanciar suas afirmações. Satanás não quer que vocês
escutem o que eu estou dizendo, então, prestem bastante atenção.
A.B.
Earl disse: “Descobri através de extensa experiência que as mais sérias
ameaças da Lei de Deus têm um papel importantíssimo na condução das pessoas
a Cristo. Elas precisam se ver perdidas antes de clamar por misericórdia; elas
não fugirão do perigo até que o enxerguem.”
É
mais ou menos assim: tente salvar alguém de se afogar quando a pessoa não
acredita estar se afogando e veja se ela vai ficar muito contente com você. Você
a vê no lago e pensa: “Acho que ela está se afogando. Sim, acho que está se
afogando mesmo.” Aí, você pula na água e a arrasta até a areia sem dizer
coisa alguma. Ela não ficará muito contente com você, pode ter certeza. Ela não
vai querer ser salva até ver que está correndo perigo. Da mesma forma, os
pecadores não fugirão da ira vindoura sem antes a enxergarem!
Veja
bem: se você viesse a mim e dissesse: “Olha, Ray. Isso aqui é a cura para o
Mal de Groaninzin. Vendi minha casa para levantar o dinheiro para comprar esse
remédio. Tome. É um presente para você”. Provavelmente eu reagiria assim:
“O que? Cura para o que? Mal de Groaninzin? Você vendeu sua casa para
levantar o dinheiro para comprar esse remédio? E está me dando de presente?
Ora, muito obrigado. Tchau... Esse cara é louco.” Sabe, essa seria
provavelmente a maneira como eu reagiria se você vendesse sua casa para comprar
o remédio para me curar de uma doença da qual jamais ouvi falar. Ainda mais se
viesse oferecê-lo a mim gratuitamente – acharia você muito estranho.
Mas,
se ao invés disso, você chegasse a mim e dissesse: “Ray, você está com o
Mal de Groaninzin. Já consigo ver dez claros sintomas em sua pele. Você morrerá
em duas semanas.”, eu me convenceria de que tinha a doença (já que os
sintomas eram tão evidentes) e diria: “Oh! O que farei agora?” Nisso, você
responderia: “Não se preocupe. Tenho aqui a cura para sua doença. Vendi
minha casa para comprar este remédio. Tome. É um presente para você.” Nessa
situação, eu não desprezaria seu sacrifício. Ao contrário, ficaria grato e
tomaria posse dele. Por quê? Porque, ao enxergar a doença que me consumia,
desejei a cura.
Lamentavelmente,
o que tem acontecido nos Estados Unidos e no Mundo Ocidental é que temos
pregado a cura sem primeiro convencermos da doença. Temos pregado o Evangelho
da graça sem primeiro convencer os pecadores da Lei, ou seja, que são
transgressores. Como conseqüência desta pregação, que oferece a graça
primeiro, quase todas as pessoas que tento evangelizar no sul da Califórnia e
no Cinturão Bíblico já “nasceram de novo” umas seis ou sete vezes.
Quando digo: “Você precisa entregar sua vida a Jesus Cristo.” A resposta
que sai quase que instantaneamente é: “Ah, já fiz isso quando tinha sete,
onze, dezessete, vinte e três, vinte e oito, trinta e dois anos de idade...”
Na hora, você sabe que o indivíduo não é Cristão. Ele é um fornicador. É
um blasfemo, mas acha que é salvo porque “nasceu de novo”. O que está
acontecendo? Ele está usando a graça de nosso Deus para dar ocasião à carne.
Não reconhece nem estima o sacrifício de Jesus. Para ele, não há nada de
mais em pisar o sangue de Cristo (Hebreus 10:29). Por quê? Por que jamais
se convenceu de que tinha a doença e, portanto, não é grato pela cura.
O
Evangelismo Bíblico é sempre, sem exceção, Lei para os soberbos e Graça aos
humildes. Não existe uma passagem na Bíblia onde Jesus ofereça o Evangelho,
as Boas Novas, a Cruz ou a Graça de Deus a uma pessoa soberba, arrogante e que
se considera boa aos próprios olhos. Não mesmo. Com a Lei, Ele quebra o coração
duro, e com o Evangelho, cura o coração quebrantado. Por quê? Porque Ele
sempre fez aquilo que agrada ao Pai. Deus resiste aos soberbos e dá
graça aos humildes (Tiago 4:6; 1 Pedro 5:5). “Todos os soberbos de coração”,
dizem as Escrituras, “são abominação ao Senhor” (Provérbios 16.5).
Jesus
nos disse para quem é o Evangelho. Disse assim: “O Espírito do Senhor está
sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me
para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos.”
(Lucas 4:18). Estas são declarações espirituais. Os pobres (humildes)
Vejamos
alguns exemplos do uso da Lei com os soberbos e graça com os humildes. Lucas
10:24. Ah! Quando eu citar uma referência aqui do púlpito, repetirei duas
vezes, pois sei que há homens presentes – e os homens precisam escutar as
coisas duas vezes para poderem entender... Os homens precisam escutar as coisas
duas vezes. E isso é sustentado biblicamente. Quando Deus fala com homens na Bíblia,
Ele usa seus nomes duas vezes: “Abraão, Abraão... Saul, Saul... Moisés,
Moisés... Samuel, Samuel...” Porque os homens precisam escutar as coisas duas
vezes. As mulheres apenas uma. Eu não sei quantas vezes nos cultos o pregador
dizia “Lucas 10:25” e eu me virava para minha esposa e dizia: “O que foi
que ele disse?”. Ela respondia: “Lucas 10:25”. Aí eu dizia: “Obrigado,
querida!” AUXILIADORA IDÔNEA. Foi por isso que Deus criou as mulheres: porque
os homens não conseguem se virar sozinhos. O negócio é assim: Os homens
perdem as coisas. As mulheres as acham. “Onde estão as chaves, querida?”
“Bem no seu nariz, querido.” Sabem, eu não sei quantas vezes já abri o armário
e disse: “Não tem mais doce, meu docinho” e ela respondeu: “Está aqui,
querido.” Onde os homens estariam sem as mulheres? Hein? Ainda estariam no
Jardim do Éden! Foi Eva quem achou a árvore. Adão nem mesmo sabia o que
estava se passando. Na verdade, se observarmos o processo de criação da
mulher, a Bíblia diz que, para criar a mulher, Deus colocou o homem em um
profundo sono. Mas, não diz se ele jamais conseguiu acordar desse sono!
Em
Lucas 10:25, vemos um certo advogado se levantar e tentar Jesus. Este homem não
é um advogado comum, mas um professo especialista na Lei de Deus. Ele
levantou-se e disse a Jesus: “Como posso alcançar a vida eterna?” O que foi
que Jesus fez? Deu-lhe a Lei. Por quê? Porque o homem era soberbo, arrogante e
se considerava muito bom. Eis um professo especialista na Lei de Deus tentando o
próprio Filho de Deus. Pois, na verdade, o espírito por trás de sua pergunta
era: “E o que você acha que devemos fazer para alcançar a vida eterna?”
Por isso, Jesus aplicou-lhe a Lei, dizendo: “O que está escrito na Lei?”
Qual a sua leitura dela?” No que o advogado responde: “Ah, deves amar o
Senhor teu Deus de todo o teu coração, entendimento, alma e força; amar o teu
próximo como a ti mesmo.” Jesus afirmou-lhe: “Faça isso e viverás.” As
Escrituras continuam dizendo: “Mas, ele, querendo justificar-se,
disse a Jesus: ‘Quem é o meu próximo?” A Bíblia Viva mostra de maneira
mais clara o efeito da Lei sobre o homem. Ela diz: “O homem quis justificar
sua falta de amor por certos tipos de pessoas; então perguntou: “Quais próximos?”
Vejam só, ele não tinha problemas com os Judeus, mais não gostava dos
Samaritanos. Então, Jesus contou-lhe a história que chamamos de “O Bom
Samaritano” que não era “bom”
De
maneira parecida, em Lucas 18:18, o jovem rico chegou a Jesus, dizendo: “Como
alcançarei a vida eterna?” Eu fico me perguntando como a maioria de nós
reagiria se alguém se aproximasse e dissesse: “Como posso alcançar a vida
eterna?” Certamente diríamos: “Ó... rápido! Faça essa oração antes que
você mude de idéia!” Mas, o que foi que Jesus fez com o Seu convertido em
potencial? Ele aplicou-lhe a Lei. Deu-lhe cinco Mandamentos horizontais,
mandamentos em relação ao seu próximo e, quando o homem afirmou: “Ah! Esses
eu tenho guardado desde minha mais tenra idade.”, Jesus respondeu-lhe: “Uma
coisa ainda vos falta” e usou a essência do primeiro dos Dez Mandamentos:
“Eu sou o Senhor vosso Deus... Não tereis outros deuses além de mim” (Êxodo
20:2-3). Jesus mostrou ao jovem que o seu deus era o dinheiro, e que não se
pode servir Deus e a Mamon. (Mateus 6:24). Lei para os soberbos!
Também
vemos a graça sendo dada aos humildes, como no caso de Nicodemos (João 3).
Nicodemos era um dos líderes dos Judeus. Era mestre
Algo
parecido ocorreu também no caso de Natanael (João 1:43-51). Natanael era um
Israelita criado de fato debaixo da Lei, em quem não havia dolo nem engano.
Obviamente, a Lei foi a professora (aIio) que conduziu esse judeu a Cristo.
Algo
similar também ocorreu com os Judeus no dia de Pentecostes (Atos 2). Eles eram
Judeus devotos que, portanto, comiam, bebiam e dormiam a Lei de Deus. Matthew
Henry, o Comentarista da Bíblia, disse que a razão pela qual eles estavam
reunidos no Dia de Pentecostes era para celebrar a entrega da Lei de Deus no
Monte Sinai. Então, quando Pedro levantou-se para pregar para esses Judeus, ele
não pregou sobre a ira vindoura. Não, a Lei aponta para a ira de Deus. Eles já
sabiam disso. Não pregou sobre justiça ou julgamento. Nada disso. Apenas
contou-lhes as Boas Novas da dívida sendo paga, o que os atingiu no coração e
eles clamaram: “Irmãos, o que faremos?” (versículo 37). A Lei foi o aio
para conduzir-lhes a Cristo para que pudessem ser justificados pela fé em Seu
sangue. Como escreveu o compositor (William R. Newell) de um famoso hino:
“Pela palavra de Deus, finalmente, meu pecado enxerguei; tremi, então, diante
da Lei que rejeitara, até que, minha pecadora alma, implorando, virou-se em
direção ao Calvário.”
Em 1
Timóteo 1:8 está escrito: “Sabemos, porém, que a lei é boa se alguém dela
usar com o propósito para o qual foi criada” A Lei de Deus é boa se for
usada legitimamente para o propósito para o qual foi criada. Bem, com que propósito
a Lei foi criada? O versículo seguinte nos informa: “A Lei não foi
feita para os justos, mas para os ímpios.” e nos dá uma lista de
tipos de ímpios: homossexuais, fornicadores. Se você quiser conduzir um
homossexual a Cristo, não discuta com ele sobre sua perversão, pois ele estará
pronto para você com suas luvas de boxe. Não, não. Aplique-lhe os Dez
Mandamentos. A Lei foi feita para os homossexuais. Mostre-lhe que ele está
condenado apesar de sua perversão.
Se
você quiser levar um Judeu para Cristo, solte o peso da Lei sobre ele. Deixe
que ela prepare o seu coração para a graça como ocorreu no Dia de
Pentecostes. Se você quiser conduzir um Mulçumano a Cristo, dê-lhe a Lei de
Moisés – eles aceitam Moisés como profeta. Bem, dê-lhes a Lei de Moisés e
livre-os de sua auto-justiça. Em seguida, leve-os ao ensangüentado pé da
cruz. Ouvi falar de um Mulçumano que leu nosso livro O Maior Segredo do
Diabo e Deus seguramente o salvou, puramente através da leitura do livro.
Por quê? Porque a Lei de Deus é perfeita para converter a alma.
Pensem
na mulher apanhada em ato de adultério (João 8:1-11) – violação do sétimo
mandamento. A Lei exigia o seu sangue (Levítico 20:10) e ela se encontrava em
uma situação muito difícil. Não tinha saída, a não ser lançar-se aos pés
do Filho de Deus por misericórdia; e essa é a função da Lei de Deus.
Paulo
falou de estar guardado debaixo da Lei (Gálatas 3:23) – a Lei condena. Diz-se
por aí: “Você não pode sair por aí condenando os pecadores!” Santos,
eles já estão condenados. João 3:18: “Aquele que não crê já está
condenado.” Só o que a Lei faz é mostrar aos pecadores o seu verdadeiro
estado.
Senhoras,
vocês vão bem entender esta ilustração: A mesa de sua sala está precisando
de limpeza. Então, você vai e limpa. A poeira some. Então, você abre as
cortinas e deixa o sol da manhã entrar. O que vê sobre a mesa? Poeira! O que vê
no ar? Poeira! Foi a luz que criou a poeira? Não, a luz meramente expôs a
poeira. E quando você e eu decidimos abrir as cortinas (o véu) do Santos dos
Santos e deixamos a luz da Lei de Deus brilhar sobre os corações dos
pecadores, só o que ocorre é que eles passam a enxergar-se de maneira
verdadeira. “Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução luz” (Provérbios
6:23). Foi por esta razão que Paulo disse: “Pela Lei vem o conhecimento do
pecado” (Romanos 3:20). Foi por isso que ele disse: “pelo mandamento o
pecado se manifestou excessivamente maligno.” (Romanos 7:13). Em outras
palavras, a Lei o mostrou o pecado em sua verdadeira luz.
Bom,
geralmente a esta altura do ensinamento, eu cobriria os Dez Mandamentos um a um,
mas, o que vou fazer é compartilhar como eu pessoalmente evangelizo, pois creio
que isso será mais benéfico.
Vejam,
eu creio firmemente em seguir os passos de Jesus. Jamais, jamais mesmo, eu
abordaria alguém e diria: “Jesus te ama.” Totalmente anti-bíblico. Não há
precedente para isso nas Escrituras. Também não chegaria a alguém e diria:
“Gostaria de falar-lhe sobre Jesus Cristo.” Por quê? Porque se quisesse
acordar alguém de um profundo sono, não usaria uma lanterna em seus olhos,
pois isso o ofenderia. O que faria seria aumentar a luz bem gentilmente.
Primeiro no nível natural e depois no espiritual. Por quê? Porque “homem
natural não recebe as coisas do espírito de Deus; nem consegue discerni-las. São
loucura para ele, pois são espiritualmente compreendidas” (1 Coríntios
2:14).
O
precedente para Evangelismo pessoal é dado nas Escrituras em João 4. Lá,
podemos ver o exemplo de Jesus com a mulher samaritana. Jesus começou no nível
natural, mudou para o espiritual, trouxe a ‘convicção de pecado’ usando o
Sétimo Mandamento, e então Se revelou como o Messias. Assim, quando encontro
alguém, falo do clima, esportes, etc: deixo que a pessoa perceba um pouco de
‘juízo’
Continuo
dizendo: “Tenho outro presente para você” e do meu bolso eu tiro um
“centavo com os Dez Mandamentos”. Temos uma máquina que faz isso. Compramos
os centavos novinhos no banco; lindos centavos que colocamos em nossa máquina
que os prensa (e também serve para amassar o seu dedão se você ficar parado).
Bom, a máquina prensa os centavos. O que não é contra a lei, pois isto é
considerado arte. Não se trata de deformar um centavo. Então, eu digo: “Olha
um presente para você.”, no que a pessoa responde: “O que é isso?” Eu
digo: “É um centavo com os Dez Mandamentos. Fiz com meus dentes... A letra
‘i’ é fácil, mas a letra ‘e’ dá bastante trabalho.”
Sabe,
o que estou fazendo é lançar um teste para ver se ele está aberto às coisas
espirituais. Se ele, de maneira negativa, disser: “Dez Mandamentos? Muito
obrigado.”, ele não está aberto. Mas, a reação de costume é: “Dez
Mandamentos... Puxa, obrigado! Valeu mesmo.” Então, eu digo: “Ah, você
acha que tem guardado os Dez Mandamentos?” Ele responde: “Ah, sim... acho
que sim.” Eu o convido: “Vamos dar uma olhadinha neles? Já contou
alguma mentira em sua vida?” Ele diz: “Ah, sim... é... uma ou duas.” Eu
pergunto: “O que isso faz de você?” Ele diz: “Um pecador.” Eu insisto:
“Não, não. Especificamente, o que isso faz de você?” Ele
responde: “Hei, cara, eu não sou mentiroso.” Eu pergunto: “Quantas
mentiras você precisa contar para ser considerado mentiroso? Não é verdade
que se você contar pelo menos uma mentira, isso já faz de você um
mentiroso?” Ele diz: “É... acho que você está certo.” Eu pergunto: “Já
roubou alguma coisa em sua vida? Mesmo algo de pouco valor?” e ele diz: “Não”
Então, digo: “Espere aí, você acabou de admitir que é um mentiroso.” e
pergunto: “O que isso faz de você?” Ele diz: “Um ladrão.” Continuo
dizendo: “Jesus disse que se você olhar para uma mulher para cobiçá-la, você
comete adultério com ela em seu coração.” (Mateus 5:28). Já fez isso? Ele
responde: “Já. Uma porção de vezes.” Então, por sua própria admissão,
você é um mentiroso, um ladrão e adúltero de coração, e terá que
enfrentar a Deus no Dia do Julgamento; e olha que nós apenas usamos três dos
Dez Mandamentos. Há mais outros sete com os seus canhões apontados para você.
Você alguma vez já usou o nome de Deus em vão?” “É... tenho tentado
parar.” Então o questiono: “Sabe o que você está fazendo? Ao invés de
usar uma palavra nojenta de cinco letras que começa com ‘m’ para expressar
sua raiva, você está usando o nome de Deus em seu lugar. Isso se chama blasfêmia;
e a Bíblia diz: “De toda palavra frívola que alguém proferir, dela prestará
contas no Dia do Julgamento’ (Mateus 12:36). “O Senhor não terá por
inocente aquele que tomar Seu nome em vão.” (Êxodo 20:7) A Bíblia diz que
se você odeia alguém, você é assassino (1 João 3:15).
Agora,
o maravilhoso sobre a Lei de Deus é que Deus se ocupou de escrevê-la em nossos
corações. Romanos 2:15: “pois mostram a obra da lei escrita em seus corações,
testificando juntamente à sua consciência...” A palavra
consciência significa “com conhecimento”. “Con” quer
dizer “com” e “ciência” significa “conhecimento”. Consciência.
Então, toda vez que ele mente, cobiça [sexualmente], fornica, blasfema, comete
adultério, faz isso com conhecimento de que isso é errado. Deus deu
luz a todas as pessoas. O Espírito Santo os convence do pecado, da justiça e
do julgamento (João 16:8). O pecado que é transgressão da lei (1 João 3:4);
a justiça que é da Lei (Romanos 10:5; Filipenses 3:9); julgamento que é pela
Lei. Sua consciência o acusa – a obra da Lei escrita em seu coração
(Romanos 2:15) – e a Lei o condena.
Então,
digo “Se Deus o julgar por este padrão no Dia do Julgamento, você será
inocente ou culpado?” Ele diz: “Culpado.” Então, digo assim: “E você
acha que vai para o céu ou inferno?” e a resposta de costume é: “Para o céu.”
– um produto do “evangelho” moderno. Eu pergunto: “Por que acha isso?
Seria porque você acha que por Deus ser bom Ele vai relevar os seus pecados?”
Ele responde: “É isso aí. Ele vai relevar os meus pecados.” “Bem, tente
isso em um tribunal. Imagine que você cometeu estupro, assassinato, tráfico de
drogas – vários graves crimes. O juiz diz: ‘Você é culpado. Todas as
provas estão aqui. Tem alguma coisa a dizer antes de eu proferir sua sentença?”
Você responde: “Sim, Senhor Juiz. Gostaria de dizer que acredito que o senhor
é um bom homem e vai relevar meus crimes.” O juiz provavelmente diria: “Tem
razão em relação a uma coisa: sou mesmo um bom homem e, por causa de minha
bondade, me certificarei que a justiça seja feita. Por causa da minha bondade,
vou me certificar de que você seja punido.” E a mesmíssima coisa que os
pecadores acham que há de salvá-los no Dia do Julgamento – a bondade
de Deus – será o que vai condená-los. Por Deus ser bom, Ele deve, por
natureza, punir todos os assassinos, estupradores, ladrões, mentirosos,
fornicadores e blasfemos. Deus vai punir o pecado onde quer que ele se encontre.
Ora,
com esse conhecimento, o pecador passa a ser capaz de compreender a mensagem.
Ele, agora, tem a luz necessária para entender que seu pecado é primeiramente
vertical: que “pecou contra o Céu” (Lucas 15:21). Que violou a Lei de
Deus e irou a Deus e que sobre ele a ira de Deus permanece (João
3:36). Agora ele pode ver que foi “pesado na balança” da justiça eterna e
“foi achado em falta” (Daniel 5:27). Agora entende a necessidade de um
sacrifício. “Cristo nos redimiu da maldição da Lei fazendo-se maldição
por nós.” (Gálatas 3:13). “Deus demonstrou Seu amor por nós, pois
enquanto ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5:8). Nós
quebramos a Lei. Cristo pagou a multa. É simples assim. E se as pessoas se
arrependerem e colocarem sua fé em Jesus, Deus cancelará os seus pecados para
que no Dia do Julgamento, quando o processo for reaberto, Deus possa dizer:
“Seu processo foi encerrado por falta de provas.” “Cristo nos redimiu da
maldição da Lei fazendo-se maldição por nós” e, portanto, o redimido
passa a exercitar o arrependimento para com Deus, a fé
Bom,
eu não tenho tempo para compartilhar muitas citações com vocês, mas elas estão
no material impresso que vocês receberam. Estou certo que vocês reconhecerão
estes nomes: John Wycliffe, o tradutor da Bíblia. Ele disse: “O maior serviço
que alguém pode fazer na terra é pregar a Lei de Deus.” Por quê? Porque a
Lei conduz os pecadores à fé no Salvador, à vida eterna.
Martinho
Lutero disse: “O primeiro dever do pregador do Evangelho é declarar a Lei de
Deus e expor a natureza do pecado.” De fato, conforme lemos estas citações,
reconhecemos nestes homens uma convicção tão grande que podemos sentir seus
dentes travados. Esses homens disseram coisas do tipo: “Se não usarmos a Lei
na proclamação do Evangelho, encheremos nossas igrejas de falsos
convertidos.” Pessoas com um coração cujo solo é pedregoso e que apenas
inicialmente recebem a mensagem com alegria.
Escutem
só o que Martinho Lutero disse também: “Satanás, o deus de toda dissensão
levanta novas seitas diariamente. Uma de suas manobras mais recentes, que eu
jamais suspeitaria poder vir a existir, foi de levantar uma seita na qual se
prega que as pessoas não deveriam ter medo da Lei, e na qual as pessoas são
gentilmente exortadas pela pregação da graça de Cristo”, o que resume
perfeitamente uma grande parte do evangelismo moderno.
John
Wesley disse a um jovem amigo evangelista: “Pregue 90% lei e 10% graça” Então,
pode-se questionar: “90% Lei e 10% graça? Muito pesado. Será que não dava
para ser 50% para cada uma?” Pense assim: Eu sou o médico, você o paciente.
Você tem uma doença terminal. Eu tenho a cura, mas é absolutamente essencial
que você esteja totalmente comprometido com a cura, pois, se não estiver 100%
comprometido, não funcionará. Como devo lidar com essa situação?
Provavelmente assim: “Venha cá. Sente-se. Tenho notícias muito sérias
para dar-lhe: você tem uma doença terminal.” Você começa a tremer. Eu
penso comigo mesmo: “Ótimo. Ele está começando a perceber a seriedade da
situação.” Apresento gráficos, raios-X, mostro-lhe a doença consumindo seu
organismo. Falo-lhe por Dez Minutos sobre esta terrível doença.
Quanto tempo, então, você acha que eu terei que falar da cura? Não muito
tempo. Então, quando você estiver tremendo depois dos dez minutos, eu digo:
“A propósito, eis a cura.” Você agarra o medicamento e o engole com
vontade. Seu conhecimento da doença e de sua horrível conseqüência fez com
que desejasse a cura.
Sabem,
antes de eu ser Cristão, eu tinha tanto desejo de justiça quanto um garoto de
quatro anos tem pela palavra “banho”. Qual a questão? Jesus disse:
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça.” Mas, quantos
descrentes você conhece que tem fome e sede de justiça? A Bíblia diz: “Não
há quem busque a Deus.” (Romanos 3:11). Ela diz que eles amam a escuridão e
odeiam a luz; não virão à luz, a não ser que seus feitos sejam expostos (João
3:19-20). A única coisa que bebem como se fosse água é a iniqüidade (Jó
15:16). Contudo, na noite em que fui confrontado com a natureza espiritual da
Lei de Deus e entendi que Deus exige a verdade no íntimo (Salmo 51:6), que Ele
via meus pensamentos e considerava a lascívia como o mesmo que adultério, e ódio
como homicídio, comecei a pensar: “Vejo que estou condenado. O que preciso
fazer para me acertar?” Comecei a sentir sede de justiça. A Lei pôs sal em
minha língua. Ela foi o aio para me levar a Cristo.
Charles
Spurgeon disse: “Não aceitarão a graça até tremerem diante de uma Lei
justa e santa.” D.L. Moody, John Bunyan, John Newton, que escreveu
“Maravilhosa Graça” (e se alguém podia falar sobre graça com tanta
propriedade esse era Newton). John Newton disse que “a correta compreensão da
harmonia entre Lei e Graça nos preserva de ser enredados por erros tanto na mão
direita quanto na esquerda.”
Charles
Finney disse “Cada vez mais, a Lei deve preparar o caminho para o
Evangelho.” Disse ainda: “Negligenciar isto na instrução das almas
certamente resultará em falsa esperança, na introdução de um padrão falso
da experiência Cristã, e encherá a igreja de falsos convertidos.”
Santos,
esta foi a primeira frase que David Wilkerson disse a mim quando me ligou do
telefone do seu carro: “Eu pensava que era o único que não acreditava em
‘acompanhamento.’” Vejam, eu acredito que devemos alimentar um novo
convertido; Creio que devemos nutri-lo. Creio que devemos discipulá-lo – isto
é bíblico e extremamente necessário. Mas, não acredito em fazer
‘acompanhamento’. Não consigo encontrar tal prática nas Escrituras. O
Eunuco Etíope foi deixado sem ‘acompanhamento’ algum. Como ele conseguiu
sobreviver? Tudo o que ele tinha era Deus e as Escrituras. ‘Acompanhamento’...
Bem, deixem-me primeiro explicar o que é ‘acompanhamento’ para aqueles que
não sabem o que é isso. ‘Acompanhamento’ é quando conseguimos decisões
para Cristo, ou através de cruzadas ou na igreja local, e designamos obreiros
para fazer a colheita, sendo tão poucos quanto os obreiros já são, diga-se de
passagem, dando-lhes a desanimadora tarefa de correr atrás destas decisões
para se certificar de que prosseguirão com Deus. Isso na verdade é uma triste
admissão da quantidade de confiança que nós temos no poder de nossa mensagem
e no poder sustentador de Deus. Se Deus os salvou, Deus os sustentará. Se forem
nascidos de Deus, jamais morrerão. Se Ele começou uma boa obra neles, Ele a
completará até aquele dia (Filipenses 1:6); Se Ele for o autor de sua fé,
Ele será [também] o consumador de sua fé (Hebreus 12:2). Ele pode também
salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus (Hebreus 7:25). Ele é
capaz de sustentá-los para que não caiam e apresentá-los imaculados e
jubilosos diante de Sua presença e glória (Judas 24). Jesus disse: “Ninguém
irá arrebatá-los da mão de meu Pai” (João 10:29).
Vejam,
santos, o problema é que Lázaro já está com quatro dias de morto (João 11).
Podemos entrar na tumba correndo, podemos puxá-lo para fora, podemos colocá-lo
de pé, podemos abrir os seus olhos, mas ele “cheira mal” (versículo 39).
Ele precisa ouvir a voz do Filho de Deus. Os pecadores estão mortos “há
quatro dias” em seus pecados. Podemos correr a eles e dizer: “Façam esta
oração.” Ainda assim, precisarão ouvir a voz do Filho de Deus, ou não
haverá vida neles; e o que prepara o ouvido dos pecadores para ouvir a voz do
Filho de Deus é a Lei. É o aio para levá-los a Cristo para que possam ser
justificados pela fé (Gálatas 3:24). Santos, a Lei funciona; ela converte a
alma (Salmo 19:7). Torna a pessoa uma nova criatura em Cristo: “As coisas
velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5:17). Então,
quando encontrar um pecador, experimente a Lei nele. Mas, ao fazer isso,
lembre-se desta anedota:
Você está viajando em um avião, saboreando
seu café, beliscando um biscoitinho e assistindo um filme. O vôo está ótimo,
muito agradável mesmo, quando, repentinamente, se ouve: “Aqui quem fala é o
comandante. Tenho um comunicado a todos. Como a cauda desta aeronave acabou de
partir-se, nós vamos cair. É uma queda de
Agora,
se olharmos à nossa volta, veremos vários passageiros aproveitando o vôo.
Eles estão desfrutando dos prazeres do pecado por algum tempo. Chegue a essas
pessoas e diga: “Com licença. Você ouviu a ordem do comandante sobre a salvação?
‘Coloque o pára-quedas de Cristo.’” A pessoa se vira para você e
diz: “Ah! Eu não acho que seja isso que Deus está querendo dizer. Deus é
amor. Além do mais, eu estou bem feliz assim como estou. Obrigado.” Não vá
se virar de maneira zelosa, mas sem conhecimento, e dizer-lhe: “Por favor,
coloque o pára-quedas de Jesus Cristo. Ele te dará amor, alegria, paz, realização
pessoal e felicidade sem fim. Você tem um vazio em seu coração que só Deus
pode preencher. Se você tiver problemas no casamento, com drogas, álcool, só
o que você precisa fazer é entregar o seu coração a Jesus.” Não. Se fizer
isso, você estará dando a essa pessoa o motivo errado para o seu compromisso
com Cristo. Ao invés disso, diga: “Deus, dê-me coragem!” e avise sobre o
salto. Só é preciso dizer: “Hei, está determinado às pessoas morrer uma só
vez. Se você morrer com seus pecados, Deus será forçado a fazer-lhe justiça
– e o julgamento do Senhor será completo. Pois, de Toda palavra frívola que
as pessoas proferirem, prestarão contas no Dia do Julgamento; Assim, se você
alguma vez cobiçou alguém sexualmente, praticou adultério em seu coração.
Se, alguma vez na vida, sentiu ódio por alguém, você matou a pessoa em seu
coração. Jesus alertou que a justiça será completa – o punho cerrado da
ira eterna virá sobre você (PLOFT!), transformando-o em pó! Deus abençoe.”
Entendam, santos, que não estou falando em pregar o fogo do inferno. Tal pregação
produz convertidos cheios de medo, o uso da Lei de Deu produz convertidos cheios
de lágrimas. Os primeiros vêm a Cristo por que? Porque querem escapar do fogo
do inferno, mas, em seus corações, acham que Deus é duro e injusto, pois a
Lei de Deus não foi usada para mostrar-lhes quão mal é o pecado. Não
conseguem ver que merecem o inferno e, portanto, não entendem misericórdia ou
graça. Assim, falta-lhes gratidão a Deus por Sua misericórdia. E gratidão é
a motivação básica do evangelismo. Não haverá zelo no coração de um falso
convertido para evangelizar. No segundo caso, os pecadores vêm a Cristo sabendo
que pecaram contra Deus, que os olhos de Deus estão em todo lugar observando o
bem e o mal; que Deus vê a escuridão como se fosse pura luz; que Deus tem
visto os seus pensamentos. Se Deus, em Sua santidade, no dia da ira fizesse
manifestos todos os seus pecados escondidos de seu coração, todas as suas
atitudes feitas às escondidas, se Ele fizesse manifesta toda a evidência de
sua culpa, Deus os tomaria por algo impuro e os lançaria no inferno,
aplicando-lhes a justiça. Mas, ao invés disso, Deus deu-lhes misericórdia,
demonstrou-lhes o seu amor, pois enquanto ainda eram pecadores Cristo morreu por
eles. Assim, caem de joelhos diante da cruz manchada de sangue e dizem: “Oh,
Deus, se fizeres isto por mim, farei tudo por Ti. Me apraz fazer a tua vontade,
oh, meu Deus. Tua Lei está escrita em meu coração.” E, da mesma maneira que
o homem que sabia que teria que saltar pela porta do avião e enfrentar as
conseqüências por quebrar a lei da gravidade e, por isso, jamais tiraria o pára-quedas
pois sua própria vida dependia dele, assim também é todo aquele que chega ao
Salvador sabendo que terá que deparar-se a Deus face a face no dia da ira:
jamais desprezará a justiça de Deus em Cristo, pois sua própria vida
depende disso.
Deixem-me
ver se posso ilustrar bem a questão ao nos aproximarmos do término desta
mensagem. Estava em uma loja algum tempo atrás e o proprietário estava a
servir um cliente usando o nome de Deus de forma blasfema. Bem, se alguém
usasse o nome de minha esposa de forma blasfema, isto é, em lugar de um palavrão,
eu ficaria extremamente ofendido com isso. Mas, aquele cara estava usando o nome
de Deus como um palavrão – o nome do Deus que lhe dera vida, seus olhos,
habilidade de pensar, seus filhos, seu alimento; todo prazer que já tivera até
aquele momento lhe tinha sido dado pela bondade de Deus – e ele estava usando
o nome de Deus como um palavrão. De maneira indignada, curvei-me entre ele e o
freguês e disse: “Com licença, isso aqui é uma reunião religiosa?” O
cara se virou e disse: “Que diabos? Não!” “Ah, é sim! Pois agora você
está falando do diabo. Deixe-me dar um de meus livros de presente para você.”
Então, fui até o meu carro e peguei um livro que escrevi chamado Deus
Não Acredita em Ateus: Evidência de que Ateus Não Existem. É um livro
que usa lógica, humor, raciocínio e racionalismo para provar a existência de
Deus – que é algo que se pode fazer em dois minutos sem usar fé. É algo
muito simples para provar a existência de Deus de maneira absolutamente
conclusiva. Além disso, se prova também que ateus não existem. Na verdade,
deixem-me mostrar-lhes um de nossos adesivos para carro. “Dia Nacional do
Ateu: 1º de Abril”. [Continuando a história,] dei o livro ao proprietário
da loja e, dois meses depois, voltei lá para dar-lhe outro livro meu, Meu
Amigos Estão Morrendo! Uma história verídica e pungente sobre a
ministração do Evangelho na parte mais perigosa de Los Angeles; um livro que
também usa humor em sua apresentação. Dei-lhe estes livros e, posteriormente,
ele me ligou para contar-me o que tinha acontecido: sua esposa começou a olhar
feio para ele por estar lendo um livro chamado Meus Amigos Estão Morrendo e dando risadas a cada dois
minutos. Mas, acontece que ele estava fazendo faxina em seu quarto e pegou o
outro livro Deus não acredita em Ateus. “Ah!” (de maneira
desgostosa), disse ele, mas, ainda assim, leu a primeira página e, então, leu
as outras 260 páginas do livro. Ele me disse: “Aquilo foi estranho, pois
detesto a leitura.” Aí, ele leu Meus Amigos Estão morrendo!, entregou sua vida a Cristo,
comprou uma Bíblia e, quando veio me fazer uma visita, contou-me que, apenas
dois dias após tornar-se Cristão, ele já tinha lido até o livro chamado
Levi-tí-co e, se eu me lembro bem, em seguida, ele iria ler o livro de salmos
e Jô. Seja como for, o fato é que, até o momento de sua conversão o homem
era um bruxo praticante. “A Lei do Senhor é perfeita para converter a
alma.”
É como se Deus estivesse olhando lá de cima para mim – durante todo o tempo
em que, por muitos anos, eu pregava em praça pública, combatendo o inimigo com
o espanador de penas do evangelismo moderno – e dizendo: “O que é que você
está fazendo? As armas da minha milícia não são carnais, mas poderosas em
Deus, para demolição de fortalezas (2 Coríntios 10:4). Eis aqui dez grandes
canhões.” E, quando eu comecei a alinhar e apontar os dez canhões da Lei de
Deus, os pecadores pararam de caçoar e fazer pouco. Muito pelo contrário, seus
rostos ficaram pálidos. Eles começaram a erguer as mãos e dizer: “Eu me
rendo” Entrego tudo a Jesus.” Começaram a vir para o lado dos vencedores
para nunca pensar
E
agora, santos, com suas cabeças erguidas e olhos abertos, e sem música alguma
sendo tocada, deixem-me desafiá-los sobre a validade de sua salvação. O
evangelismo moderno diz: “Jamais questione a sua salvação.” Porém, a Bíblia
diz exatamente o contrário. Ela diz: “Examinai-vos a vós mesmos se
permaneceis na fé” (2 Coríntios 13:5). É melhor que seja agora de que no
Dia do Julgamento. A Bíblia diz ainda: “Procurai fazer firme a vossa vocação
e eleição” (2 Pedro 1:10) e alguns de vocês sabem que há algo radicalmente
errado com sua caminhada Cristã. Você perde sua paz e alegria quando o vôo
fica turbulento. Falta-lhe zelo para evangelizar. Jamais você caiu com rosto em
chão diante do Deus Todo-Poderoso e disse: “Pequei contra Ti, ó Deus! Tem
misericórdia de mim!” Nunca você correu para os braços de Jesus Cristo para
ser limpo pelo seu sangue, clamando desesperadamente: “Deus, tem misericórdia
de mim, pois sou um pecador!” E tem mais: falta-lhe gratidão, falta-lhe um
zelo ardente pelos perdidos. Você não pode nem dizer que o fogo de Deus queima
em seu coração. Na verdade, há um grande perigo de estar entre aqueles
chamados “mornos” que serão cuspidos da boca de Cristo no Dia do Julgamento
(Apocalipse 3:16) quando as multidões clamarão a Jesus: “Senhor, Senhor” e
Ele dirá: “Apartai-vos de mim todos vós [transgressores] que praticais a
iniqüidade: nunca vos conheci.” (Mateus 7:22-23). Ignoraram a Lei Divina. A Bíblia
diz mais: “Aparte-se da iniqüidade todo aquele que profere o nome do
Senhor.” Então, hoje mesmo, você precisa reajustar o motivo de seu
compromisso. Amigo, não deixe o seu orgulho impedi-lo. Gostaria de orar por você.
Eu orarei daqui mesmo e você pode ficar aí onde está sentado. E se você
quiser se incluir nesta oração, eu gostaria que levantasse a sua mão, mas
lembrasse disso: se você pensar: “Bem, eu deveria levantar a minha mão, mas
o que as pessoas vão pensar?” Isso é orgulho, pois prefere a aprovação dos
homens do que a de Deus (João 12:43). Todo aquele que é orgulhoso de coração
é abominação ao Senhor (Provérbios 16:5). Deus resiste aos orgulhosos, mas dá
graça aos humildes. Então, humilhe-se diante da poderosa mão de Deus e Ele,
no tempo certo, te exaltará (1 Pedro 5:5-6). Chame isso de renovação de
compromisso. Chame de compromisso. [Chame do que quiser.] Mas, seja lá de que
você o chamar, certifique-se de seu chamado e eleição (2 Pedro 1:10).
Esta mensagem foi pregada pela primeira vez em agosto de 1982. Reprodução
permitida [e encorajada].
Traduzida para o português do Brasil em setembro de 2005. Tradutor: [email protected]
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