| Laboratorio do Dr. Jeova |
| Tarde Letal Jeov� Martins Ningu�m te viu sair quando amanheceu O morador da rua n�o te reconheceu Na neblina o efeito de levita��o Esquina da Paulista com Consola��o Fitou as assaduras daquele beb� No colo da mulher que fingiu n�o te ver Part�culas de polui��o dan�avam aos primeiros raios de sol Seduzidas pela noite camisinhas fecundavam o jardim da mans�o Mas um recado no seu celular Diz pra voc� nunca se descuidar Por entre os pr�dios l�gubres desta cidade N�o se distingue muito o bem da maldade Balas perdidas, vidas com destino incerto Voc� est� desligado n�o est� esperto. Seu grito assustou o pardal no fio de alta-tens�o O g�s lacrimog�neo tr�z um pouco de alucina��o Algu�m tentou te levantar do ch�o Transeuntes olhavam a sua express�o televis�o n�o d� direito de imagem A quem tomba an�nimo sem identidade No r�dio de um velho botequim Os Excomungados cantavam assim: Eles querem te calar com eletrochoques N�o deixar voc� voltar para este mundo cruel. |
| Professor Ludovico Jeov�/Paulo Famoso doutor Professor Ludovico Anos na �frica de estudos prof�cuos Na tribo Zulu conviveu com a negada Fumando marola, comendo peixada Ele quis fugir para o Brasil So pra curtir a brava gente varonil Tempos depois voltou pra Munique Disposto agora a n�o perder mais o pique Comeu as madames, botou pra foder Como o cara da �frica ensinou a fazer Ele quis fugir para o Brasil So pra curtir a brava gente varonil Curtiu maior onda escreveu muitos livros Que os pretos deviam ser mantidos cativos Embarcou em seguida para novos trabalhos Veio dar no Brasil que azar do caralho Ele quer fugir deste pais Qui�a voar para Paris Quando os �ndios sacaram aquela cara de bico N�o botaram uma f� no professor Ludovico Ora vejam voc�s foi gritando o cacique Mandaram pra n�s um doutor de Munique Ele quis voar para Paris Pr�a se ver livre desse pa�s. Se liga negada pega o caldeir�o Hoje vai ter de rango um professor alem�o Quac, quac, quac, quac, quac Quac, quac, quac, quac, quac..... |
| Capital do �dem Jeov� Martins Uma cidade de idade igual � minha Quando voc� nasceu s� dois anos eu tinha Lolita, ninfeta, adolescente, menina Teu eixos consomem toda a minha gasolina Estupidez e gl�ria monumental Fazendo cabe�as, �s capital Parano� deserto O c�u fica mais perto No horizonte do Planalto Central Eu sinto a liberdade Quando te vejo a tarde Tomando banho no Congresso Nacional Voc� n�o tem ruas mas duas asas Sat�lites, luas, estrelas, estradas Da terra vermelha surgem p�ra-lamas Muito mell de abelha, legi�es urbanas Parano� deserto O c�u fica mais perto No horizonte do Planalto Central Eu sinto liberdade Quando te vejo a tarde Tomando banho no Congresso Nacional |
| Luar da Terra do Drag�o Jeov� Martins/ S�rginho Amores Infl�veis e mistura de papel�o condimentado Vagueiam pelos opi�rios da lua Her�is de guerra desentopem os ralos do OVNI Galinha pretas esfrangalhadas esquizofrenicamente Pelas facas psic�ticas dos agiotas lunares Crateras feito dep�sito de lixo hospitalar O drag�o m�ope sonha com cavalos e espadas de raio lazer Dentistas lunares enfiam a faca na gengiva dos macacos Devidamente vacinados contra a aids lunar. |
| A VIDA QUE PASSA
Jeov� Martins/Jo�o S�vio Ele � um rapaz bastante pr�tico tudo que faz � perform�tico se vai � rua comprar cigarro consulta a lua, revisa o carro Ele resolve qualquer problema com o revolver ou com a pena e tira tudo n�o sei de onde viu James Bond, foi ao cinema Antes de ires, disse ligeiro teu dedo inteiro Malu n�o tires se necessita de mais sal�rio faz uma fita com um tal de M�rio Assim passaram-se muitos anos tudo s�o fatos nada criamos � da esquadrilha que faz fuma�a a fama � filha da vida que passa. |