Iron Maiden - Toda a sua História


A História do Iron Maiden

Em 1971, o então jovem Steve Harris pagou 40 libras em uma guitarra Copy Fender Telecaster, e começou a aprender tocar o instrumento sozinho. Uma de suas primeiras composições foi "Burning Ambition", que mais tarde viria a fazer parte do primeiro compacto do Iron Maiden pela EMI, Running Free. Assim, Steve começava a ter na cabeça a idéia de formar uma banda de rock pesado, um grupo que não fosse fazer simplesmente punk rock ou pop. Sua primeira banda teve o nome de Influence, que foi fundada por um colega de escola, Dave Smith. Steve Harris, cansado da inconstância musical e pessoal da banda, saiu para entrar no Smiler, em 1975. Depois decidiu formar sua própria banda. O nome Iron Maiden saiu de um filme chamado O Homem Da Máscara De Ferro, que Steve já tinha visto a algum tempo. De 1975 a 78, o Iron Maiden lutava para manter uma formação de conjunto. Por volta de 1978, a coisa estava mais ou menos assim : Steve Harris no baixo, Dave Murray na guitarra, Paul Di`anno no vocais e Doug Sampson na bateria. Contabilizando a economia de várias apresentações em East London, a banda decidiu entrar pela primeira vez num estúdio para registrar seu trabalho. O resultado foi a gravação de três músicas : "Prowler", "Invasion" e "Iron Maiden". Isto resultou, poucos meses mais tarde, no lançamento do lendário The Soundhouse Tapes, que vendeu três mil cópias em menos de um mês. Prowler chegou a ser a música mais pedida pedida em programas de rádio. Pouco tempo depois, a banda lançou o compacto Running Free, que causou muita polêmica, pois tinha o mascote EDDIE na capa "aniquilando" a dita, "Donzela de Ferro" em pessoa, Margareth Tatcher. No começo da nova década, Steve, Dave, Straton, Paul e Clive Burr, entram para gravar o primeiro disco da banda, que recebeu simplesmente o nome de Iron Maiden. A data oficial do lançamento é 14 de Abril de 1980. O disco entrou no 4º lugar nas paradas, junto com o single Running Free.Foram chamados para tocar no Top Of The Pops. Entram na turnê com o Judas Priest pela Inglaterra. Ela é encerrada no famoso The Rainbow Theatre. Dennis Straton, o mais velho da turma, com 37 anos, começa a achar o som da banda muito pesado e cai fora. Em seu lugar vem Adrian Smith, um velho amigo de Dave Murray. O grupo sai então com uma nova formação para uma turnê com o Kiss, pela Europa.No dia 2 de fevereiro de 1981 sai o Killers. O segundo álbum vendeu mais de um milhão de cópias no mundo inteiro. A Killer World Tour foi um sucesso. O Japão caiu aos pés do Iron Maiden.A venda de ingressos por lá se esgotou em poucas horas, causando tumulto. Graças ao tamanho sucesso no Japão, foi lançado o EP Maiden Japan, com faixas gravadas na cidade de Nagoya. Em setembro, eles embarcam para uma turnê pelos Estados Unidos. Ao final da turnê, explode uma bomba : Paul Di`anno pula fora do grupo





Bruce Dickinson nasceu em uma pequena cidade de mineiros próxima a Shefield e teve sua primeira banda aos 17 anos. A escolha de Bruce para substituir Paul não foi de agrado de todos os fãs do grupo. Bruce tinha uma voz melódica e possuía uma postura menos radical. Porém o tempo provou que Steve e cia. estavam com certos. The Number Of The Beast provavelmente é o álbum que mais marcou carreira do Iron Maiden. A aceitação foi geral, o álbum foi um sucesso de vendas, a turnê foi gigantesca.Mais de um milhão de pessoas ao redor do mundo puderam assistir a uma banda furiosa, perfeita, objetiva e veloz. Data desta época também a fachada de 'satanistas' que os rapazes receberam devido às erradas interpretações sobre a música The Number Of The Beast. De qualquer forma esta polêmica só ajudou a vender mais cópias. O single Run To The Hills entrou direto no Top Ten americano. Foram mais de 180 shows por 16 países. Ao final da turnê, The Number Of The Beast tinha vendido mais de dois milhões e meio de cópias, o que era um sucesso inédito para a banda. Quando percebia-se uma estabilidade na formação da banda, é a vez do baterista Clive Burr sair alegando problemas familiares. Sem demora, o grupo chama o competente baterista Nicko McBrain. No dia 16 de Maio de 1983 sai o novo álbum Piece Of Mind, também produzido por Martin Birch. O detalhe mais importante é que Bruce e Adrian estava compondo bem mais músicas, aliviando um pouco Steve Harris. É só conferir Revelations e Flight Of Icarus, dois grandes clássicos. O som estava mais solto, com letras inteligentes, mas, sem perder o peso tradicional das músicas. No dia 03 de setembro de 1984 é lançado o Powerslave, que na opinião de muitos fãs é o melhor, mais completo, inteligente, pesado e excepcional disco da história da música pesada. Ele traz pela primeira vez, a mesma formação do álbum anterior, o que por si só já era uma glória. O Powerslave trouxe ao mundo uma das maiores turnês de rock, a The World SlaveryTour, que durou de 1984 até o final de 1985. Foram mais de 300 apresentações com passagem inclusa pelo Brasil, no Rock In Rio I. O resultado desta imensa turnê foi o lançamento do álbum Live After Death, gravado ao vivo em Long Beach, Los Angeles, para uma platéia completamente fanática e qualificado como simplesmente excepcional. Está tudo lá, desde o começo até o Powerslave. Após a turnê de Powerslave, os rapazes tiveram um merecido descanso de 6 meses. Entram então, em estúdio com forças redobradas para no dia 29 de setembro de 1986, lançarem Somewhere In Time, mais um álbum extraordinário, com temas futuristas (inspirados em Blade Runner). Notou-se uma grande modificação no som da banda, com a presença de guitarras sintetizadas, o que tirou um pouco o peso das músicas. Em 1988 é a vez de Seventh Son Of a Seventh Son, um disco que foi muito criticado na época. O que aconteceu foi que o grupo resolveu fazer um álbum conceptual, aproximando-se assim do rock progressivo. Porém, a essência é Iron Maiden, e Seventh Son... é um disco perfeito, menos pesado, porém mais inteligente e muito forte. As críticas foram contornadas e o álbum foi um sucesso de vendas. Em sua turnê a banda foi a grande atração na edição européia do Monsters Of Rock.





Ao final da turnê vieram as glórias mas também os problemas. Desta vez foi Adrian Smith quem abandonou a banda, dizendo que queria fazer um som um pouco mais leve, mais comercial. Para o seu lugar veio Janick Gers, que tinha gravado o primeiro álbum solo com Bruce Dickinson, Tattooed Millionaire. A entrada de Janick foi perfeita. Janick é muito diferente de Adrian, com um outro estilo, bem mais 'rocker', mais marginal, mais sujo. Sua movimentação no palco é muito melhor que a de Adrian, que ficava muito parado. Já com Janick Gers na guitarra é lançado em 1990 o No Prayer For The Dying que é uma volta ao básico, ao instinto inicial do Maiden. Os palcos se tornaram mais simples, as turnês já não eram tão 'monstruosas' como antes. Os fãs não gostaram muito , apesar de ser um ótimo album em minha opinião. No dia 15 de março de 1992 era lançado o Fear Of The Dark, provando que o grupo ainda tinha muita lenha para queimar. Melhor do que esta notícia foi a de que em agosto do mesmo ano, eles estariam tocando no Brasil. O Parque Antártica nunca mais vai esquecer o que viu. A maior banda de todos os tempos tocou por mais de duas horas e meia, em um show exuberante, com garra, peso e muita força. O resultado da turnê foi o lançamento de dois álbuns ao vivo : A Real Live One e A Real Dead One. O primeiro com as músicas mais recentes da banda (de 1986 a 1992) e o segundo com as músicas antigas (de 1980 a 1985), até a fase mais heavy tradicional. Foram lançados mesmo para separar uma fase da outra. Este lançamento também representou a saída de Bruce Dickinson do grupo. Sem dúvida alguma foi a mudança mais radical de toda a carreira da banda e uma enorme perda para o Iron. O mundo metálico ficou aterrado. Muitos pensaram que a banda fosse acabar, pois era quase que impossível pensar no Iron Maiden sem Bruce. Bruce, que na opinião de muitos, foi o maior artista que já esteve dentro do Maiden, saiu porque estava de saco cheio. Foi seguir a carreira solo, escrever livros e dedicar-se mais ao esgrima, esporte que ama desde a adolescência. Na verdade, o clima entre Bruce e Harris estava pesadíssimo. Um já nem conversava mais com o outro.



Após uma longa procura onde foi feito ate uma especie de concurso , a banda acha um novo vocalista, chamado Blaze Bailey , considerado um vocalista fraco por muitos fãs e ate por Bruce Dickinson , que deixou isso bem claro numa entrevista na MTV. E com ele vem o X Factor que mesmo com o "problema" do vocalista é um exelente album . A X-Factour foi um sucesso de publico no Brasil e no mundo.



Em 1999, Bayley foi retirado da banda, aparentemente por consenso mútuo. Meses depois, a banda chocou o mundo quando anunciaram que Bruce Dickinson e o guitarrista Adrian Smith estavam retornando, o que significa que a formação clássica de 1983-1988 estava mais uma vez formada. Ainda melhor, Janick Gers , que é considerado o "ator" do conjunto nas apresentações ao vivo, iria continuar com os dois guitarristas clássicos: o Maiden seria a primeira banda desde o Lynyrd Skynyrd a ter três guitarristas. Logo depois do anúncio, o grupo fez uma turnê mundial, para celebrar a reunião, que foi um grande sucesso. Em 2000, um novo período começou para o Maiden, com a banda lançando o álbum Brave New World. As músicas são mais longas e as letras falam sobre temas obscuros e críticas sociais. A banda ganhou uma nova legião de fãs, normalmente adolescentes quando começou a explorar esse lado do Metal Progressivo. Por outro lado, foi mal aceito pelos fãs mais conservadores que estavam acostumados com o estilo mais cru, porém, mais criativo da banda, o período pré Janick Gers. Brave New World foi considerado por muitos com um dos melhores álbuns do Maiden nos últimos dez anos. A tournê mundial foi estendida até Janeiro de 2001 com um show no famoso festival Rock in Rio, que reuniu um público estimado de 250.000 pessoas e rendeu um DVD de sucesso. Foi um retorno glorioso do grupo ao Brasil. Agora muitos dos fãs antigos têm seus próprios conjuntos, e sua influência pode ser escutada em diversas bandas de 1990 até os dias de hoje. A banda continuou com o estilo progressivo com seu novo álbum Dance of Death lançado em 2003. O álbum ganhou disco de platina em diversos países e não deixou dúvidas que a banda ainda continua uma sensação do heavy metal. O conjunto também emplacou alguns vídeo-clipes na MTV trazendo novos fãs para a banda. Tanto Brave New World quanto Dance of Death foram considerados pelo site Metal-Rules.com como os melhores álbuns de Metal de 2000 e 2003, respectivamente. Em 2005, o Maiden anunciou uma tournê em comemoração aos 25 anos do lançamento do primeiro álbum e o 30º aniversário da primeira formação. A banda foi para um tour mundial para divulgar seu novo DVD, intitulado The Early Days, em que o grupo celebra as músicas do período de 1975-1983. Também foi lançado um álbum ao vivo em 2005 intitulado (Death On The Road), sendo que esse mesmo show foi lançado também em DVD em 2006, DVD este que conta ainda, além do show, com um disco extra com um documentário de 90 minutos mostrando os bastidores das gravações do álbum e da turnê mundial que se seguiu. Em 2006 a banda finalmente lança o novo álbum, A Matter of Life and Death, décimo quarto álbum de estúdio da banda, com músicas mais longas que o habitual do Iron Maiden, o álbum traz algumas características progressivas, que a banda já vinha apresentando nos últimos álbuns, porém agora nesse álbum com maior intensidade, junto com um som mais pesado que o mostrado anteriormente pela banda.

Formação atual Bruce Dickinson - vocal (1982 - 1993, 1999 - presente) Dave Murray - guitarra (1975 - presente) Adrian Smith - guitarra (1980 - 1990, 1999 - presente) Janick Gers - guitarra (1990 - presente) Steve Harris - baixo (1975 - presente) Nicko McBrain - bateria (1983 - presente)

Membros originais Steve Harris - baixo (1975 - presente) Paul Day - vocal (1975-1976) Dave Sullivan - guitarra (1975-1976) Terry Rance - guitarra (1975-1976) Ron "Rebel" Matthews - bateria (1975-1977)

Outros membros Dennis Wilcock - vocal (1976 - 1977) Bob Sawyer - guitarra (1976) Terry Wapram - guitarra (1977) Thunderstick - bateria (1977) Tony Moore - teclado (1977) Doug Sampson - bateria (1977 - 1979) Paul Todd - guitarra (1977) Paul Cairns - guitarra (1977) Tony Parsons - guitarra (1979 - 1980) Dennis Stratton - guitarra (1980) Clive Burr - bateria (1979 - 1982) Blaze Bayley - vocal (1994 - 1998)

DISCOGRAFIA

Álbuns The Soundhouse Tapes, (EP 1978) Iron Maiden (1980) Killers (1981) Maiden Japan, (EP ao vivo 1981) The Number Of The Beast (1982) Piece of Mind (1983) Powerslave (1984) Live After Death (álbum) (Ao vivo 1985) Somewhere in Time (1986) Seventh Son of a Seventh Son (1988) No Prayer for the Dying (1990) Fear of the Dark (1992) A Real Live One (Ao vivo 1993) A Real Dead One (Ao vivo 1993) Live at Donington (Ao vivo 1994) The X Factor (1995) Best of the Beast (compilação) (1996) Virtual XI (1998) Brave New World (2000) Rock in Rio (Ao vivo 2002) Edward the Great (compilação 2002) The BBC Archives (compilação 2002) Best Of The B’Sides (2002) Best Over Hammersmith (compilação 2002) Dance of Death (2003) Death On The Road (Ao vivo 2005) A Matter of Life and Death (2006)

Vídeos/DVDs Live at the Rainbow (1981) Video Pieces (1983) Behind the Iron Curtain (1984) Live After Death (1985) 12 Wasted Years (1987) Maiden England (1989) Up the Irons - The First Ten Years (1990) From There to Eternity (1992) Donington Live 1992 (1993) Raising Hell (1994) Rock in Rio (2002) Visions of the Beast (2003) The Early Days (2004) Death On The Road (2006

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