NAVIO NEGREIRO DE CASTRO ALVES


� num sonho dantesco, tombadilho.
Tinir de ferros, estalar de a�oite.
Legi�es de homens negros como a noite
Horrendos a dan�ar
Negras mulheres levantando as tetas
Magras crian�as
Cujas bocas pretas
Regam o sangue das m�es
Outras mo�as
Mas nuas, assustadas.
No turbilh�o de espectros arrastados
Em �nsia e magoas v�s
Um de raiva delira
Outro enlouquece
Outro de mart�rio embrutece
Chora e dan�a ali
Senhor Deus dos desgra�ados
Dizei-me v�s
Senhor Deus
Se � loucura, se � verdade tanto horror.
Perante os c�us
Quem s�o esses desgra�ados
Que n�o encontram em v�s
Mais que o rir calmo da turba
Dize-o tu severa musa
Musa lib�rrima audaz
S�o os filhos do deserto
Onde a terra esposas a luz
Onde voa em campo aberto
A tribo de homens nus
S�o os guerreiros ousados
Que como os tigres mosqueados
Combatem na solid�o
Homens simples, fortes, bravos.
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