O teatro dos
correios faz parte de um novo centro
cultural, no coração da cidade de São
Paulo, no edifício da Agência Central dos
Correios. Este edifício, projetado em 1918,
é tombado como patrimônio histórico da
cidade. O projeto foi vencedor de concurso
nacional organizado pelo Ministério das
Comunicações em 1997, sendo que o projeto
executivo já foi concluído e as obras devem
iniciar-se em breve. O programa inclui, além
de um teatro com capacidade de até 430
lugares, dois cinemas, 3 salas de
exposição, biblioteca e salas para cursos.
O programa cultural é complementado por
restaurantes, cafés, livraria e uma loja do
centro cultural. O teatro e as salas de
cinema estão localizados numa construção
inteiramente nova, vinculada aos níveis de
acesso e ao gabarito do prédio histórico.
Este novo bloco será construído no fundo do
lote a partir de demolição de anexos e
galpões. O teatro tem seu maior atrativo na
relação franca que estabelece com a praça
aberta neste fundo do lote, que por sua vez
permite a conexão do beco do Piolim com o
Vale do Anhangabaú pelo interior do centro
cultural. O piso dessa praça se estende para
o interior do teatro através dos balcões
laterais. O modelo adotado para a cena de
espetáculos é a de cena frontal variável,
que permite, segundo modelos predeterminados,
sua flexibilização em teatro italiano,
elizabetano e de arena, utilizando recursos
simples e não-mecânicos. A tipologia do
teatro busca coerência no partido
arquitetônico adotado para o centro cultural
como um todo, e também com a especificidade
do programa, permitindo, assim abrigar
montagens significativas, com temporadas de
duração variada, de companhias da cidade e
de fora dela, e ao mesmo tempo de gerar um
polo possível de criação teatral.