Primeira recompensa: está no versículo 2 do capítulo 8: “manifestam abundância de alegria”
- uma alegria crescente em poder auxiliar, prestar um apoio.

    
Segunda recompensa: ela  nos proporciona uma capacidade em dar cada vez mais - registrado no capítulo 9:7-11. A  pessoa  que  já teve a experiência da semeadura e da colheita, não teme se-mear  e  semear abundantemente, pois a pessoa sabe que se semear com abundância também co-lherá  com abundância. Então, livre e alegremente a pessoa, o eleito, vai semeando, não se impor-tando com  o  custo  da  semente e nem quanto trabalho tem que investir nesta empreitada. Desta forma o eleito antecipa a colheita e a safra é garantida, pois as condições para tal já existem. Pau-lo queriam que soubéssemos que na esfera espiritual, as condições também existem para a colhei-ta, porque  elas e stão nas mãos de Deus. Mas Deus requer de nós a semeadura. A sabedoria nos ensina  que  devemos s emear com abundância, se quisermos que Deus nos dê uma boa colheita, uma  boa  safra. O  que  Paulo quer nos dizer é que a semeadura abundante jamais arruinará o se-meador. Pelo contrário, é justamente isto que garante uma colheita generosa.

    
Terceira Recompensa: ela gera  em  nós  uma  gratidão  crescente para com Deus. Versículos
12 e 13 do Capítulo 9. Também  nos  lembramos  do  Salmo 92:1,2 -
“Bom  é  render  graças ao
Senhor  e  cantar  louvores  ao  seu  nome, ó  Altíssimo, anunciar de manhã a tua misericórdia e durante as noites a tua fidelidade”
. Com  a  ajuda  que  os  crentes de Corinto estavam enviando aos irmãos  pobres  de  Jerusalém, estes desta forma dariam graças a Deus. Nós sabemos que as ações  de  graças  nos  fazem lembrar que dependemos totalmente do Senhor, como também nos
lembramos  da  bondade  de  Deus, que  nos  dá a vida, a respiração e todas as demais coisas. As
ações  de graças é o resultado de uma vida cristã bem vivida. A misericórdia divina cria no crente
um espírito de gratidão e as ações de graças criam no eleito um intenso desejo de orar.

    
Quarta Recompensa: reverte  na glorificação de Deus e no crescimento do Evangelho. No ca-pítulo 9:13-15 - Devemos  nos  lembrar que muitos judeus, embora já convertidos, pensavam que ninguém  poderia  tornar-se  cristão verdadeiro sem primeiro fazer-se judeu, sem observar as leis mosaicas. Atos 15 trata deste assunto (sobre a circuncisão dos gentios), como também Gálatas2. De  modo  contrário  às suas crenças anteriores, aqueles crentes judeus agora veriam que os gen-tios, podiam  ser  cristãos  legítimos  sem  se tornarem primeiramente judeus. E isto reverteria na glória  dada  a Cristo e a Deus Pai. No versículo 15, Paulo diz: “Graças a Deus pelo seu dom ine-fável” - O  dicionário  nos define "inefável" como sendo  "indizível, que não pode exprimir com palavras". Na  questão  de dar ninguém se equipara como que Deus já fez pelo homem. Seu dom é inefável, é impossível de ser descrito pela linguagem e pela mente humana.

     Mas que dom seria este?
     Poderia  ser  a graça divina geral, a bênção divina, (Rm. 5:15) -
“Todavia, não é assim o dom gratuito  como  a  ofensa, porque pela ofensa de um só, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos”. V.17 - “se pela ofensa de um e por meio de um só reinou a morte, muito mais os que recebem abundân-cia  da  graça e o dom da justiça reinarão em toda a vida por meio de um só, a saber Jesus Cris-to”. E em Efésios 3:7, Paulo também registra o dom da graça de Deus. No capítulo 4:7  Paulo fa-la que “a  graça  foi  concedida  a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo”; He-breus 6:4 cita: "é  impossível, pois, que  aqueles  que  uma  vez  foram iluminados, e provaram o dom celestial, e  se  tornaram  participantes  do Espírito Santo”. Mas esse dom de Deus também poderia ser: o dom da salvação, a vida eterna, conforme João nos fala "para que todo aquele que nele crê, tenha  a vida eterna". Poderia ser: dom do Evangelho, a mensagem da vida eterna. Este dom  também  poderia ser o amor de Deus manifesto em Cristo derramado nos corações dos ho-mens, o  que  produz aquela espécie de generosidade que Paulo pedia aos crentes de Corinto. Po-deria  ser  o dom do Espírito Santo. Mas uma declaração com tanto ênfase só pode significar que o próprio Jesus é o “dom de Deus” em quem estão contidos e por quem são administrados todos os outros dons.
     Irmãos, que  este  dom de Deus, seja quem  vive em nós e que nós estejamos realmente mor-tos  e sepultados para toda falta de sensibilidade para coma a causa de Deus em todos os seus as-pectos. Deus continue nos abençoando. Amém.

                                                                                          Seminarista Evaldo Moscibrovski
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