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O historiador eclesiástico Justo L. Gonzalez, comentando sobre a origem do Credo Apostólico, disse o seguinte: "Foi provavelmente em Roma que primeiro apareceu a fórmula que, depois de alguma elaboração, veio a ser o nosso Credo. Nessa época o seu nome era "Símbolo de Fé". A palavra "símbolo" não tinha então o sentido que tem para nós hoje, mas se referia a um meio de reconhecimento. Por exemplo, se dois generais iam se separar, tomavam uma peça de barro, a quebravam e cada um deles levava consigo um pedaço. Se mais tarde um dos generais quisesse enviar mensagem ao seu colega, entregava o seu pedaço de barro ao mensageiro, que então podia identificar-se porque seu pedaço de barro encaixava perfeitamente com o que tinha o outro general. A esse meio de reconhecimento dava-se o nome de "símbolo". Logo, o "Símbolo de Fé era um meio para reconhecer àqueles cristãos que sustentavam a verdadeira Fé, em meio de toda sorte de doutrinas que pretendiam ser verdadeiras". (Uma História Ilustrada do Cristianismo - A Era dos Mártires - Vol. 01. Edições Vida Nova. 10 edição portuguesa, 1980). É a primeira confissão extra-bíblica da Fé Cristã. Não há prova histórica de que foi obra elaborada pelos próprios Apóstolos, porém, a sua antiguidade é reconhecida por todos. Existem evidências de que o Credo Apostólico foi usado nas Igrejas uns cento e poucos anos depois da Morte de Cristo (mais ou menos 150 a.D). Este é o Credo Apostólico:
"Creio em Deus, Pai Todo Poderoso, Criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu Único Filho, nosso Senhor, que foi concebido por obra do Espírito Santo, que nasceu da virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto, sepultado, desceu ao inferno, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos, subiu aos céus e está assentado à mão direita do Pai Onipotente, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Cristã, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição do corpo, e na vida eterna. Amém". |
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