Pergunta :

Eu gostaria de saber qual a constituição e utilização de geradores
assincronos e sincronos......

Resposta :

Há dois tipos de máquinas elétricas de corrente alternada : assíncrona e síncrona. 
Estas máquinas são reversíveis, ou seja, podem funcionar como motor ou como gerador.
 
Há dois tipos de máquina assíncrona : a de rótor em curto-circuito ou 
rótor de gaiola (de esquilo) e a de rótor bobinado.
 
A máquina de rótor em curto-circuito é a que tem a constituição mais simples. O indutor 
está no estátor e o induzido está no rótor. Sendo uma máquina trifásica, haverá três
enrolamentos no estátor. 
O rótor é constituído por uma gaiola de cobre ou alumínio em curto-circuito.
 
Na máquina de rótor bobinado, o rótor é constituído por um enrolamento trifásico 
ligado a um reóstato trifásico através de anéis coletores (montados no rótor) e escovas (fixas).
 
Quanto à máquina síncrona, o enrolamento do estátor é do mesmo tipo da máquina 
assíncrona e o rótor é constituído por enrolamentos que produzem pólos magnéticos. 
Para isso, é necessário um circuito de excitação de corrente contínua, para o qual há 
várias soluções. Quando é usado um dínamo acoplado ao veio, este denomina-se excitatriz. 
As máquinas de menor rotação têm pólos salientes (rótor com roda polar) e as de maior 
rotação, como acontece nos geradores de centrais térmicas, têm menor diâmetro, maior 
comprimento do rótor e pólos internos ou totais (rótor cilíndrico)(são os chamados 
turboalternadores).  
O gerador síncrono chama-se alternador e o gerador assíncrono também se designa de indução.
 
A máquina assíncrona não necessita de excitatriz.
 
Os alternadores têm muita aplicação como geradores de centrais elétricas, quer sejam 
hidrelétricas quer sejam térmicas, sendo o gerador de corrente alternada mais usual. 
Também são usados como geradores em aplicações de pequenas potências.
 
Os geradores assíncronos usam-se também em centrais elétricas, como, por exemplo, 
hidrelétricas, mini-hídricas e em aerogeradores para produzir energia elétrica a partir da 
energia eólica. Nas mini-hídricas a solução mais usual é usar geradores assíncronos, 
embora também se usem os síncronos.
 
A vantagem dos geradores assíncronos deve-se à sua simplicidade, que lhe confere 
robustez, fiabilidade e economia.
A grande desvantagem dos geradores assíncronos em relação aos síncronos deriva de 
absorverem energia reativa da rede, o que obriga à utilização de baterias de condensadores 
para compensação do fator de potência. 
 
Os geradores síncronos rodam com uma velocidade de rotação igual à velocidade do 
campo girante (velocidade de sincronismo) e os assíncronos rodam com uma velocidade 
superior à velocidade de sincronismo, existindo escorregamento do rótor em relação 
ao campo girante.

 

 

 

 

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