DONA LUÍSA
Meu neto: no tempo antigo Da província da Mogyana Havia uma bela estrela, Dona Luísa, que brilhava. Queimava-se todo dela Rizziero, filho de Mantua. Mas no logro não vivia: Do moço se ardia a infanta. Quantas vezes foram à fonte Do alívio e ninguém notava? Beberam-se tanto que Caiu prenha a estrela amante. Mas Luísa pariu seu fruto E foi ser monja em São Paulo. Fez o pai prender Rizziero: — Mas dobrai, senhor, a guarda! |
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“...poesia, cosa cordial.” Antonio Machado |