AULA DE CHUVA NO IGARAÍ
Ao Gilmar, in memorian, essa lembrança de águas antigas Noite fria. Acompanhamos Uma aula de dona Chuva, Escrevendo no vitrô, Com raiva, pancadas duras. É uma escrita com chicotes No alfabeto do dilúvio. Mal acaba de escrever, Vem o vento e apaga tudo. A lição mais clara? As leiras Já se podem deitar nuas, Nas grotas e nas campinas, Para o amor das semeaduras. Tarefa: alunos da roça Voltarão por muitas curvas, Que a enchente levou embora A ponte do rio Macuco. |
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“...poesia, cosa cordial.” Antonio Machado |