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GREGÓRIA Era uma vez Gregória, longe, além, Como se nuvem que no céu passasse, Corpo de vento, múltipla de face, Luzindo onde estivesse e onde não estava. Vinha do sul, de Minas, de Belém. Era a Esfinge? Era a tua namorada? Eis que saltava súbito do nada, Te abria as pernas — louca! — e te deixava. Era uma vez Gregória, longe, além (Vinha do sul? De Minas? De Belém?) Luzindo onde estivesse e onde não estava. Te abria as pernas — louca! — e te deixava Com se nuvem que no céu passasse: Corpo de vento, múltipla de face. |
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“...poesia, cosa cordial.” Antonio Machado |