GREGÓRIA

 

 

Era uma vez Gregória, longe, além,

Como se nuvem que no céu passasse,

Corpo de vento, múltipla de face,

Luzindo onde estivesse e onde não estava.

 

Vinha do sul, de Minas, de Belém.

Era a Esfinge? Era a tua namorada?

Eis que saltava súbito do nada,

Te abria as pernas — louca! — e te deixava.

 

Era uma vez Gregória, longe, além

(Vinha do sul? De Minas? De Belém?)

Luzindo onde estivesse e onde não estava.

 

Te abria as pernas — louca! — e te deixava

Com se nuvem que no céu passasse:

Corpo de vento, múltipla de face.
 

A COISA CORDIALJosé Carlos Zamboni                                              Poemas

“...poesia, cosa cordial.” Antonio Machado

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