O ÚNICO ASSASSINATO DE LIMA BARRETO

 

 

Rua Luís de Camões. O céu com um ar de
Chuva. Sozinho estou e abraço o chão,
Na noite vinda antes do fim da tarde.
Dona Morte abre as pernas? Quero e não...

 

Antes dissesse resoluto: sim!
Mendigo de mim mesmo, o que me sobra
Deposito nas mãos da minha Obra,
Que sai correndo com pavor de mim.

 

Grão-Duque russo tonto de cachaça,
Assombração dum padre jacobino,
Sou um pobre diabo — e chove. Um cão que passa

 

Ladra um soneto sobre o meu destino.
A custo me ergo... Mas quem vem lá adiante?
Dom Policarpo com seu Rocinante?

 

A COISA CORDIALJosé Carlos Zamboni                                              Poemas

“...poesia, cosa cordial.” Antonio Machado

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